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Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Joilson Bergher. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. Geografia do medo em Santa Catarina: entre o totalitarismo e a necropolítica.

Há lugares onde o mapa não serve para orientar, serve para avisar. Santa Catarina, às vezes, parece um desses territórios em que o chão não acolhe — vigia.

Na rodoviária, o corpo é suspeito antes do nome. Na pele escura, o crime já nasceu. No afeto dissidente, a culpa caminha de mãos dadas com o medo. O povo da rua não dorme: sobrevive num estado permanente de caça.

Como escreveu Hannah Arendt, o horror começa quando certos grupos deixam de ser vistos como plenamente humanos (Origens do Totalitarismo). Aqui, a desumanização não grita — ela sorri, legisla, normaliza.

Há também os cães. Cães mortos por prazer, por tédio, por ódio gratuito. Não é fome, não é defesa — é deleite. O gesto de matar o que não pode se explicar revela mais do que qualquer discurso político. Quem aprende a exterminar o indefeso não desaprende ao olhar para pessoas.

Achille Mbembe chamou isso de necropolítica: o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer — mesmo que lentamente, mesmo que simbolicamente (Necropolítica). Aqui, viver é concessão. Morrer é estatística.

Um governador que combate cotas num território de pobreza estrutural não governa o presente: administra heranças coloniais. A exclusão vira política pública, o silêncio vira método, o medo vira paisagem.

Este não é um estado apenas. É um aviso. Quando matar cães vira passatempo e perseguir gente vira rotina, o problema não é episódico — é sombrio, é profundo, é moral.

Joilson Bergher/Anti-Racista!



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. Dois episódios: terreiro pichado em Salvador e turista gaúcha presa por injúria racial, ambos em Salvador, terra de gente preta


A recorrência de episódios de injúria racial e de racismo religioso, como os recentemente registrados em Salvador, não pode ser compreendida como fatos isolados ou desvios individuais de conduta. Trata-se da manifestação concreta de uma estrutura social forjada a partir da colonização violenta, da escravização de povos africanos e do extermínio sistemático das populações originárias, que instituiu no Brasil uma hierarquia racial profundamente enraizada (FANON, 2008). Em um país de maioria preta, a persistência dessas práticas evidencia o fracasso histórico em enfrentar o legado colonial e a naturalização de uma sociabilidade que tolera a desumanização como norma.

Esse quadro se torna ainda mais grave quando setores organizados da política, notadamente vinculados à extrema-direita branca, passam a instrumentalizar o racismo e a intolerância religiosa como estratégias de mobilização ideológica. Nesse contexto, o ódio racial não opera apenas no plano do preconceito individual, mas como tecnologia de poder, voltada à exclusão simbólica e material de grupos historicamente subalternizados (MBEMBE, 2018). A recusa em reconhecer a centralidade dos povos negros e indígenas na formação nacional sustenta um projeto político que rejeita a pluralidade e promove a violência como linguagem legítima de dominação.

Ademais, a complexidade desse cenário é agravada pela internalização do racismo por parte de segmentos da própria população negra, resultado direto de séculos de violência simbólica, apagamento histórico e negação de pertencimento. Tal fenômeno revela como a ideologia da democracia racial operou para ocultar desigualdades profundas e produzir consentimento em torno da exclusão, ao mesmo tempo em que desresponsabilizou o Estado e as elites pela permanência da desigualdade racial (GONZALEZ, 1984). A convivência aparente com o racismo, nesses termos, não expressa harmonia social, mas coerção histórica normalizada.

Diante desse contexto, torna-se imprescindível afirmar que o racismo não é uma questão de opinião, cultura ou liberdade de expressão, mas um crime tipificado, imprescritível e inafiançável, conforme o ordenamento jurídico brasileiro. A aplicação rigorosa da lei não constitui ato de radicalismo, mas condição mínima de um pacto civilizatório baseado na dignidade humana. Onde o Estado falha em responsabilizar, ele autoriza; onde relativiza, legitima a violência que diz combater.

_Conclusão._

A insistência em minimizar práticas racistas e ataques às religiões de matriz africana revela não apenas omissão institucional, mas uma escolha política consciente que beneficia aqueles que historicamente se colocaram acima da lei. O discurso da conciliação abstrata, quando desvinculado da responsabilização penal, converte-se em instrumento de perpetuação da violência. Não há convivência democrática possível onde o ódio é autorizado e o crime é relativizado em nome de uma falsa paz social.

Dessa forma, o enfrentamento ao racismo exige mais do que declarações públicas ou notas de repúdio: requer a aplicação efetiva da lei penal como resposta civilizatória. A responsabilização exemplar dos autores desses crimes cumpre função pedagógica, simbólica e histórica, sinalizando que a sociedade brasileira não aceitará retrocessos que afrontem sua própria formação plural. Racismo não é opinião, não é excesso retórico e não é desvio cultural — é crime, e como crime deve ser tratado, sem concessões, ambiguidades ou complacência.

_Referências._

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. O cinema brasileiro: memória, política e formação histórica.



Cinema brasileiro. Memória histórica. Política cultural. Formação social.


O cinema brasileiro sempre se constituiu como mais do que uma linguagem artística ou produto cultural: trata-se de um campo histórico de elaboração crítica da realidade nacional. Desde o Cinema Novo, com a obra de Glauber Rocha e sua estética da fome, o audiovisual brasileiro assumiu o compromisso de narrar o país a partir de suas contradições estruturais, enfrentando temas como desigualdade, autoritarismo, colonialidade e exclusão social. A presença de atores e atrizes como Paulo Gracindo, Antônio Pitanga, Léa Garcia, Grande Otelo, Maurício do Valle, Othon Bastos, Jardel Filho, Hugo Carvana, Joffre Soares, Yoná Magalhães, Norma Bengell, Paulo Cesar Pereio, e tantos outros e outras consolidaram um cinema que transformou corpos, vozes e territórios em instrumentos de leitura histórica do Brasil. Esse cinema, mesmo produzido sob condições adversas, constituiu-se como espaço de resistência simbólica, preservando a memória coletiva diante das tentativas sistemáticas de apagamento, sobretudo durante o período da ditadura civil-militar.


Na contemporaneidade, observa-se a continuidade e a atualização desse projeto histórico-estético. A emergência de uma nova geração de realizadores e intérpretes — entre eles Wagner Moura e diversos artistas baianos, herdeiros diretos da tradição glauberiana — reafirma o cinema como prática política e pedagógica. O atual fortalecimento do audiovisual brasileiro não ocorre de forma aleatória, mas está diretamente relacionado ao retorno da cultura como política de Estado, com investimentos públicos, ampliação de editais e estímulo à circulação internacional das produções nacionais. Esse contexto favorece a ampliação do alcance simbólico do cinema brasileiro, permitindo que o país se veja, se reconheça e se projete a partir de narrativas comprometidas com a democracia, a diversidade e a justiça social.


