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Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Joilson Bergher. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Por Joilson Bergher. A pedagogia do óbvio: entre o pão na mesa e o cinismo da negação ou a sua vida piorou!?

No fundo, o debate político no Brasil ficou simples demais — quase constrangedor. Como ensinaria o velho cínico Diógenes de Sinope, às vezes basta andar com uma lanterna em pleno dia para procurar algo raro: a honestidade do argumento.

_Hoje, a política brasileira parece reduzida a dois votos: o voto em Luiz Inácio Lula da Silva e o voto no anti-Lula. Todo o resto é variação retórica._

Porque, se formos ao concreto — e aqui entraria o método materialista de Karl Marx — o que decide eleição não é grito ideológico, é vida material: emprego, comida, renda, políticas públicas.

_E é aí que a contradição aparece._

A extrema-direita brasileira terá uma tarefa curiosa: convencer o povo de que o Vale Gás (programa social brasileiro), que poderá chegar há 15 milhões de famílias, é ruim — e que o bom mesmo é pagar o gás cheio..., quer rir!?

Terá que explicar que gasolina a seis reais é um problema, mas que acima desse valor — como no final do governo do presidiário da solda— era o verdadeiro caminho da prosperidade.

Terá também que ensinar ao trabalhador que o Minha Casa Minha Vida, que já beneficiou milhões de brasileiros, é um erro histórico — e que o correto seria sonhar com condomínios fechados que jamais poderá pagar.

Ou seja: terão que convencer o povo de que melhorar a vida é ruim — e piorar é que era bom..., quer rir!?

_E é por isso que o debate precisa ser pedagógico._

Não pedagógico no sentido professoral ou acadêmico, mas no sentido mais simples: olhar os dados, olhar a vida concreta e perguntar ao povo uma coisa elementar.

Quem governou para o mercado? E quem governou para que o povo pudesse viver?

No final das contas, como diria Marx, a realidade material costuma ser teimosa. E como lembraria Diógenes, quando a verdade aparece à luz do dia, o cinismo deixa de ser insulto — e vira método de desmascaramento.

Porque às vezes a política não precisa de ideologia complicada.


Só precisa perguntar:

sua vida melhorou ou piorou?

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_Joilson Bergher/Professor na Área das Ciências Sociais no Brasil!_

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Por Joilson Bergher. Quando o rádio mostra o quê o discurso oficial tenta esconder em Jequié


Ao acompanhar o jornalismo no dia de hoje na Rádio Contas FM, com a participação do jornalista Zenilton Meira e do comunicador social Ricardo Brito, nos deparamos com um retrato bastante concreto da vida cotidiana em Jequié. Ali aparecem as dificuldades que a população sente na pele: os problemas do transporte coletivo, as filas e limitações na saúde pública, a falta de vagas em creches para crianças, as ruas com buracos e os desafios da infraestrutura urbana. É a cidade real, com suas demandas urgentes e suas contradições.

Entretanto, ontem ao ouvir a entrevista concedida pelo prefeito de Jequié em uma emissora de rádio de Vitória da Conquista, a sensação é de estar escutando sobre outra cidade. Na narrativa oficial, Jequié parece funcionar como uma engrenagem perfeita: transporte sem dificuldades, serviços públicos em pleno funcionamento, ruas em ordem e uma gestão que não encontra obstáculos significativos.

Esse contraste chama atenção. De um lado, a Jequié relatada por moradores, comunicadores e jornalistas que vivem o cotidiano da cidade. De outro, a Jequié apresentada pela gestão pública, onde quase tudo parece resolvido. Não se trata apenas de diferença de opinião, mas de uma distância evidente entre a experiência da população e o discurso institucional.

Quando duas narrativas tão distintas convivem sobre o mesmo lugar, surge inevitavelmente a pergunta: qual é, afinal, a verdadeira Jequié? Aquela que aparece nas falas oficiais ou aquela que ecoa nas ruas, nos bairros e nas vozes de quem enfrenta diariamente os problemas da cidade?

E como se não bastassem os desafios urbanos, um fato recente também reacende um debate antigo e urgente: a situação da BR-116. O acidente envolvendo um ônibus da empresa Rota Transportes voltou a expor os riscos de uma rodovia que, ao longo de décadas, tem sido cenário de inúmeras tragédias.

A BR-116 é uma das principais artérias rodoviárias do país, mas em muitos trechos permanece com estrutura insuficiente para o volume de veículos que recebe diariamente. Por isso, cresce a cobrança para que o Governo Federal do Brasil avance definitivamente no projeto de duplicação da rodovia. Não se trata apenas de obra de infraestrutura: trata-se de preservar vidas.

Enquanto a política discute narrativas sobre cidades perfeitas, a realidade continua cobrando soluções concretas — nas ruas de Jequié, nos serviços públicos e também nas estradas que ligam o país. Porque a realidade, ao contrário do discurso, não pode ser editada. Ela se impõe todos os dias diante dos olhos da população.

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_Joilson Bergher é cidadão de Jequié!_

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

_Por Joilson Bergher. Quando a avenida vira história: a coragem cultural de Niterói e a memória viva de um Povo.

 

O Brasil é um país de permanências e disputas. Há mais de quatro décadas, desde a fundação do Partido dos Trabalhadores, um projeto político nascido do chão das fábricas, das comunidades e dos movimentos sociais passou a ocupar o centro do debate nacional. Não foi um processo linear, tampouco pacífico. Foi — e continua sendo — tensionado por forças históricas que resistem à ampliação de direitos e à democratização simbólica do poder.

Quando uma escola de samba decide homenagear Luiz Inácio Lula da Silva, não está apenas celebrando uma figura institucional. Está evocando uma narrativa social: a do retirante que se tornou operário, do operário que se tornou líder sindical, do líder sindical que chegou à Presidência. Para muitos brasileiros, essa trajetória não é apenas biografia — é metáfora de mobilidade e reconhecimento.

O Carnaval, enquanto expressão cultural, nunca foi neutro. Ele nasceu como espaço de inversão, de crítica, de dramatização das contradições sociais. Ao longo da história, escolas de samba denunciaram injustiças, exaltaram personagens populares e confrontaram versões oficiais do Brasil. Quando a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo que dialoga com a memória política recente, fez o que o samba sempre fez: [ interpretou o país].

A reação conservadora a gestos culturais como esse revela algo mais profundo do que divergência estética. Revela o incômodo diante da disputa simbólica. Porque cultura é poder. Quem define o que pode ser celebrado? Quem decide quais narrativas merecem aplauso e quais devem ser silenciadas? Quando setores mais tradicionais da sociedade reagem com indignação à presença de um líder popular na avenida, não estão apenas discutindo notas de jurados — estão disputando sentidos.

É legítimo discordar politicamente de Lula. É legítimo criticar governos, políticas públicas e escolhas administrativas. O que não parece saudável para a democracia é a tentativa de interditar a expressão cultural por afinidade ideológica. A avenida não é tribunal; é palco. E palco é lugar de representação, não de unanimidade.