O cinema nacional pode ser compreendido como um dispositivo estético-político de formação histórica e consciência coletiva. Não se trata apenas de representar o real, mas de intervir criticamente nele, disputando sentidos, questionando hegemonias e reconfigurando imaginários sociais. O cinema brasileiro, ao articular memória, política e experiência sensível, atua como instrumento formativo capaz de transformar percepções individuais em entendimento histórico compartilhado. Assim, o atual vigor do audiovisual nacional expressa não apenas um momento favorável de produção cultural, mas a persistência de uma arte comprometida com a tarefa fundamental de narrar o Brasil a partir de seus conflitos, protegendo o passado, interrogando o presente e imaginando futuros possíveis. Glauber Rocha, em toda a sua trajetória, trilhou por esse caminho... 

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Joilson Bergher/Produtor de algum conhecimento na área de Filosofia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A falsa neutralidade da imprensa “patriótica"

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Até quando a imprensa "patriota" vai ignorar o autoritarismo do decadente presidente dos EUA? Criticar a esquerda é fácil, mas por que o silêncio sobre o sanguinário comportamento político de Trump na OEA e no cenário global? ​Ele não é um democrata; é um ditador decadente que usa a força para sequestrar o debate público. Vitória da Conquista precisa acordar: quem defende Trump não defende a liberdade, defende apenas o autoritarismo do seu próprio lado.

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Capa gerada por IA. Grok, Janeiro/2026.



_Por Joilson Bergher. Jornalismo de vassalagem: a Imprensa brasileira e a traição à soberania Latino-Americana._


_Resumo._


O presente artigo analisa criticamente a atuação de segmentos da imprensa brasileira que, sob o rótulo de “patriótica”, atacam o Governo Federal por denunciar, em organismos multilaterais como a CELAC, a OEA e a ONU, as agressões sofridas pela Venezuela e por seu presidente, Nicolás Maduro. Sustenta-se que tal postura midiática não se ancora em princípios democráticos ou éticos do jornalismo, mas em uma lógica de subserviência ideológica aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Ao reproduzir narrativas imperialistas e silenciar sobre sanções, bloqueios e intervenções, essa imprensa contribui para a deslegitimação da soberania latino-americana e para o enfraquecimento de uma política externa independente do Brasil. Conclui-se que esse comportamento configura uma forma de traição simbólica ao interesse nacional e à autodeterminação dos povos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Soberania em Debate

Soberania em Debate é uma coluna assinada por Joilson Bergher, um Jequieense buliçoso, inquieto produtor de algum conhecimento, publicada no Blog de Zenilton Meira, dedicada à reflexão crítica sobre política, imprensa e o lugar do Brasil na América Latina e no mundo.

Com linguagem direta e análise contextualizada, a coluna propõe discutir temas internacionais e nacionais a partir do impacto concreto na vida das pessoas, especialmente no Nordeste e no interior do país. Aqui, soberania não é abstração: é condição para democracia, desenvolvimento e dignidade.

_Editorial de estreia._

Esta coluna nasce da necessidade de olhar o mundo sem tirar os pés do chão de Jequié, da Bahia e do Brasil real. Em tempos em que grandes temas internacionais chegam até nós filtrados por interesses externos e por uma imprensa cada vez mais distante da realidade do povo, Soberania em Debate propõe uma leitura crítica, direta e comprometida com o interesse nacional e latino-americano.

Não se trata de ideologia importada nem de neutralidade conveniente. Trata-se de contexto. Sanções, guerras, decisões tomadas longe daqui impactam o preço dos alimentos, o emprego, os serviços públicos e a própria democracia. Ainda assim, parte da mídia prefere repetir discursos prontos, criminalizar países do Sul Global e atacar qualquer política externa que não se curve às grandes potências. Esta coluna surge para questionar esse automatismo e recolocar a soberania no centro do debate.

No Blog de Zenilton Meira, espaço reconhecido pelo diálogo histórico com a política local e regional, Soberania em Debate se propõe a ampliar o olhar do leitor: conectar Jequié ao mundo, sem perder a referência do chão que pisamos. Defender o multilateralismo, a autodeterminação dos povos e uma imprensa responsável não é radicalismo — é lucidez num tempo de desinformação.

Este será um espaço de reflexão semanal, sem patrulhamento, mas com posição. Um convite ao leitor para pensar, discordar e formar opinião própria. Porque soberania não é palavra abstrata: é condição concreta para que cidades como Jequié tenham futuro, dignidade e voz no mundo.

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Joilson Bergher!

sábado, 3 de janeiro de 2026

A ferida aberta e o escudo necessário: uma análise da geopolítica de resistência._

A soberania, sob a ótica de uma América Latina que desperta, deixa de ser um conceito jurídico estático para tornar-se uma práxis de resistência. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil retoma seu papel histórico não como um [hegemon] impositivo, mas como o fiel da balança de um projeto de autonomia regional. 

A compreensão de que o destino de Brasília está intrinsecamente ligado ao de Caracas, Bogotá e Buenos Aires é o que define a nova doutrina brasileira: uma soberania compartilhada que entende que nenhum país do Sul Global será plenamente livre enquanto seus vizinhos estiverem sob o jugo da desestabilização externa.

Neste cenário, o Brasil se posiciona como o guardião de um patrimônio que ultrapassa as fronteiras geográficas: a dignidade do povo latino-americano e a proteção de suas riquezas naturais. A liderança de Lula atua como um escudo diplomático e político contra as investidas de potências que enxergam o continente apenas como um almoxarifado de matérias-primas e uma fonte de mão de obra precarizada.

Ao fortalecer instituições como a UNASUL e priorizar o diálogo multilateral, o governo brasileiro sinaliza que a era das intervenções unilaterais e dos golpes orquestrados encontrará no gigante sul-americano uma barreira intransigente de legalidade e autodeterminação.

O enfrentamento a essa política decadente de exploração exige uma clareza filosófica sobre o que significa ser uma nação no século XXI. Não há soberania real sem o controle sobre a própria matriz energética, alimentar e tecnológica. O projeto liderado por Lula busca precisamente romper com a "ferida colonial" que insiste em sangrar a América Latina através de dívidas impagáveis e sabotagens institucionais. 

Ser o guardião da América significa, portanto, liderar a transição para um modelo de desenvolvimento que coloque o trabalho acima do capital especulativo e a vontade popular acima das ordens emanadas dos centros de poder do Norte Global.

A caminhada rumo a 2026 apresenta-se como a prova de fogo para a democracia continental. O Brasil, sob a égide do PT e de suas frentes amplas, é o alvo principal porque sua estabilidade garante a viabilidade de governos progressistas em toda a região, como o de Gustavo Petro na Colômbia. Manter a liderança de Lula é assegurar que a América Latina não retroceda ao status de colônia. 