O Brasil vive, sim, uma intensa disputa cultural. Após anos de esvaziamento e ataques a políticas culturais — especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro — o campo simbólico tornou-se ainda mais sensível. A cultura passou a ser vista por alguns como território a ser controlado, não celebrado em sua pluralidade.

Ao homenagear Lula, a escola afirmou algo simples e poderoso: há um presidente que já está inscrito na memória coletiva de milhões. Concorde-se ou não com ele, sua presença histórica é inegável. Ignorar isso seria negar um capítulo central da história contemporânea brasileira.

Escolas sobem e descem. Títulos vêm e vão. Mas a coragem estética de assumir um enredo politicamente marcado permanece como gesto. E gestos culturais têm longa duração.

A grandeza de uma agremiação não se mede apenas pela colocação final, mas pela capacidade de transformar a avenida em narrativa viva do país. Quando o samba ecoa memória, ele ultrapassa a competição e entra na história.

Se há disputa, que seja no campo das ideias. Se há divergência, que seja no terreno democrático. Mas que a cultura jamais seja encolhida pelo medo. Porque, quando a avenida se torna espelho do Brasil, o que desfila não é apenas fantasia.



É identidade.

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Joilson Bergher/Professor.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Por Joilson Bergher. A República sob penhor: quando o dinheiro flerta com o poder e o cinismo ameaça virar regra.

O Brasil assiste, mais uma vez, a um roteiro conhecido — e nem por isso menos alarmante. Um banco cresce de forma vertiginosa, seduz o mercado com promessas de rentabilidade, aproxima-se de centros decisórios e, quando as engrenagens começam a ranger, descobre-se um labirinto de relações que atravessam autoridades, estruturas públicas e interesses privados.

O caso Master não é apenas sobre um banqueiro ou sobre um possível esquema bilionário. Ele nos obriga a encarar uma pergunta incômoda: até onde a livre iniciativa pode avançar antes de confundir liberdade econômica com licença para capturar o Estado?

Quando investigações apontam conexões com figuras do topo da República, o problema deixa de ser apenas financeiro — torna-se institucional. Porque a democracia não se mede apenas pelo voto, mas pela capacidade de suas instituições resistirem ao assédio do dinheiro.

Há um cinismo estrutural nesse modelo: o mercado pede menos Estado quando quer lucrar, mas depende dele para socorrer crises, garantir liquidez e preservar a confiança do sistema. Privatizam-se os ganhos; socializam-se os prejuízos.

O cidadão comum, que trabalha, paga impostos e confia no sistema bancário, observa atônito um universo onde bilhões parecem circular em uma realidade paralela — distante da vida concreta de quem pega fila em hospital, luta por crédito ou tenta manter uma pequena empresa aberta.

Mais grave ainda é a pedagogia silenciosa desse tipo de escândalo. Cada episódio não punido com rigor comunica à sociedade que existem dois países: um onde a lei pesa e outro onde ela negocia.

Mas a resposta necessária vai além da prisão de executivos. Ela passa por transparência radical, fiscalização independente, responsabilização efetiva e, sobretudo, pela reconstrução de uma cultura pública onde o capital não se sente autorizado a tutelar a República.

A pergunta que paira não é apenas se o dinheiro estaria se tornando superior às instituições — mas se teremos maturidade democrática para impedir que isso se normalize.

Porque, quando o poder financeiro começa a parecer maior que o próprio Estado, o risco não é apenas econômico.


É civilizatório.

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_Joilson Bergher/Professor!_

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Jequié entre a maquiagem e a história: o Prefeito que quer o bônus sem o ônus! Por Joilson Bergher.

 


O prefeito de Jequié encarna um tipo recorrente da política brasileira: o gestor que não sabe exatamente onde pisa, mas sabe muito bem onde quer chegar. A adesão e a desadesão viram método, não convicção. 

O problema é que esse vaivém cobra seu preço. Jequié hoje é uma cidade maquiada, sustentada por marketing e discurso, mas sem produção política estruturante que seja, de fato, fruto da Prefeitura. O que existe de concreto, durável e transformador em Jequié nascem de políticas de Estado — aquelas que independem do humor do prefeito e sobrevivem às suas oscilações.

Enquanto o governo do Estado e o governo federal operam com obras, planejamento e legado — campus universitário federal, estradas, escolas de tempo integral, a requalificação do Hospital Prado Valadares e o fortalecimento da rede hospitalar regional —, o prefeito se especializou em colher sem plantar. Foi aliado do PT, rompeu para uma oposição estéril que nada trouxe para Jequié e, agora, retorna como adesista crítico, tensionando de forma inoportuna quem efetivamente entrega. É o cinismo clássico: quer o bônus das obras alheias, mas posa de independente para não pagar o ônus político da coerência.

_Conclusão!_

A história, no entanto, não costuma ser gentil com quem tenta enganá-la. No momento em que pesquisas apontam Lula com ampla vantagem nacional — bem à frente do concorrente mais próximo —, atacar ou minimizar esse projeto é andar na contramão do tempo e dos fatos.


Prefeitos passam, políticas estruturantes ficam. E Jequié, se quiser voltar a ser grande, precisará menos de maquiagem e mais de alinhamento estratégico com quem constrói o futuro, não com quem apenas tenta aparecer bem na foto.

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_Joilson Bergher é de Jequié!_

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Por Joilson Bergher. Santa Catarina como laboratório da desumanização humana e política!

Santa Catarina vem se consolidando, nos últimos anos, como um dos mais inquietantes laboratórios da extrema-direita no Brasil. Não se trata apenas de uma inclinação ideológica conservadora ou de disputas eleitorais comuns à democracia. O que se observa é a institucionalização de práticas e discursos que tensionam os limites da própria civilização democrática, resgatando mecanismos de controle, exclusão e violência simbólica que a história já havia condenado.

É sintomático que familiares diretos de um ex-presidente hoje condenado e preso por tentativa de golpe de Estado — articulada com setores militares de alta patente — tenham papel central nesse processo. O projeto político que emerge desse campo não se limita à retórica autoritária: ele se materializa em políticas públicas, escolhas administrativas e dispositivos legais que operam seletivamente sobre corpos e consciências.

Um exemplo emblemático dessa perversão institucional é a decisão de barrar ou enfraquecer o uso de câmeras corporais em policiais, justamente o instrumento que, em diversas democracias, se mostrou eficaz tanto para proteger o cidadão quanto o próprio agente público, garantindo transparência e reduzindo abusos. A justificativa implícita é clara: preservar o policial da responsabilização, mesmo quando há indícios de violência ou ilegalidade. Ao mesmo tempo, o mesmo Estado institui o uso de câmeras nos uniformes de professores, transformando o espaço pedagógico em ambiente de vigilância permanente. A inversão é brutal: o agente armado do Estado deve operar na opacidade; o educador, no escrutínio constante.

Essa lógica revela uma concepção profundamente distorcida de humanidade. O que se vigia não é o poder, mas o pensamento. O que se protege não é a vida, mas a força. Como nos alerta Achille Mbembe, em Necropolítica, o poder contemporâneo se define cada vez mais pela capacidade de decidir quem pode viver plenamente e quem deve viver sob ameaça, suspeita ou morte social. Em Santa Catarina, essa necropolítica se expressa menos pelo extermínio físico direto e mais pela normalização da exclusão, do medo e da humilhação cotidiana: pessoas barradas em rodoviárias, cidadãos tratados como suspeitos por sua aparência, origem ou opinião, e profissionais da educação submetidos a um regime de desconfiança estrutural.

Hannah Arendt, em Origens do

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. Geografia do medo em Santa Catarina: entre o totalitarismo e a necropolítica.

Há lugares onde o mapa não serve para orientar, serve para avisar. Santa Catarina, às vezes, parece um desses territórios em que o chão não acolhe — vigia.

Na rodoviária, o corpo é suspeito antes do nome. Na pele escura, o crime já nasceu. No afeto dissidente, a culpa caminha de mãos dadas com o medo. O povo da rua não dorme: sobrevive num estado permanente de caça.

Como escreveu Hannah Arendt, o horror começa quando certos grupos deixam de ser vistos como plenamente humanos (Origens do Totalitarismo). Aqui, a desumanização não grita — ela sorri, legisla, normaliza.

Há também os cães. Cães mortos por prazer, por tédio, por ódio gratuito. Não é fome, não é defesa — é deleite. O gesto de matar o que não pode se explicar revela mais do que qualquer discurso político. Quem aprende a exterminar o indefeso não desaprende ao olhar para pessoas.

Achille Mbembe chamou isso de necropolítica: o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer — mesmo que lentamente, mesmo que simbolicamente (Necropolítica). Aqui, viver é concessão. Morrer é estatística.

Um governador que combate cotas num território de pobreza estrutural não governa o presente: administra heranças coloniais. A exclusão vira política pública, o silêncio vira método, o medo vira paisagem.

Este não é um estado apenas. É um aviso. Quando matar cães vira passatempo e perseguir gente vira rotina, o problema não é episódico — é sombrio, é profundo, é moral.

Joilson Bergher/Anti-Racista!



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. Dois episódios: terreiro pichado em Salvador e turista gaúcha presa por injúria racial, ambos em Salvador, terra de gente preta


A recorrência de episódios de injúria racial e de racismo religioso, como os recentemente registrados em Salvador, não pode ser compreendida como fatos isolados ou desvios individuais de conduta. Trata-se da manifestação concreta de uma estrutura social forjada a partir da colonização violenta, da escravização de povos africanos e do extermínio sistemático das populações originárias, que instituiu no Brasil uma hierarquia racial profundamente enraizada (FANON, 2008). Em um país de maioria preta, a persistência dessas práticas evidencia o fracasso histórico em enfrentar o legado colonial e a naturalização de uma sociabilidade que tolera a desumanização como norma.

Esse quadro se torna ainda mais grave quando setores organizados da política, notadamente vinculados à extrema-direita branca, passam a instrumentalizar o racismo e a intolerância religiosa como estratégias de mobilização ideológica. Nesse contexto, o ódio racial não opera apenas no plano do preconceito individual, mas como tecnologia de poder, voltada à exclusão simbólica e material de grupos historicamente subalternizados (MBEMBE, 2018). A recusa em reconhecer a centralidade dos povos negros e indígenas na formação nacional sustenta um projeto político que rejeita a pluralidade e promove a violência como linguagem legítima de dominação.

Ademais, a complexidade desse cenário é agravada pela internalização do racismo por parte de segmentos da própria população negra, resultado direto de séculos de violência simbólica, apagamento histórico e negação de pertencimento. Tal fenômeno revela como a ideologia da democracia racial operou para ocultar desigualdades profundas e produzir consentimento em torno da exclusão, ao mesmo tempo em que desresponsabilizou o Estado e as elites pela permanência da desigualdade racial (GONZALEZ, 1984). A convivência aparente com o racismo, nesses termos, não expressa harmonia social, mas coerção histórica normalizada.

Diante desse contexto, torna-se imprescindível afirmar que o racismo não é uma questão de opinião, cultura ou liberdade de expressão, mas um crime tipificado, imprescritível e inafiançável, conforme o ordenamento jurídico brasileiro. A aplicação rigorosa da lei não constitui ato de radicalismo, mas condição mínima de um pacto civilizatório baseado na dignidade humana. Onde o Estado falha em responsabilizar, ele autoriza; onde relativiza, legitima a violência que diz combater.

_Conclusão._

A insistência em minimizar práticas racistas e ataques às religiões de matriz africana revela não apenas omissão institucional, mas uma escolha política consciente que beneficia aqueles que historicamente se colocaram acima da lei. O discurso da conciliação abstrata, quando desvinculado da responsabilização penal, converte-se em instrumento de perpetuação da violência. Não há convivência democrática possível onde o ódio é autorizado e o crime é relativizado em nome de uma falsa paz social.

Dessa forma, o enfrentamento ao racismo exige mais do que declarações públicas ou notas de repúdio: requer a aplicação efetiva da lei penal como resposta civilizatória. A responsabilização exemplar dos autores desses crimes cumpre função pedagógica, simbólica e histórica, sinalizando que a sociedade brasileira não aceitará retrocessos que afrontem sua própria formação plural. Racismo não é opinião, não é excesso retórico e não é desvio cultural — é crime, e como crime deve ser tratado, sem concessões, ambiguidades ou complacência.

_Referências._

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Por Joilson Bergher. O cinema brasileiro: memória, política e formação histórica.



Cinema brasileiro. Memória histórica. Política cultural. Formação social.


O cinema brasileiro sempre se constituiu como mais do que uma linguagem artística ou produto cultural: trata-se de um campo histórico de elaboração crítica da realidade nacional. Desde o Cinema Novo, com a obra de Glauber Rocha e sua estética da fome, o audiovisual brasileiro assumiu o compromisso de narrar o país a partir de suas contradições estruturais, enfrentando temas como desigualdade, autoritarismo, colonialidade e exclusão social. A presença de atores e atrizes como Paulo Gracindo, Antônio Pitanga, Léa Garcia, Grande Otelo, Maurício do Valle, Othon Bastos, Jardel Filho, Hugo Carvana, Joffre Soares, Yoná Magalhães, Norma Bengell, Paulo Cesar Pereio, e tantos outros e outras consolidaram um cinema que transformou corpos, vozes e territórios em instrumentos de leitura histórica do Brasil. Esse cinema, mesmo produzido sob condições adversas, constituiu-se como espaço de resistência simbólica, preservando a memória coletiva diante das tentativas sistemáticas de apagamento, sobretudo durante o período da ditadura civil-militar.