A consciência histórica nos ensina que a liberdade é uma conquista diária; e a soberania brasileira, neste momento, é a garantia de que o sonho de uma pátria grande, justiça e altiva permanece vivo e combativo frente às sombras do passado que tentam retornar.

Conclui-se, portanto, que a vigilância deve ser a gramática fundamental das forças populares para o próximo período. A tentativa de retomar o controle sobre os destinos latino-americanos não passará se a unidade entre os povos do Sul Global for forjada na consciência de que a nossa maior riqueza não é o que brota do solo, mas a nossa capacidade de autodeterminação política. 

Diante do império que agoniza em sua própria decadência, cabe ao Brasil, sob a guia de Lula, consolidar-se como o polo propositivo da resistência, transformando a esperança em uma barreira inexpugnável contra qualquer tentativa de golpe ou retrocesso, reafirmando que a América Latina não é mais um quintal, mas um território livre, soberano e dono de sua própria história.

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Joilson Bergher/Professor no Brasil!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

"Não gosto de você, Papai Noel! Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia.

 Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade,  jogavam pedras nessa fantasia! Você talvez nem se recorde mais.  Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer no entanto o que passou. 

Fiz-lhe bilhete pedindo um presente, a noite inteira eu esperei contente, chegou o sol e você não chegou. Dias depois, meu pobre pai cansado trouxe um trenzinho velho, empoeirado, que me entregou com certa hesitação. 

Fechou os olhos e balbuciou: “É pra você… Papai Noel mandou…” E se esquivou contendo a emoção. Alegre e inocente nesse caso, pensei que meu bilhete com atraso chegara às suas mãos no fim do mês. 

Limpei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas, meu pai sorriu e me abraçou pela última vez. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade. 

Meu pai chegou um dia e disse, a medo: “Onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade”. Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar,  e como quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem,  disse medroso: “Eu só queria ele…

Não quero outro brinquedo, quero aquele. E por favor, não vá levar meu trem”. Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que eu ainda creio,  tão puro e santo, só Jesus chorou. 

Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos. Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal! 

Meu pobre pai doente, mal vestido, pra não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão: num gesto nobre, humano, decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo,  roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara. No entanto depois de grande, minha mãe, em pranto, contou que fora preso. E como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia. Foi definhando, até que Deus um dia  entrou na cela e o libertou pro céu!"


Por Joilson Bergher 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A palestina será obras dos palestinos

 


Embora a premissa de que os interesses de Israel e dos EUA não se alinham perfeitamente com os de toda a região seja um ponto de partida válido para a análise, a realidade geopolítica do Oriente Médio é mais complexa, envolvendo alianças mutáveis e interesses que, por vezes, convergem. 

_Os conflitos fundamentais são profundos e de múltiplas dimensões ou pilares dos conflitos de interesses no Oriente Médio._

A instabilidade na região é frequentemente explicada pela intersecção de vários fatores históricos, religiosos e geopolíticos com atores envolvidos pela hegemonia regional entre as duas principais correntes do Islã, explorada politicamente. Arábia Saudita (liderança sunita) vs. Irã (liderança xiita) contando, por exemplo, com a atuação por procuração em Síria, Iêmen, Líbano em meio a esse conflito nacionalista e territorial central na política regional desde a criação de Israel em 1948. Símbolo de identidade e causa unificadora para árabes e muçulmanos. Israel vs. Palestinos. EUA são aliado crucial de Israel; potências regionais apoiam causa palestina.

Nesse imbloglio é visível ao longo da história a Interferência de nações externas a história desses lugares por recursos naturais (petróleo) e influência estratégica. Fronteiras artificiais traçadas por potências coloniais (ex: Acordo Sykes-Picot) ignoraram realidades étnicas e religiosas. 

EUA e Rússia são atores principais, e a China atua como mediadora e investidora no entorno do petróleo e gás, hoje uma  prioridade a China e não mais apenas para EUA e seus aliados ocidentais. 

_O Cenário em Transformação e a Questão Palestina._

A ideia de que a guerra não resolverá a questão de "quem é dono da Palestina" encontra eco na comunidade internacional. A solução de dois Estados, com a coexistência de Israel e um Estado Palestino independente, permanece como a proposta mais amplamente reconhecida, apoiada por mais de 140 países membros da ONU. No entanto, sua implementação esbarra em questões de segurança, fronteiras e no próprio reconhecimento mútuo.

A dinâmica de poder na região também está em transformação. Acordos recentes, como a reconciliação entre Arábia Saudita e Irã mediada pela China, e a pressão de monarquias árabes sobre os EUA para conter ações israelenses, indicam que os países locais estão buscando maior autonomia e redefinindo suas alianças, contestando a antiga hegemonia inconteste dos EUA.

Esse panorama de interesses irreconciliáveis, mas em um tabuleiro geopolítico em constante mudança, confirma a complexidade de se encontrar uma solução duradoura.


Espero que este texto tenha fornecido um panorama claro e útil aos leitores do Blog sobre os detalhes do processo de paz israelense-palestino nesta parte explosiva do mundo.

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Joilson Bergher. Produtor de Conhecimento nas áreas de África, Filosofia, História e Metodologia do Conhecimento Científico.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Aí fico vendo — aliás, não os vi!

 

Aí fico vendo — aliás, não os vi: cadê a extrema-esquerda que usa a retórica da extrema direita para atacar o PT, Lula, Jerônimo, atacar tudo e todos? Cadê esse povo que vive dizendo que Lula é de direita, que é contra a revolução, que traiu não sei quem, que se vendeu não sei a quê?

Porque, pelo que parece, para essa gente fazer política e “revolução” é só apertar o dedinho na rede social, disparar palavras de ordem vazias, lacrar no comentário e achar que está tudo resolvido. Militância reduzida a post, a thread, a xingamento — e depois a pose de pureza ideológica.

Mas quando foi preciso estar nas ruas, ocupar espaço, defender a democracia, enfrentar o fascismo real, nós estávamos lá. E eles? Ninguém os vê em canto nenhum. Cadê vocês todos que a gente não vê?

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_Joilson Bergher!_

_Rede M-Coeso!_

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Morre aos 84 anos, Ewerton Almeida, ex-deputado estadual

 

Click na foto e terá uma matéria de 2024 sobre Ewerton Almeida

Com pesar que comunicamos o falecimento do ex-deputado estadual e jequieense Ewerton Almeida (Ton Legal). De acordo com informações, ele sofreu um infarto durante um viagem a Juazeiro da Bahia.


Ton Legal foi eleito deputado estadual em 1997, Formado em odontologia, profissionalmente ele atuou em Salvador. Na politica, iniciou como vereador pela Aliança Renovadora Nacional, ARENA, 1971-1973; deputado estadual Constituinte pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB, 1987-1991; reeleito PMDB, 1991-1995.

Mesmo sem cargos eleitoral, Ewerton sempre teve uma atuação politica nos pleito atuais.

A equipe do BZM estende suas condolências a todos os familiares e amigos de Ton Legal. Saiba mais sobre Ewerton Almeida neste contesto da Assembleia Legislativa da Bahia.



Homenagens: A partida do ex-deputado Ewerton de Almeida deixa, em Jequié, um vazio que não é apenas político — é humano.


Nos anos de 1980, quando a juventude jequieense buscava organizar o movimento estudantil, fortalecer a UMES e romper os limites geográficos para participar dos congressos em Brasília, São Paulo ou Salvador, era ele quem estendia a mão.

Para nós — estudantes cheios de inquietação e coragem, há época, dos estudantes secundaristas, Davino Gandhy, Otavio de Jesus Assis, Ednaldo Pato-Rouco, Joilson Bergher, Dernival Santos, Dorival Júnior, Saionara, Nailma, e tantos outros — Ewerton de Almeida não era apenas um parlamentar, era um cidadão vibrante, integrante do antigo MDB.

Era um parceiro. Um daqueles raros políticos que enxergam nos jovens não ameaça, não incômodo, mas potência. E era com essa sensibilidade que ajudava a garantir passagens, alimentação e o mínimo necessário para que pudéssemos representar Jequié e construir, juntos, um movimento estudantil forte, plural e comprometido com o Brasil.

Não se elegeu prefeito da cidade, é verdade. Mas, para nós, viveu como um dos maiores defensores intransigentes das coisas de Jequié — expressão que ele próprio repetia com orgulho. Carregava a cidade no peito: sua gente, suas lutas, seus sonhos.

A morte de Ewerton de Almeida não leva apenas um ex-deputado estadual; leva uma referência. Leva um modo de fazer política sustentado em afeto, lealdade e presença. Leva um jiquiense que acreditava que a juventude deveria ocupar o mundo, e nunca poupou esforços para que isso acontecesse.

Hoje, onde quer que nos encontremos — nos corredores das antigas escolas, nas rodas de conversa, nas lembranças de viagens improvisadas e congressos marcantes — lamentamos profundamente sua passagem. Mas também celebramos seu legado: o da política que ouve, que acolhe, que estende a mão; o da política que acredita nas pessoas.

Ewerton de Almeida parte, mas fica em nós como exemplo e memória viva. Um filho de Jequié que lutou por Jequié — até o fim.
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_Joilson Bergher/Educador Brasileiro!_


Hassan manifesta pesar pelo falecimento do ex-deputado e ex-vereador de Jequié, Ewerton Almeida


O deputado municipalista Hassan (PP) lamentou a morte do ex-deputado estadual e ex-vereador de Jequié, Ewerton Almeida, (Ton Legal), aos 84 anos, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (14), enquanto estava no município de Juazeiro. “É com profundo pesar que recebo essa triste notícia”, disse o parlamentar, registrando que “a Bahia perde um homem público que dedicou sua vida ao bem comum, e que contribuiu significativamente para o desenvolvimento de Jequié e do nosso Estado” acrescentando que “a sua atuação deixa um legado de compromisso, seriedade e respeito”.

O parlamentar destacou que Ewerton Almeida foi uma das figuras públicas mais marcantes de Jequié e da região sudoeste, dedicando décadas de sua vida à política e ao serviço à coletividade. “Como vereador, consolidou-se como uma liderança próxima da população, sempre atento às demandas municipais e reconhecido pela defesa do diálogo e da transparência na gestão pública”, frisou.

Hassan ressaltou que ao assumir o mandato de deputado estadual, Ewerton ampliou sua atuação em favor do desenvolvimento de Jequié e do Estado da Bahia, e lembrou que “ao longo de sua trajetória parlamentar destacou-se por atuar em defesa do interior baiano, levando para a Assembleia Legislativa debates sobre infraestrutura, saúde e educação em municípios de médio e pequeno porte, incentivar políticas públicas para o fortalecimento econômico da região de Jequié, apoiando iniciativas voltadas ao comércio, à agricultura e à geração de emprego e renda, participar de comissões e discussões legislativas relevantes, sempre pautado pelo compromisso com as necessidades da população e pela construção de consensos. 

Hassan pontua que além disso, “ele sempre foi voz ativa em temas sociais, defendendo a inclusão, a cidadania e melhores condições de vida para as famílias baianas”.

O legislador solidariza-se com familiares, amigos e admiradores de Ewerton Almeida, desejando força e conforto neste momento de dor. “Que sua memória permaneça viva e siga inspirando aqueles que atuam pela construção de uma Bahia mais justa, desenvolvida e humana”. Ewerton deixa esposa, duas filhas e dois netos.

Euclides Fernandes lamentou a morte do Ex-deputado Ewerton Almeida 


Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do meu amigo pessoal e ex-deputado estadual da Bahia, Everton Almeida, conhecido carinhosamente como Ton Legal.

Ton foi um homem simples, generoso e dedicado, tanto na Odontologia quanto na vida pública, onde iniciou como vereador e, com o reconhecimento do povo, chegou a deputado estadual por vários mandatos.

Deixa muitos amigos, uma família muito querida e um legado de trabalho e humanidade.

Que Deus conforte o coração de todos nesse momento tão difícil e conceda descanso e paz ao meu grande amigo Ton Legal. Você deixará muitas saudades.

#DeputadoEuclidesFernandes

Mário Kertész faz homenagem a Ton Legal

 

sábado, 25 de outubro de 2025

Jequié, 128 anos ou a força no Coração do Sertão

 

Neste dia 25 de outubro, Jequié, a "Cidade Sol", celebra seus 128 anos de emancipação política, um marco que ressoa com a força e a resiliência de um povo encravado no Sudoeste da Bahia, na transição entre a caatinga e a mata, na histórica região do Médio Rio de Contas. 

É um aniversário que, no campo do pertencimento, nos convida a uma reflexão filo-histórico-pedagógica sobre o que significa ser jequieense e construir, dia após dia, a identidade dessa urbe pujante.

_Filosofia do Pertencimento._

Jequié não é apenas um ponto no mapa; é um universo de experiências, moldado pela travessia, pelo comércio e pela hospitalidade. O pertencimento à "Cidade Sol" nasce da superação, da capacidade de florescer mesmo sob o sol inclemente do sertão. 

O próprio nome, que remete tanto à "onça" (força e bravura) quanto ao "jequi" (objeto de pesca indígena no Rio de Contas, simbolizando a subsistência e a união), carrega em si a dualidade de uma terra que exige luta, mas que também oferece sustento. 