Na contemporaneidade, observa-se a continuidade e a atualização desse projeto histórico-estético. A emergência de uma nova geração de realizadores e intérpretes — entre eles Wagner Moura e diversos artistas baianos, herdeiros diretos da tradição glauberiana — reafirma o cinema como prática política e pedagógica. O atual fortalecimento do audiovisual brasileiro não ocorre de forma aleatória, mas está diretamente relacionado ao retorno da cultura como política de Estado, com investimentos públicos, ampliação de editais e estímulo à circulação internacional das produções nacionais. Esse contexto favorece a ampliação do alcance simbólico do cinema brasileiro, permitindo que o país se veja, se reconheça e se projete a partir de narrativas comprometidas com a democracia, a diversidade e a justiça social.


O cinema nacional pode ser compreendido como um dispositivo estético-político de formação histórica e consciência coletiva. Não se trata apenas de representar o real, mas de intervir criticamente nele, disputando sentidos, questionando hegemonias e reconfigurando imaginários sociais. O cinema brasileiro, ao articular memória, política e experiência sensível, atua como instrumento formativo capaz de transformar percepções individuais em entendimento histórico compartilhado. Assim, o atual vigor do audiovisual nacional expressa não apenas um momento favorável de produção cultural, mas a persistência de uma arte comprometida com a tarefa fundamental de narrar o Brasil a partir de seus conflitos, protegendo o passado, interrogando o presente e imaginando futuros possíveis. Glauber Rocha, em toda a sua trajetória, trilhou por esse caminho... 

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Joilson Bergher/Produtor de algum conhecimento na área de Filosofia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A falsa neutralidade da imprensa “patriótica"

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Até quando a imprensa "patriota" vai ignorar o autoritarismo do decadente presidente dos EUA? Criticar a esquerda é fácil, mas por que o silêncio sobre o sanguinário comportamento político de Trump na OEA e no cenário global? ​Ele não é um democrata; é um ditador decadente que usa a força para sequestrar o debate público. Vitória da Conquista precisa acordar: quem defende Trump não defende a liberdade, defende apenas o autoritarismo do seu próprio lado.

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Capa gerada por IA. Grok, Janeiro/2026.



_Por Joilson Bergher. Jornalismo de vassalagem: a Imprensa brasileira e a traição à soberania Latino-Americana._


_Resumo._


O presente artigo analisa criticamente a atuação de segmentos da imprensa brasileira que, sob o rótulo de “patriótica”, atacam o Governo Federal por denunciar, em organismos multilaterais como a CELAC, a OEA e a ONU, as agressões sofridas pela Venezuela e por seu presidente, Nicolás Maduro. Sustenta-se que tal postura midiática não se ancora em princípios democráticos ou éticos do jornalismo, mas em uma lógica de subserviência ideológica aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Ao reproduzir narrativas imperialistas e silenciar sobre sanções, bloqueios e intervenções, essa imprensa contribui para a deslegitimação da soberania latino-americana e para o enfraquecimento de uma política externa independente do Brasil. Conclui-se que esse comportamento configura uma forma de traição simbólica ao interesse nacional e à autodeterminação dos povos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Soberania em Debate

Soberania em Debate é uma coluna assinada por Joilson Bergher, um Jequieense buliçoso, inquieto produtor de algum conhecimento, publicada no Blog de Zenilton Meira, dedicada à reflexão crítica sobre política, imprensa e o lugar do Brasil na América Latina e no mundo.

Com linguagem direta e análise contextualizada, a coluna propõe discutir temas internacionais e nacionais a partir do impacto concreto na vida das pessoas, especialmente no Nordeste e no interior do país. Aqui, soberania não é abstração: é condição para democracia, desenvolvimento e dignidade.

_Editorial de estreia._

Esta coluna nasce da necessidade de olhar o mundo sem tirar os pés do chão de Jequié, da Bahia e do Brasil real. Em tempos em que grandes temas internacionais chegam até nós filtrados por interesses externos e por uma imprensa cada vez mais distante da realidade do povo, Soberania em Debate propõe uma leitura crítica, direta e comprometida com o interesse nacional e latino-americano.

Não se trata de ideologia importada nem de neutralidade conveniente. Trata-se de contexto. Sanções, guerras, decisões tomadas longe daqui impactam o preço dos alimentos, o emprego, os serviços públicos e a própria democracia. Ainda assim, parte da mídia prefere repetir discursos prontos, criminalizar países do Sul Global e atacar qualquer política externa que não se curve às grandes potências. Esta coluna surge para questionar esse automatismo e recolocar a soberania no centro do debate.

No Blog de Zenilton Meira, espaço reconhecido pelo diálogo histórico com a política local e regional, Soberania em Debate se propõe a ampliar o olhar do leitor: conectar Jequié ao mundo, sem perder a referência do chão que pisamos. Defender o multilateralismo, a autodeterminação dos povos e uma imprensa responsável não é radicalismo — é lucidez num tempo de desinformação.

Este será um espaço de reflexão semanal, sem patrulhamento, mas com posição. Um convite ao leitor para pensar, discordar e formar opinião própria. Porque soberania não é palavra abstrata: é condição concreta para que cidades como Jequié tenham futuro, dignidade e voz no mundo.

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Joilson Bergher!

sábado, 3 de janeiro de 2026

A ferida aberta e o escudo necessário: uma análise da geopolítica de resistência._

A soberania, sob a ótica de uma América Latina que desperta, deixa de ser um conceito jurídico estático para tornar-se uma práxis de resistência. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil retoma seu papel histórico não como um [hegemon] impositivo, mas como o fiel da balança de um projeto de autonomia regional. 

A compreensão de que o destino de Brasília está intrinsecamente ligado ao de Caracas, Bogotá e Buenos Aires é o que define a nova doutrina brasileira: uma soberania compartilhada que entende que nenhum país do Sul Global será plenamente livre enquanto seus vizinhos estiverem sob o jugo da desestabilização externa.

Neste cenário, o Brasil se posiciona como o guardião de um patrimônio que ultrapassa as fronteiras geográficas: a dignidade do povo latino-americano e a proteção de suas riquezas naturais. A liderança de Lula atua como um escudo diplomático e político contra as investidas de potências que enxergam o continente apenas como um almoxarifado de matérias-primas e uma fonte de mão de obra precarizada.

Ao fortalecer instituições como a UNASUL e priorizar o diálogo multilateral, o governo brasileiro sinaliza que a era das intervenções unilaterais e dos golpes orquestrados encontrará no gigante sul-americano uma barreira intransigente de legalidade e autodeterminação.

O enfrentamento a essa política decadente de exploração exige uma clareza filosófica sobre o que significa ser uma nação no século XXI. Não há soberania real sem o controle sobre a própria matriz energética, alimentar e tecnológica. O projeto liderado por Lula busca precisamente romper com a "ferida colonial" que insiste em sangrar a América Latina através de dívidas impagáveis e sabotagens institucionais. 

Ser o guardião da América significa, portanto, liderar a transição para um modelo de desenvolvimento que coloque o trabalho acima do capital especulativo e a vontade popular acima das ordens emanadas dos centros de poder do Norte Global.