Pertencer a Jequié é abraçar essa história de encontros: a do tropeiro, a do imigrante (notavelmente a forte colônia italiana, além de sírios, libaneses, judeus e espanhóis, que moldaram seu comércio e economia), a do ribeirinho e a do sertanejo. 

É ter o orgulho de uma cidade que, na década de 1930, chegou a ser a quarta economia da Bahia, um reflexo do dinamismo de sua gente.

_Legado histórico._

A história de Jequié é uma lição de persistência. Nascida de uma fazenda, a Borda da Mata, e desenvolvida a partir de uma movimentada feira livre no final do século XIX, a cidade se emancipou de Maracás em 1897, tornando-se cidade em 1910. 

Ela se forjou como um importante entreposto comercial, um "porto de terra" fundamental para o escoamento de safras, como a do cacau, através da Estrada de Ferro Nazaré.

Contudo, a história também registra os desafios, como a grande enchente que a marcou, gerando o apelido de "Chicago Baiana" – uma alusão à reconstrução após a destruição. Esse episódio, embora doloroso, é uma metáfora poderosa: Jequié não apenas resistiu, mas se reergueu com a garra de seus habitantes, transformando a adversidade em um novo impulso para o progresso. 

A trajetória de Jequié, com seus desmembramentos municipais (como Aiquara, Itagi e Jitaúna), mostra o papel de matriz e polo de desenvolvimento regional que sempre exerceu.

_Dimensão pedagógica para o futuro._

Os 128 anos de Jequié oferecem um rico material pedagógico. A cidade, com suas escolas e centros de educação sendo continuamente inaugurados e reformados, reafirma seu compromisso com o futuro. A celebração de hoje, marcada por inaugurações de obras em infraestrutura, educação e saúde, não é apenas uma contagem de tempo, mas um investimento na próxima geração.

A lição que Jequié ensina é a do empreendedorismo cultural e social. Ela é um polo regional que atrai e irradia, reconhecida por eventos como o São João, que resgatam e celebram a cultura nordestina. A diversidade de sua origem, com as contribuições indígenas, sertanejas e de múltiplas etnias de imigrantes, é um modelo de convivência e miscigenação que enriquece o tecido social.

Celebrar Jequié é, portanto, celebrar o espírito indomável do brasileiro, capaz de construir progresso e beleza em terras desafiadoras. É reconhecer que, mesmo "encravada no sertão", sua luz é a de um Sol que irradia desenvolvimento, cultura e a incessante busca por um futuro mais justo e próspero para todos os jequieenses. Parabéns, Jequié, pelos seus 128 anos de história, luta e dignidade!

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Joilson Bergher, é de Jequié, professor e torcedor do AD-Jequié e do Vitoria!_

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Segurança Pública em Jequié

 


1

A segurança pública, em sua essência, transcende a mera equação de "bandido bom é bandido preso". Embora a firmeza no combate ao crime organizado, como propõe o governador Jerônimo Rodrigues ao focar em inteligência e na máxima do encarceramento, seja uma resposta política imediata e necessária diante da crise que assola o Brasil e a Bahia, especialmente em cidades como Jequié, a questão filosófica da segurança reside na complexidade da ordem social e na busca por uma "paz justa".

2.

A solicitação de mais investimento em inteligência junto ao Governo Federal, em vez do apelo direto à Força Nacional para Jequié, revela uma preferência estratégica por um combate menos ostensivo e mais estrutural ao crime. A Força Nacional, por sua natureza de intervenção, é uma resposta de choque, de controle de crise pontual, que oferece um alívio temporário. Contudo, a inteligência é a ferramenta que, filosoficamente, busca entender a gênese do caos, a cartografia do mal, para desarticular as raízes do crime organizado que se nutrem da desigualdade e da exclusão social. É uma aposta na epistemologia da segurança: o conhecimento profundo como chave para a transformação duradoura. 

3.

A persistente violência em Jequié, que se afigura entre as mais críticas do estado, clama por uma reflexão sobre a justiça distributiva e a segurança cidadã. Por que não a Força Nacional? Talvez a resposta esteja na busca por soluções endógenas e sustentáveis. O governador, mesmo com a reputação de bom gestor no espectro do PT pode estar ciente de que a presença da Força Nacional em Jequié poderia mascarar a fragilidade crônica das instituições estaduais e municipais. Será isso!?

4.

A verdadeira segurança não se impõe apenas pela força policial, mas se constrói pela cidadania plena. O clamor por segurança em Jequié é, na verdade, um grito por presença estatal em suas múltiplas dimensões: educação, saúde, emprego, cultura e, finalmente, polícia bem equipada e treinada. 

5.

O combate ao crime organizado exige mais do que prender: exige descapitalizar as facções, desmantelar suas redes de influência e reconstruir o tecido social nas áreas mais vulneráveis. A retórica de "Bandido bom é bandido preso" satisfaz a sede por punição, mas a filosofia da segurança exige ir além, questionando o que faz o bandido. 

6.

O foco em inteligência e investimento, como solicitado à União, pode ser lido como um passo tático mais maduro, que reconhece que a guerra contra o crime organizado é, na verdade, uma guerra de informação e de desenvolvimento humano. É um reconhecimento implícito de que a solução não virá apenas de fora (a Força Nacional), mas da capacidade interna de um Estado que se empenha em reverter a violência, transformando o "bandido" de hoje em um "cidadão" de amanhã, através de políticas que ofereçam alternativas à marginalidade. O desafio de Jequié, portanto, é menos de força e mais de sabedoria na gestão da ordem e da vida.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

"Por que essa onda de crimes usando metanol no Brasil!?"

 


Nos fizeram essa pergunta: "mas professor, porque essa onda de crimes usando metanol no Brasil?" Confesso ter sido uma boa [premissa] de um estudante Brasileiro feita a mim, em meio a crise do capitalismo, que não mede esforços em se reinventar, eliminando pessoas, inclusive!*_A  premissa do estudante, é extremamente pertinente e lança luz sobre como a lógica do lucro capitalista pode se manifestar em tragédias sociais. A onda recente de intoxicações e mortes por metanol em bebidas adulteradas no Brasil pode ser entendida como um sintoma claro e brutal das contradições e crises do sistema capitalista.

O Metanol, a meu juízo, é a síntese da crise capitalista no crime, que parece não ter qualquer controle, seja no Brasil ou na Ucrânia, por exemplo. O metanol, um produto químico que custa muito menos que o etanol (álcool etílico) e é altamente tóxico, torna-se a matéria-prima ideal para a expansão de um mercado ilegal de altíssimo lucro e baixíssimo escrúpulo.