A caminhada rumo a 2026 apresenta-se como a prova de fogo para a democracia continental. O Brasil, sob a égide do PT e de suas frentes amplas, é o alvo principal porque sua estabilidade garante a viabilidade de governos progressistas em toda a região, como o de Gustavo Petro na Colômbia. Manter a liderança de Lula é assegurar que a América Latina não retroceda ao status de colônia. 

A consciência histórica nos ensina que a liberdade é uma conquista diária; e a soberania brasileira, neste momento, é a garantia de que o sonho de uma pátria grande, justiça e altiva permanece vivo e combativo frente às sombras do passado que tentam retornar.

Conclui-se, portanto, que a vigilância deve ser a gramática fundamental das forças populares para o próximo período. A tentativa de retomar o controle sobre os destinos latino-americanos não passará se a unidade entre os povos do Sul Global for forjada na consciência de que a nossa maior riqueza não é o que brota do solo, mas a nossa capacidade de autodeterminação política. 

Diante do império que agoniza em sua própria decadência, cabe ao Brasil, sob a guia de Lula, consolidar-se como o polo propositivo da resistência, transformando a esperança em uma barreira inexpugnável contra qualquer tentativa de golpe ou retrocesso, reafirmando que a América Latina não é mais um quintal, mas um território livre, soberano e dono de sua própria história.

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Joilson Bergher/Professor no Brasil!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

"Não gosto de você, Papai Noel! Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia.

 Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade,  jogavam pedras nessa fantasia! Você talvez nem se recorde mais.  Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer no entanto o que passou. 

Fiz-lhe bilhete pedindo um presente, a noite inteira eu esperei contente, chegou o sol e você não chegou. Dias depois, meu pobre pai cansado trouxe um trenzinho velho, empoeirado, que me entregou com certa hesitação. 

Fechou os olhos e balbuciou: “É pra você… Papai Noel mandou…” E se esquivou contendo a emoção. Alegre e inocente nesse caso, pensei que meu bilhete com atraso chegara às suas mãos no fim do mês. 

Limpei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas, meu pai sorriu e me abraçou pela última vez. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade. 

Meu pai chegou um dia e disse, a medo: “Onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade”. Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar,  e como quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem,  disse medroso: “Eu só queria ele…

Não quero outro brinquedo, quero aquele. E por favor, não vá levar meu trem”. Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que eu ainda creio,  tão puro e santo, só Jesus chorou. 

Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos. Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal! 

Meu pobre pai doente, mal vestido, pra não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão: num gesto nobre, humano, decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo,  roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara. No entanto depois de grande, minha mãe, em pranto, contou que fora preso. E como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia. Foi definhando, até que Deus um dia  entrou na cela e o libertou pro céu!"


Por Joilson Bergher 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A palestina será obras dos palestinos

 


Embora a premissa de que os interesses de Israel e dos EUA não se alinham perfeitamente com os de toda a região seja um ponto de partida válido para a análise, a realidade geopolítica do Oriente Médio é mais complexa, envolvendo alianças mutáveis e interesses que, por vezes, convergem. 

_Os conflitos fundamentais são profundos e de múltiplas dimensões ou pilares dos conflitos de interesses no Oriente Médio._

A instabilidade na região é frequentemente explicada pela intersecção de vários fatores históricos, religiosos e geopolíticos com atores envolvidos pela hegemonia regional entre as duas principais correntes do Islã, explorada politicamente. Arábia Saudita (liderança sunita) vs. Irã (liderança xiita) contando, por exemplo, com a atuação por procuração em Síria, Iêmen, Líbano em meio a esse conflito nacionalista e territorial central na política regional desde a criação de Israel em 1948. Símbolo de identidade e causa unificadora para árabes e muçulmanos. Israel vs. Palestinos. EUA são aliado crucial de Israel; potências regionais apoiam causa palestina.

Nesse imbloglio é visível ao longo da história a Interferência de nações externas a história desses lugares por recursos naturais (petróleo) e influência estratégica. Fronteiras artificiais traçadas por potências coloniais (ex: Acordo Sykes-Picot) ignoraram realidades étnicas e religiosas. 

EUA e Rússia são atores principais, e a China atua como mediadora e investidora no entorno do petróleo e gás, hoje uma  prioridade a China e não mais apenas para EUA e seus aliados ocidentais. 

_O Cenário em Transformação e a Questão Palestina._

A ideia de que a guerra não resolverá a questão de "quem é dono da Palestina" encontra eco na comunidade internacional. A solução de dois Estados, com a coexistência de Israel e um Estado Palestino independente, permanece como a proposta mais amplamente reconhecida, apoiada por mais de 140 países membros da ONU. No entanto, sua implementação esbarra em questões de segurança, fronteiras e no próprio reconhecimento mútuo.

A dinâmica de poder na região também está em transformação. Acordos recentes, como a reconciliação entre Arábia Saudita e Irã mediada pela China, e a pressão de monarquias árabes sobre os EUA para conter ações israelenses, indicam que os países locais estão buscando maior autonomia e redefinindo suas alianças, contestando a antiga hegemonia inconteste dos EUA.

Esse panorama de interesses irreconciliáveis, mas em um tabuleiro geopolítico em constante mudança, confirma a complexidade de se encontrar uma solução duradoura.


Espero que este texto tenha fornecido um panorama claro e útil aos leitores do Blog sobre os detalhes do processo de paz israelense-palestino nesta parte explosiva do mundo.

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Joilson Bergher. Produtor de Conhecimento nas áreas de África, Filosofia, História e Metodologia do Conhecimento Científico.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Aí fico vendo — aliás, não os vi!

 

Aí fico vendo — aliás, não os vi: cadê a extrema-esquerda que usa a retórica da extrema direita para atacar o PT, Lula, Jerônimo, atacar tudo e todos? Cadê esse povo que vive dizendo que Lula é de direita, que é contra a revolução, que traiu não sei quem, que se vendeu não sei a quê?

Porque, pelo que parece, para essa gente fazer política e “revolução” é só apertar o dedinho na rede social, disparar palavras de ordem vazias, lacrar no comentário e achar que está tudo resolvido. Militância reduzida a post, a thread, a xingamento — e depois a pose de pureza ideológica.

Mas quando foi preciso estar nas ruas, ocupar espaço, defender a democracia, enfrentar o fascismo real, nós estávamos lá. E eles? Ninguém os vê em canto nenhum. Cadê vocês todos que a gente não vê?

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_Joilson Bergher!_

_Rede M-Coeso!_

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Morre aos 84 anos, Ewerton Almeida, ex-deputado estadual

 

Click na foto e terá uma matéria de 2024 sobre Ewerton Almeida

Com pesar que comunicamos o falecimento do ex-deputado estadual e jequieense Ewerton Almeida (Ton Legal). De acordo com informações, ele sofreu um infarto durante um viagem a Juazeiro da Bahia.