A tragédia não é apenas um ato criminoso isolado; é um reflexo sistêmico de fatores interligados. No cerne do capitalismo está a busca incessante pela maximização do lucro ($$$) e pela redução dos custos de produção ($$). O mercado ilegal aplica essa lógica de forma perversa:

O metanol é significativamente mais barato que o etanol. Ao substituí-lo na produção de bebidas alcoólicas, os falsificadores elevam drasticamente sua margem de lucro. Eles estão, literalmente, vendendo veneno por preço de bebida. Na ponta, o mercado de bebidas falsificadas, que no Brasil atinge proporções alarmantes (chegando a estimativas de que uma em cada cinco garrafas de vodka, por exemplo, possa ser falsificada), é impulsionado por uma parcela da população que busca produtos a preços muito abaixo do valor de mercado. 

A desigualdade social e a precarização levam o consumidor a ser atraído pelo preço baixo, tornando-se, sem saber, o alvo final dessa lógica predatória. Investigações recentes sugerem uma ligação direta entre o metanol usado nas bebidas e o metanol, o importado ilegalmente, por exemplo, para adulterar combustíveis (gasolina). O metanol é usado para aumentar o volume do combustível, burlando a fiscalização e gerando lucros bilionários para o crime organizado.

Quando operações policiais fecham distribuidoras ou formuladoras ligadas ao crime que faziam essa fraude em combustíveis, o que acontece com o estoque de metanol? Em uma lógica capitalista, o crime organizado precisa "desovar" essa matéria-prima, transformando o "prejuízo" em uma nova linha de lucro. O crime se "reestrutura" (ou se "reinventa", e o metanol é canalizado para a falsificação de bebidas, transferindo o risco e a morte para o consumidor final.

A intensidade dessa crise está diretamente relacionada à fragilidade dos mecanismos de controle do Estado, uma fragilidade que muitas vezes beneficia, indiretamente, o capital ilegal: Em tese, a fiscalização robusta é vista, na lógica do Estado Mínimo (ou do ajuste fiscal permanente), como um custo a ser minimizado. A falta de controle efetivo na cadeia de distribuição de produtos químicos e bebidas, bem como a ausência de rastreabilidade (como a retirada da obrigatoriedade de selos de controle em certos momentos), cria um ambiente propício para a fraude.

Esta não é a primeira onda de intoxicações por metanol no Brasil. Casos semelhantes ocorreram no passado, como na Bahia em 1999. A recorrência indica que o problema não foi tratado em sua raiz estrutural, o que demonstra uma falha crônica do Estado em proteger a saúde pública frente à ganância do mercado ilegal.

Portanto, ou por fim, essa onda de crimes com metanol é um exemplo trágico de como o imperativo do lucro, a qualquer custo, se manifesta em uma sociedade com profunda desigualdade e falhas de fiscalização. A vida do consumidor torna-se apenas uma externalidade negativa (um dano colateral) aceitável na contabilidade macabra do capital criminoso. É uma tragédia ao vivo, e que precisa ser banida de nosso meio.

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_Joilson Bergher/Educador Brasileiro!_

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Olá amigos!


Ancap é uma sigla para Anarcocapitalismo, um sistema político e econômico que defende a abolição do estado e a substituição das funções estatais por agências de segurança privadas, cortes de justiça privadas e outras instituições de mercado.

​Em tese, diz ser sistema que se baseia na crença de que os indivíduos são capazes de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa e próspera sem a necessidade de um governo central. Seus princípios incluem a propriedade privada, o livre mercado e a não agressão, um conceito que afirma que ninguém tem o direito de iniciar a força física contra outra pessoa ou sua propriedade.

​Karl Marx (1818-1883)

​Se estivesse vivo, Karl Marx teria uma visão crítica e provavelmente consideraria o anarcocapitalismo como uma utopia burguesa, uma contradição em termos. Para ele, o capitalismo é o sistema que cria as desigualdades sociais, a exploração do trabalhador e a miséria da classe operária.

​Marx argumentaria que, sem um estado para regular o mercado e proteger os direitos dos trabalhadores, o anarcocapitalismo levaria a uma exploração ainda maior da classe trabalhadora.

Ele diria que o sistema não acabaria com as desigualdades, mas apenas as aprofundaria, pois os capitalistas teriam total liberdade para oprimir os trabalhadores sem a interferência de qualquer autoridade.

​Ele também questionaria a ideia de que a propriedade privada é um direito natural. Para Marx, a propriedade privada é a origem das desigualdades e da luta de classes. Em um sistema sem estado, essa luta se intensificaria e os mais fracos seriam esmagados pelos mais fortes.

Já para ​Che Guevara  (1928-1967) em nossa abstração, ​Che Guevara, um revolucionário marxista, não hesitaria em chamar o anarcocapitalismo de uma farsa. Che Guevara defendia a luta armada e a revolução como meio para alcançar o socialismo, um sistema que, na sua visão, acabaria com a opressão e a exploração. Para ele, o anarcocapitalismo é a manifestação máxima do imperialismo e da dominação de um país sobre o outro. O sistema não protegeria a soberania nacional e abriria as portas para a exploração estrangeira e a dominação econômica.

​Ele também diria que a ideia de que o indivíduo é capaz de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa sem a necessidade de um estado é uma ilusão. Na sua visão, o estado é uma ferramenta para a organização social e para a proteção dos direitos do povo.

Ah, e ​Diógenes de Sínope (412 a.C.-323 a.C.) - que diria? ​Diógenes de Sínope, um filósofo grego que não acreditava em nenhum tipo de autoridade, nem mesmo no estado. Ele vivia de forma simples, em um barril, e não se preocupava com as convenções sociais, as riquezas, as honras ou o poder.

​Diógenes provavelmente teria um profundo desprezo pelo anarcocapitalismo, não por ser de direita ou de esquerda, mas porque é um sistema que se baseia na busca da riqueza e do poder, que ele tanto criticava. Ele argumentaria que o sistema não é capaz de trazer a felicidade ou a liberdade, pois se concentra em bens materiais e na competição. ​Diógenes não acreditava que a sociedade humana pudesse ser justa ou igualitária. 

Na sua visão, a única forma de ser livre é viver de forma simples e de não se preocupar com as convenções sociais e com as riquezas. ​Ele provavelmente diria que o anarcocapitalismo é apenas mais uma forma de escravidão, pois as pessoas seriam escravas de suas próprias ambições e de suas próprias posses.

​É importante lembrar que esses pensamentos são uma interpretação pessoal do que eles diriam, com base em suas filosofias e em seus escritos. Agora é com você: qual a perspectiva mais interessante? A de Marx, Che ou Diógenes? 

Ah, quase me esqueço: no momento em que escrevo este texto, vejo uma notinha na imprensa envergonhada Brasileira que na Argentina, a crise capitalista avança, empobrecendo aquele país, e o seu presidente anarchy-capitalism perdendo as eleições legislativas para o peronismo!


Fontes de consultas.

Karl Marx. ​O Capital, Livro I: O Processo de Produção do Capital.1867.

​Manifesto do Partido Comunista. Karl Marx e Friedrich Engels.1848

​Guerra de Guerrilhas. Ernesto "Che" Guevara. 1960.

​Diógenes de Sínope

​Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Diógenes Laércio. Século III d.C.

​​Uma Breve História da Filosofia Cínica. Luis E. Navia. 1996.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!

quinta-feira, 31 de julho de 2025

A tragédia anunciada de uma tarifinha contra um país gigante!

_O Brasil escapou do "tarifão" do Trump e seus minguados 40% em alguns produtos. Que decepção para quem esperava ver a economia nacional ruir sob o peso de castanhas-do-brasil, polpa de laranja e minério de ferro! O "decadente que emergiu do esgoto estadunidense" realmente mostrou seu poder ao poupar nossa mica bruta e nosso precioso gás natural. Ah, e os insumos para papel? Intocados! Parece que o apocalipse econômico verde e amarelo vai ter que esperar, porque até agora, o que temos é só uma lista de itens que, aparentemente, nem o "tarifaço" do Trump teve coragem de encostar. Choremos, então, a ausência do caos prometido!_

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Joilson Bergher!

quarta-feira, 2 de julho de 2025

A independência do Brasil foi um processo coletivo

Foto: Tuane Maria/GOVBA

 Amigo Zenilton Meira, Ola!

A pretensa Independência do Brasil, em tese, não deveria está associada apenas a Dom Pedro I e ao famoso "Grito do Ipiranga". Essa é uma visão simplificada e, de certa forma, eurocêntrica de um processo complexo, onde a Bahia desempenhou um papel central e muitas vezes subestimado.

Dizer que os méritos vão apenas para Dom Pedro é ignorar a intensa luta popular, as diversas revoltas e a resistência ferrenha que ocorreram em solo baiano e em outras partes do Brasil. Enquanto Dom Pedro I declarava a independência às margens do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, a Bahia já fervilhava em conflitos. 

As Guerras de Independência na Bahia se estenderam por mais de um ano, de 1822 a 1823, e foram marcadas por confrontos sangrentos entre as tropas portuguesas, fiéis à Coroa, e as forças brasileiras, compostas por um mosaico de voluntários, milícias, e até mesmo escravizados e libertos que lutavam pela causa da autonomia.

Foi a bravura do povo baiano, com figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, que verdadeiramente consolidou a independência na região. A vitória dos brasileiros na Bahia em 2 de julho de 1823, data que é celebrada como a Independência da Bahia, foi um marco decisivo. 

Essa vitória não foi um presente da Coroa, mas sim uma conquista árdua, obtida com sangue, suor e uma resistência implacável contra as tropas lusitanas..A ideia de que Dom Pedro I "concedeu" a independência ao Brasil desconsidera a pressão popular, as tensões internas e a necessidade de se criar uma identidade nacional que fosse além dos interesses da elite. 

Ele, na verdade, agiu em um contexto de intensa agitação política e social, e sua declaração foi, em grande parte, uma resposta à inevitabilidade da separação de Portugal, impulsionada por movimentos emancipacionistas em diversas províncias. Portanto, é fundamental desconstruir essa visão "torpe" que centraliza a independência em uma única figura e um único evento. 

A independência do Brasil foi um processo coletivo, com a Bahia e seu povo atuando como vanguarda na luta contra o domínio português. Reconhecer isso não diminui a importância histórica de Dom Pedro I, mas sim resgata e valoriza a contribuição de milhares de brasileiros que, com suas vidas, construíram a nação que somos hoje.

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Joilson Bergher!

terça-feira, 4 de março de 2025

Primeiro Baile Gay do carnaval de Jequié em 1991

 

Click na imagem e assista o vídeo

Amigo Zenilton Meira, Jequié é uma cidade que sempre esteve na vanguarda dos grandes movimentos nos da diversidade brasileira. Anos mostrando assim que essa cidade, pulsa, sempre pulsou. Os anos 80 no Brasil foram um período de grandes transformações políticas, sociais e culturais. Redemocratização política,  fortalecimento de diversos movimentos sociais incluindo o movimento dos trabalhadores, feminista e LGBTQIA+. A música popular brasileira (MPB) floresceu nesse período, com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Legião Urbana e Titãs ganhando destaque. O rock brasileiro também teve seu auge, com bandas como Barão Vermelho e Os Paralamas do Sucesso se tornando ícones da época. O gênero "música do Brasil" começou a mesclar influências internacionais com a cultura local. A tentativa de estabilizar a economia. Surgimento de novas mídias, como a televisão e o videoclipe da MTV. E a luta pelos direitos humanos. Os anos 80 foram um tempo de esperança...

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Joilson Bergher, professor!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Divergir, convergir, e compreender o modelo da política

 


Olá amigos e leitores.

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Dizem, dizem, dizem que na essência da política é importante, divergir, convergir, e compreender o modelo da política, que se pratica no Brasil, onde nos 200 anos da república, desde de sempre houve isso que se conhece de centrão..., salvo se aqui, por exemplo, fosse uma ditadura do proletariado, ou se além dos parlamentares do PT, PC do B, Psol, PSB, mais uns 280 do PCB, PCBR, PCO, PSTU, UP, OT, MTM, aí, sim, nada disso, estaria acontecendo, obviamente, muito menos essas alianças que muitos aqui, julgam desnecessárias!

Mas, compreendo que a existência de um "centrão" permanente, pode atuar como uma força de equilíbrio para uns, e para outros, de barganha dentro do sistema republicano. Aliás, é no presidencialismo de coalizão, característica do nosso modelo, que exige-se negociações e alianças para garantir governabilidade, que é o quê se vive no Brasil, faz é tempo.

Sinalizo que quando governos de esquerda chegam ou chegaram ao poder, tiveram que compor com esse bloco para aprovar projetos e evitar paralisações institucionais, é o que sempre aponto ou pontuo. Seria bem provável que numa mudança estrutural profunda – como uma ditadura do proletariado ou uma expressiva maioria parlamentar revolucionária – poderia eliminar essa dinâmica. Mas, no cenário atual, em que a correlação de forças não permite tal hegemonia, as alianças tornam-se inevitáveis.

A questão é: há como avançar no projeto de mudanças sem depender excessivamente desses arranjos? Esse é o dilema que as forças progressistas enfrentam constantemente. Daí eu dizer dessa aposta de um outro projeto coletivo.

Pra mim é claro que a aproximação da direita com o governo do presidente Lula reflete exatamente o pragmatismo do sistema político brasileiro. O "centrão", enquanto força de sustentação parlamentar, busca manter sua relevância independentemente de quem esteja no Executivo. No fim das contas, trata-se de uma relação de conveniência mútua: o governo precisa de votos para aprovar projetos, enquanto os partidos do centrão buscam acesso a recursos, cargos e influência.