Ton Legal foi eleito deputado estadual em 1997, Formado em odontologia, profissionalmente ele atuou em Salvador. Na politica, iniciou como vereador pela Aliança Renovadora Nacional, ARENA, 1971-1973; deputado estadual Constituinte pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB, 1987-1991; reeleito PMDB, 1991-1995.

Mesmo sem cargos eleitoral, Ewerton sempre teve uma atuação politica nos pleito atuais.

A equipe do BZM estende suas condolências a todos os familiares e amigos de Ton Legal. Saiba mais sobre Ewerton Almeida neste contesto da Assembleia Legislativa da Bahia.



Homenagens: A partida do ex-deputado Ewerton de Almeida deixa, em Jequié, um vazio que não é apenas político — é humano.


Nos anos de 1980, quando a juventude jequieense buscava organizar o movimento estudantil, fortalecer a UMES e romper os limites geográficos para participar dos congressos em Brasília, São Paulo ou Salvador, era ele quem estendia a mão.

Para nós — estudantes cheios de inquietação e coragem, há época, dos estudantes secundaristas, Davino Gandhy, Otavio de Jesus Assis, Ednaldo Pato-Rouco, Joilson Bergher, Dernival Santos, Dorival Júnior, Saionara, Nailma, e tantos outros — Ewerton de Almeida não era apenas um parlamentar, era um cidadão vibrante, integrante do antigo MDB.

Era um parceiro. Um daqueles raros políticos que enxergam nos jovens não ameaça, não incômodo, mas potência. E era com essa sensibilidade que ajudava a garantir passagens, alimentação e o mínimo necessário para que pudéssemos representar Jequié e construir, juntos, um movimento estudantil forte, plural e comprometido com o Brasil.

Não se elegeu prefeito da cidade, é verdade. Mas, para nós, viveu como um dos maiores defensores intransigentes das coisas de Jequié — expressão que ele próprio repetia com orgulho. Carregava a cidade no peito: sua gente, suas lutas, seus sonhos.

A morte de Ewerton de Almeida não leva apenas um ex-deputado estadual; leva uma referência. Leva um modo de fazer política sustentado em afeto, lealdade e presença. Leva um jiquiense que acreditava que a juventude deveria ocupar o mundo, e nunca poupou esforços para que isso acontecesse.

Hoje, onde quer que nos encontremos — nos corredores das antigas escolas, nas rodas de conversa, nas lembranças de viagens improvisadas e congressos marcantes — lamentamos profundamente sua passagem. Mas também celebramos seu legado: o da política que ouve, que acolhe, que estende a mão; o da política que acredita nas pessoas.

Ewerton de Almeida parte, mas fica em nós como exemplo e memória viva. Um filho de Jequié que lutou por Jequié — até o fim.
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_Joilson Bergher/Educador Brasileiro!_


Hassan manifesta pesar pelo falecimento do ex-deputado e ex-vereador de Jequié, Ewerton Almeida


O deputado municipalista Hassan (PP) lamentou a morte do ex-deputado estadual e ex-vereador de Jequié, Ewerton Almeida, (Ton Legal), aos 84 anos, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (14), enquanto estava no município de Juazeiro. “É com profundo pesar que recebo essa triste notícia”, disse o parlamentar, registrando que “a Bahia perde um homem público que dedicou sua vida ao bem comum, e que contribuiu significativamente para o desenvolvimento de Jequié e do nosso Estado” acrescentando que “a sua atuação deixa um legado de compromisso, seriedade e respeito”.

O parlamentar destacou que Ewerton Almeida foi uma das figuras públicas mais marcantes de Jequié e da região sudoeste, dedicando décadas de sua vida à política e ao serviço à coletividade. “Como vereador, consolidou-se como uma liderança próxima da população, sempre atento às demandas municipais e reconhecido pela defesa do diálogo e da transparência na gestão pública”, frisou.

Hassan ressaltou que ao assumir o mandato de deputado estadual, Ewerton ampliou sua atuação em favor do desenvolvimento de Jequié e do Estado da Bahia, e lembrou que “ao longo de sua trajetória parlamentar destacou-se por atuar em defesa do interior baiano, levando para a Assembleia Legislativa debates sobre infraestrutura, saúde e educação em municípios de médio e pequeno porte, incentivar políticas públicas para o fortalecimento econômico da região de Jequié, apoiando iniciativas voltadas ao comércio, à agricultura e à geração de emprego e renda, participar de comissões e discussões legislativas relevantes, sempre pautado pelo compromisso com as necessidades da população e pela construção de consensos. 

Hassan pontua que além disso, “ele sempre foi voz ativa em temas sociais, defendendo a inclusão, a cidadania e melhores condições de vida para as famílias baianas”.

O legislador solidariza-se com familiares, amigos e admiradores de Ewerton Almeida, desejando força e conforto neste momento de dor. “Que sua memória permaneça viva e siga inspirando aqueles que atuam pela construção de uma Bahia mais justa, desenvolvida e humana”. Ewerton deixa esposa, duas filhas e dois netos.

Euclides Fernandes lamentou a morte do Ex-deputado Ewerton Almeida 


Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do meu amigo pessoal e ex-deputado estadual da Bahia, Everton Almeida, conhecido carinhosamente como Ton Legal.

Ton foi um homem simples, generoso e dedicado, tanto na Odontologia quanto na vida pública, onde iniciou como vereador e, com o reconhecimento do povo, chegou a deputado estadual por vários mandatos.

Deixa muitos amigos, uma família muito querida e um legado de trabalho e humanidade.

Que Deus conforte o coração de todos nesse momento tão difícil e conceda descanso e paz ao meu grande amigo Ton Legal. Você deixará muitas saudades.

#DeputadoEuclidesFernandes

Mário Kertész faz homenagem a Ton Legal

 

sábado, 25 de outubro de 2025

Jequié, 128 anos ou a força no Coração do Sertão

 

Neste dia 25 de outubro, Jequié, a "Cidade Sol", celebra seus 128 anos de emancipação política, um marco que ressoa com a força e a resiliência de um povo encravado no Sudoeste da Bahia, na transição entre a caatinga e a mata, na histórica região do Médio Rio de Contas. 

É um aniversário que, no campo do pertencimento, nos convida a uma reflexão filo-histórico-pedagógica sobre o que significa ser jequieense e construir, dia após dia, a identidade dessa urbe pujante.

_Filosofia do Pertencimento._

Jequié não é apenas um ponto no mapa; é um universo de experiências, moldado pela travessia, pelo comércio e pela hospitalidade. O pertencimento à "Cidade Sol" nasce da superação, da capacidade de florescer mesmo sob o sol inclemente do sertão. 

O próprio nome, que remete tanto à "onça" (força e bravura) quanto ao "jequi" (objeto de pesca indígena no Rio de Contas, simbolizando a subsistência e a união), carrega em si a dualidade de uma terra que exige luta, mas que também oferece sustento. 

Pertencer a Jequié é abraçar essa história de encontros: a do tropeiro, a do imigrante (notavelmente a forte colônia italiana, além de sírios, libaneses, judeus e espanhóis, que moldaram seu comércio e economia), a do ribeirinho e a do sertanejo. 

É ter o orgulho de uma cidade que, na década de 1930, chegou a ser a quarta economia da Bahia, um reflexo do dinamismo de sua gente.

_Legado histórico._

A história de Jequié é uma lição de persistência. Nascida de uma fazenda, a Borda da Mata, e desenvolvida a partir de uma movimentada feira livre no final do século XIX, a cidade se emancipou de Maracás em 1897, tornando-se cidade em 1910. 

Ela se forjou como um importante entreposto comercial, um "porto de terra" fundamental para o escoamento de safras, como a do cacau, através da Estrada de Ferro Nazaré.

Contudo, a história também registra os desafios, como a grande enchente que a marcou, gerando o apelido de "Chicago Baiana" – uma alusão à reconstrução após a destruição. Esse episódio, embora doloroso, é uma metáfora poderosa: Jequié não apenas resistiu, mas se reergueu com a garra de seus habitantes, transformando a adversidade em um novo impulso para o progresso. 

A trajetória de Jequié, com seus desmembramentos municipais (como Aiquara, Itagi e Jitaúna), mostra o papel de matriz e polo de desenvolvimento regional que sempre exerceu.

_Dimensão pedagógica para o futuro._

Os 128 anos de Jequié oferecem um rico material pedagógico. A cidade, com suas escolas e centros de educação sendo continuamente inaugurados e reformados, reafirma seu compromisso com o futuro. A celebração de hoje, marcada por inaugurações de obras em infraestrutura, educação e saúde, não é apenas uma contagem de tempo, mas um investimento na próxima geração.

A lição que Jequié ensina é a do empreendedorismo cultural e social. Ela é um polo regional que atrai e irradia, reconhecida por eventos como o São João, que resgatam e celebram a cultura nordestina. A diversidade de sua origem, com as contribuições indígenas, sertanejas e de múltiplas etnias de imigrantes, é um modelo de convivência e miscigenação que enriquece o tecido social.

Celebrar Jequié é, portanto, celebrar o espírito indomável do brasileiro, capaz de construir progresso e beleza em terras desafiadoras. É reconhecer que, mesmo "encravada no sertão", sua luz é a de um Sol que irradia desenvolvimento, cultura e a incessante busca por um futuro mais justo e próspero para todos os jequieenses. Parabéns, Jequié, pelos seus 128 anos de história, luta e dignidade!

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Joilson Bergher, é de Jequié, professor e torcedor do AD-Jequié e do Vitoria!_

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Segurança Pública em Jequié

 


1

A segurança pública, em sua essência, transcende a mera equação de "bandido bom é bandido preso". Embora a firmeza no combate ao crime organizado, como propõe o governador Jerônimo Rodrigues ao focar em inteligência e na máxima do encarceramento, seja uma resposta política imediata e necessária diante da crise que assola o Brasil e a Bahia, especialmente em cidades como Jequié, a questão filosófica da segurança reside na complexidade da ordem social e na busca por uma "paz justa".

2.

A solicitação de mais investimento em inteligência junto ao Governo Federal, em vez do apelo direto à Força Nacional para Jequié, revela uma preferência estratégica por um combate menos ostensivo e mais estrutural ao crime. A Força Nacional, por sua natureza de intervenção, é uma resposta de choque, de controle de crise pontual, que oferece um alívio temporário. Contudo, a inteligência é a ferramenta que, filosoficamente, busca entender a gênese do caos, a cartografia do mal, para desarticular as raízes do crime organizado que se nutrem da desigualdade e da exclusão social. É uma aposta na epistemologia da segurança: o conhecimento profundo como chave para a transformação duradoura. 

3.

A persistente violência em Jequié, que se afigura entre as mais críticas do estado, clama por uma reflexão sobre a justiça distributiva e a segurança cidadã. Por que não a Força Nacional? Talvez a resposta esteja na busca por soluções endógenas e sustentáveis. O governador, mesmo com a reputação de bom gestor no espectro do PT pode estar ciente de que a presença da Força Nacional em Jequié poderia mascarar a fragilidade crônica das instituições estaduais e municipais. Será isso!?

4.

A verdadeira segurança não se impõe apenas pela força policial, mas se constrói pela cidadania plena. O clamor por segurança em Jequié é, na verdade, um grito por presença estatal em suas múltiplas dimensões: educação, saúde, emprego, cultura e, finalmente, polícia bem equipada e treinada. 

5.

O combate ao crime organizado exige mais do que prender: exige descapitalizar as facções, desmantelar suas redes de influência e reconstruir o tecido social nas áreas mais vulneráveis. A retórica de "Bandido bom é bandido preso" satisfaz a sede por punição, mas a filosofia da segurança exige ir além, questionando o que faz o bandido. 

6.

O foco em inteligência e investimento, como solicitado à União, pode ser lido como um passo tático mais maduro, que reconhece que a guerra contra o crime organizado é, na verdade, uma guerra de informação e de desenvolvimento humano. É um reconhecimento implícito de que a solução não virá apenas de fora (a Força Nacional), mas da capacidade interna de um Estado que se empenha em reverter a violência, transformando o "bandido" de hoje em um "cidadão" de amanhã, através de políticas que ofereçam alternativas à marginalidade. O desafio de Jequié, portanto, é menos de força e mais de sabedoria na gestão da ordem e da vida.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

"Por que essa onda de crimes usando metanol no Brasil!?"

 


Nos fizeram essa pergunta: "mas professor, porque essa onda de crimes usando metanol no Brasil?" Confesso ter sido uma boa [premissa] de um estudante Brasileiro feita a mim, em meio a crise do capitalismo, que não mede esforços em se reinventar, eliminando pessoas, inclusive!*_A  premissa do estudante, é extremamente pertinente e lança luz sobre como a lógica do lucro capitalista pode se manifestar em tragédias sociais. A onda recente de intoxicações e mortes por metanol em bebidas adulteradas no Brasil pode ser entendida como um sintoma claro e brutal das contradições e crises do sistema capitalista.

O Metanol, a meu juízo, é a síntese da crise capitalista no crime, que parece não ter qualquer controle, seja no Brasil ou na Ucrânia, por exemplo. O metanol, um produto químico que custa muito menos que o etanol (álcool etílico) e é altamente tóxico, torna-se a matéria-prima ideal para a expansão de um mercado ilegal de altíssimo lucro e baixíssimo escrúpulo.

A tragédia não é apenas um ato criminoso isolado; é um reflexo sistêmico de fatores interligados. No cerne do capitalismo está a busca incessante pela maximização do lucro ($$$) e pela redução dos custos de produção ($$). O mercado ilegal aplica essa lógica de forma perversa:

O metanol é significativamente mais barato que o etanol. Ao substituí-lo na produção de bebidas alcoólicas, os falsificadores elevam drasticamente sua margem de lucro. Eles estão, literalmente, vendendo veneno por preço de bebida. Na ponta, o mercado de bebidas falsificadas, que no Brasil atinge proporções alarmantes (chegando a estimativas de que uma em cada cinco garrafas de vodka, por exemplo, possa ser falsificada), é impulsionado por uma parcela da população que busca produtos a preços muito abaixo do valor de mercado. 