E a retórica de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, ecoando discursos de inclusão, desenvolvimento e democracia, é um sinal dessa adaptação estratégica. No entanto, vale questionar até que ponto essa "harmonia institucional" se traduzirá em avanços concretos para a população, e não apenas em um arranjo para manter o status quo.

A esquerda ou parte dela que critica essas alianças deve sempre ponderar: sem elas, há governabilidade? E, com elas, há avanço real nas pautas progressistas ou apenas concessões para manter o governo de pé? Esse é o eterno dilema da política brasileira nos seus 200 anos de república..., para poucos!

Mas há muitas  preocupações na base de esquerda do governo e que a meu juízo faz muito sentido, pois o resultado dessas eleições internas do Congresso reflete a correlação de forças no parlamento e pode influenciar a agenda política do país. A vitória de Hugo Motta (Republicanos) na Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil) no Senado demonstra que os partidos do chamado “centrão” continuam sendo peças-chave no jogo político.

Embora os discursos tenham enfatizado a democracia, na prática, esses resultados mostram que a esquerda e os setores mais progressistas não conseguiram articular força suficiente para conquistar o comando de nenhuma das Casas. Isso significa que as pautas mais alinhadas ao governo do presidente Lula poderão enfrentar dificuldades, especialmente diante de um Congresso mais conservador e pragmático.

O Republicanos, partido de Hugo Motta, tem forte ligação com a base evangélica e setores mais alinhados à direita. Já Davi Alcolumbre, apesar de ter boa relação com o Planalto, representa um partido que transita entre diferentes espectros ideológicos dependendo da conveniência política.

Portanto, o governo sabe e vive todos esses riscos de forma diária, pois a disputa pelo controle do Congresso afeta diretamente as votações de temas importantes como orçamento, reformas e até eventuais pedidos de impeachment. Mesmo com discursos de defesa da democracia, a prática política pode ser outra. Será necessário um trabalho intenso de articulação do governo para garantir governabilidade e aprovar pautas prioritárias a nosso favor ou a favor do Brasil!

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Joilson Bergher.

Anti-Fascista!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Intolerância religiosa no Brasil

 Olá amigos.,


Há um dia contra a intolerância religiosa no Brasil. “Não evoca não apenas a memória da Iyalorixá baiana Mãe Gilda, mas também nos coloca diante da triste realidade que persiste: a intolerância religiosa ainda é uma chaga em nossa sociedade. Instituída pela Lei Federal nº 11.635/2007, a data nos convida à reflexão sobre a necessidade urgente de promovermos respeito e convivência pacífica entre as diversas manifestações de fé”.

A imagem acima, me fora enviada por um educador, um militante social, que diz de como a intolerância religiosa, odiosa, onde o terror religioso se faz vivo neste lugar onde a discriminação contra o outro está na origem da grafia dessa cidade, "Vitória da Conquista", mas que curiosamente inventaram um outro termo vulgar, "a Suìcé-Baianè", porque não sei, até porque aqui, estamos no sertão da ressaca, lugar seco e árido, apesar de alguns períodos frios.

sábado, 11 de novembro de 2023

Em Jequié, o Mirante da Pedra da Sereia e as melhorias necessárias!



* Por Joilson Bergher 

Diz a história sobre Jequié que - "Pelo curso navegável do Rio das Contas, pequenas embarcações desciam transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro. O principal ponto de revenda das mercadorias de canoeiros, mascates e tropeiros deu origem à atual praça Luís Viana, que tem esse nome devido a uma homenagem ao governador da Bahia que emancipou a cidade."

Estávamos de passagem por Jequié, coincidindo com o show do Reggaeman Edson Gomes, dia 04 de novembro. Um dia quente, muito quente, tão quente que dava pra assar uma carne do sol de Itororó no asfalto literalmente!

Ao chegar no Mirante da Pedra da Sereia, foi um desalento...nos dirigimos a uma senhora muito simpática, que com uma pequena estrutura de barraca num veículo nos falou que tinha um tira gosto, uma piaba frita, e uma buchada...mas, não arriscamos a comer....sem mesas, sem sombras, sem árvores... bebemos uma água, e mesmo no sol inclemente, fomos contemplar do mirante as águas do lado de cima da Barragem da Pedra, que de fato é um espetáculo. Tiramos algumas fotografias para guardá-las na memória do celular, mas na nossa memória ficou aquela paisagem típica do Sertão de Jequié, o mandacaru...e o Mirante da Pedra da Sereia, que certamente a gestão Municipal será obrigada a melhorar aquele novo espaço de futuro lazer, talvez no futuro próximo, transformar aquele lugar num balneário...de entretenimento e lazer! Joilson Bergher, é de Jequié, torcedor do AD-Jequié/Vitória!🫵🏿

Importante esse recorte epistemológico sobre uma parte da história de Jequié, que se remete a uma movimentada feira que atraía comerciantes de todos os cantos da região, no final do Século XIX, no entorno de uma sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, que sediava a Fazenda Borda da Mata...

Sobre o Mirante da Pedra da Sereia, fomos lá motivados por uma imagem icônica, a que ilustra esse comentário, pra ver a Sereia, e o seu entorno, tem a Sereia, na verdade a cauda da Sereia...mas, sem estrutura nenhuma. Simplesmente, nos parece que no projeto da obra, esqueceram de colocar uma cobertura no lugar, alguma estrutura de bares, e até mesmo água pra banho coletivo! Se a ideia é fomentar o turismo nesta parte da cidade, para nós é motivo de aplausos, motivo de felicidade. Mas como ter felicidade no Mirante da Pedra da Sereia sem uma flepinha de sombra? Fomos no horário de um sol a pino inclemente achando que tinha essa estrutura cobrada aqui neste comentário! Não, não têm!

Outro ponto importante...a Secretaria de Turismo, órgão oficial do município deve está atenta nestes empreendimento, por exemplo, a localização pra chegar no Mirante da Pedra da Sereia, muito precária, sem placas ou sinalizações, por conta de haver vários trajetos, que pra quem mora no entorno, tira-se de letra, mas pra quem não é do lugar, ou da cidade, fica batendo cabeça, rodando em círculo, com o sol inclemente, derretendo a todos nós.

Mas o que de fato nos interessa é falar de diversão a partir de alguns pontos tidos como turísticos, a exemplo, do Balneário Provisão, Campo do Cururu, Santuário de Jesus Crucificado, Pedra Santa, Santuário da Imaculada Conceição, Teatro Municipal de Jequié, Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, Museu Histórico de Jequié, a antiga biblioteca municipal, e a recém-inaugurada, o Mirante da Pedra da Sereia, nas Barrancas da Barragem da Pedra.