A desigualdade social e a precarização levam o consumidor a ser atraído pelo preço baixo, tornando-se, sem saber, o alvo final dessa lógica predatória. Investigações recentes sugerem uma ligação direta entre o metanol usado nas bebidas e o metanol, o importado ilegalmente, por exemplo, para adulterar combustíveis (gasolina). O metanol é usado para aumentar o volume do combustível, burlando a fiscalização e gerando lucros bilionários para o crime organizado.

Quando operações policiais fecham distribuidoras ou formuladoras ligadas ao crime que faziam essa fraude em combustíveis, o que acontece com o estoque de metanol? Em uma lógica capitalista, o crime organizado precisa "desovar" essa matéria-prima, transformando o "prejuízo" em uma nova linha de lucro. O crime se "reestrutura" (ou se "reinventa", e o metanol é canalizado para a falsificação de bebidas, transferindo o risco e a morte para o consumidor final.

A intensidade dessa crise está diretamente relacionada à fragilidade dos mecanismos de controle do Estado, uma fragilidade que muitas vezes beneficia, indiretamente, o capital ilegal: Em tese, a fiscalização robusta é vista, na lógica do Estado Mínimo (ou do ajuste fiscal permanente), como um custo a ser minimizado. A falta de controle efetivo na cadeia de distribuição de produtos químicos e bebidas, bem como a ausência de rastreabilidade (como a retirada da obrigatoriedade de selos de controle em certos momentos), cria um ambiente propício para a fraude.

Esta não é a primeira onda de intoxicações por metanol no Brasil. Casos semelhantes ocorreram no passado, como na Bahia em 1999. A recorrência indica que o problema não foi tratado em sua raiz estrutural, o que demonstra uma falha crônica do Estado em proteger a saúde pública frente à ganância do mercado ilegal.

Portanto, ou por fim, essa onda de crimes com metanol é um exemplo trágico de como o imperativo do lucro, a qualquer custo, se manifesta em uma sociedade com profunda desigualdade e falhas de fiscalização. A vida do consumidor torna-se apenas uma externalidade negativa (um dano colateral) aceitável na contabilidade macabra do capital criminoso. É uma tragédia ao vivo, e que precisa ser banida de nosso meio.

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_Joilson Bergher/Educador Brasileiro!_

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Olá amigos!


Ancap é uma sigla para Anarcocapitalismo, um sistema político e econômico que defende a abolição do estado e a substituição das funções estatais por agências de segurança privadas, cortes de justiça privadas e outras instituições de mercado.

​Em tese, diz ser sistema que se baseia na crença de que os indivíduos são capazes de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa e próspera sem a necessidade de um governo central. Seus princípios incluem a propriedade privada, o livre mercado e a não agressão, um conceito que afirma que ninguém tem o direito de iniciar a força física contra outra pessoa ou sua propriedade.

​Karl Marx (1818-1883)

​Se estivesse vivo, Karl Marx teria uma visão crítica e provavelmente consideraria o anarcocapitalismo como uma utopia burguesa, uma contradição em termos. Para ele, o capitalismo é o sistema que cria as desigualdades sociais, a exploração do trabalhador e a miséria da classe operária.

​Marx argumentaria que, sem um estado para regular o mercado e proteger os direitos dos trabalhadores, o anarcocapitalismo levaria a uma exploração ainda maior da classe trabalhadora.

Ele diria que o sistema não acabaria com as desigualdades, mas apenas as aprofundaria, pois os capitalistas teriam total liberdade para oprimir os trabalhadores sem a interferência de qualquer autoridade.

​Ele também questionaria a ideia de que a propriedade privada é um direito natural. Para Marx, a propriedade privada é a origem das desigualdades e da luta de classes. Em um sistema sem estado, essa luta se intensificaria e os mais fracos seriam esmagados pelos mais fortes.

Já para ​Che Guevara  (1928-1967) em nossa abstração, ​Che Guevara, um revolucionário marxista, não hesitaria em chamar o anarcocapitalismo de uma farsa. Che Guevara defendia a luta armada e a revolução como meio para alcançar o socialismo, um sistema que, na sua visão, acabaria com a opressão e a exploração. Para ele, o anarcocapitalismo é a manifestação máxima do imperialismo e da dominação de um país sobre o outro. O sistema não protegeria a soberania nacional e abriria as portas para a exploração estrangeira e a dominação econômica.

​Ele também diria que a ideia de que o indivíduo é capaz de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa sem a necessidade de um estado é uma ilusão. Na sua visão, o estado é uma ferramenta para a organização social e para a proteção dos direitos do povo.

Ah, e ​Diógenes de Sínope (412 a.C.-323 a.C.) - que diria? ​Diógenes de Sínope, um filósofo grego que não acreditava em nenhum tipo de autoridade, nem mesmo no estado. Ele vivia de forma simples, em um barril, e não se preocupava com as convenções sociais, as riquezas, as honras ou o poder.

​Diógenes provavelmente teria um profundo desprezo pelo anarcocapitalismo, não por ser de direita ou de esquerda, mas porque é um sistema que se baseia na busca da riqueza e do poder, que ele tanto criticava. Ele argumentaria que o sistema não é capaz de trazer a felicidade ou a liberdade, pois se concentra em bens materiais e na competição. ​Diógenes não acreditava que a sociedade humana pudesse ser justa ou igualitária. 

Na sua visão, a única forma de ser livre é viver de forma simples e de não se preocupar com as convenções sociais e com as riquezas. ​Ele provavelmente diria que o anarcocapitalismo é apenas mais uma forma de escravidão, pois as pessoas seriam escravas de suas próprias ambições e de suas próprias posses.

​É importante lembrar que esses pensamentos são uma interpretação pessoal do que eles diriam, com base em suas filosofias e em seus escritos. Agora é com você: qual a perspectiva mais interessante? A de Marx, Che ou Diógenes? 

Ah, quase me esqueço: no momento em que escrevo este texto, vejo uma notinha na imprensa envergonhada Brasileira que na Argentina, a crise capitalista avança, empobrecendo aquele país, e o seu presidente anarchy-capitalism perdendo as eleições legislativas para o peronismo!


Fontes de consultas.

Karl Marx. ​O Capital, Livro I: O Processo de Produção do Capital.1867.

​Manifesto do Partido Comunista. Karl Marx e Friedrich Engels.1848

​Guerra de Guerrilhas. Ernesto "Che" Guevara. 1960.

​Diógenes de Sínope

​Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Diógenes Laércio. Século III d.C.

​​Uma Breve História da Filosofia Cínica. Luis E. Navia. 1996.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!