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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

_Por Joilson Bergher. Quando a avenida vira história: a coragem cultural de Niterói e a memória viva de um Povo.

 


Quando uma escola de samba decide homenagear Luiz Inácio Lula da Silva, não está apenas celebrando uma figura institucional. Está evocando uma narrativa social: a do retirante que se tornou operário, do operário que se tornou líder sindical, do líder sindical que chegou à Presidência. Para muitos brasileiros, essa trajetória não é apenas biografia — é metáfora de mobilidade e reconhecimento.


O Carnaval, enquanto expressão cultural, nunca foi neutro. Ele nasceu como espaço de inversão, de crítica, de dramatização das contradições sociais. Ao longo da história, escolas de samba denunciaram injustiças, exaltaram personagens populares e confrontaram versões oficiais do Brasil. Quando a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo que dialoga com a memória política recente, fez o que o samba sempre fez: [ interpretou o país].


A reação conservadora a gestos culturais como esse revela algo mais profundo do que divergência estética. Revela o incômodo diante da disputa simbólica. Porque cultura é poder. Quem define o que pode ser celebrado? Quem decide quais narrativas merecem aplauso e quais devem ser silenciadas? Quando setores mais tradicionais da sociedade reagem com indignação à presença de um líder popular na avenida, não estão apenas discutindo notas de jurados — estão disputando sentidos.


É legítimo discordar politicamente de Lula. É legítimo criticar governos, políticas públicas e escolhas administrativas. O que não parece saudável para a democracia é a tentativa de interditar a expressão cultural por afinidade ideológica. A avenida não é tribunal; é palco. E palco é lugar de representação, não de unanimidade.


O Brasil vive, sim, uma intensa disputa cultural. Após anos de esvaziamento e ataques a políticas culturais — especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro — o campo simbólico tornou-se ainda mais sensível. A cultura passou a ser vista por alguns como território a ser controlado, não celebrado em sua pluralidade.


Ao homenagear Lula, a escola afirmou algo simples e poderoso: há um presidente que já está inscrito na memória coletiva de milhões. Concorde-se ou não com ele, sua presença histórica é inegável. Ignorar isso seria negar um capítulo central da história contemporânea brasileira.


Escolas sobem e descem. Títulos vêm e vão. Mas a coragem estética de assumir um enredo politicamente marcado permanece como gesto. E gestos culturais têm longa duração.


A grandeza de uma agremiação não se mede apenas pela colocação final, mas pela capacidade de transformar a avenida em narrativa viva do país. Quando o samba ecoa memória, ele ultrapassa a competição e entra na história.


Se há disputa, que seja no campo das ideias. Se há divergência, que seja no terreno democrático. Mas que a cultura jamais seja encolhida pelo medo.


Porque, quando a avenida se torna espelho do Brasil, o que desfila não é apenas fantasia.


É identidade.

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Joilson Bergher/Professor._Por Joilson Bergher. Quando a avenida vira história: a coragem cultural de Niterói e a memória viva de um Povo._

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O Brasil é um país de permanências e disputas. Há mais de quatro décadas, desde a fundação do Partido dos Trabalhadores, um projeto político nascido do chão das fábricas, das comunidades e dos movimentos sociais passou a ocupar o centro do debate nacional. Não foi um processo linear, tampouco pacífico. Foi — e continua sendo — tensionado por forças históricas que resistem à ampliação de direitos e à democratização simbólica do poder.


Quando uma escola de samba decide homenagear Luiz Inácio Lula da Silva, não está apenas celebrando uma figura institucional. Está evocando uma narrativa social: a do retirante que se tornou operário, do operário que se tornou líder sindical, do líder sindical que chegou à Presidência. Para muitos brasileiros, essa trajetória não é apenas biografia — é metáfora de mobilidade e reconhecimento.


O Carnaval, enquanto expressão cultural, nunca foi neutro. Ele nasceu como espaço de inversão, de crítica, de dramatização das contradições sociais. Ao longo da história, escolas de samba denunciaram injustiças, exaltaram personagens populares e confrontaram versões oficiais do Brasil. Quando a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo que dialoga com a memória política recente, fez o que o samba sempre fez: [ interpretou o país].


A reação conservadora a gestos culturais como esse revela algo mais profundo do que divergência estética. Revela o incômodo diante da disputa simbólica. Porque cultura é poder. Quem define o que pode ser celebrado? Quem decide quais narrativas merecem aplauso e quais devem ser silenciadas? Quando setores mais tradicionais da sociedade reagem com indignação à presença de um líder popular na avenida, não estão apenas discutindo notas de jurados — estão disputando sentidos.


É legítimo discordar politicamente de Lula. É legítimo criticar governos, políticas públicas e escolhas administrativas. O que não parece saudável para a democracia é a tentativa de interditar a expressão cultural por afinidade ideológica. A avenida não é tribunal; é palco. E palco é lugar de representação, não de unanimidade.


O Brasil vive, sim, uma intensa disputa cultural. Após anos de esvaziamento e ataques a políticas culturais — especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro — o campo simbólico tornou-se ainda mais sensível. A cultura passou a ser vista por alguns como território a ser controlado, não celebrado em sua pluralidade.


Ao homenagear Lula, a escola afirmou algo simples e poderoso: há um presidente que já está inscrito na memória coletiva de milhões. Concorde-se ou não com ele, sua presença histórica é inegável. Ignorar isso seria negar um capítulo central da história contemporânea brasileira.


Escolas sobem e descem. Títulos vêm e vão. Mas a coragem estética de assumir um enredo politicamente marcado permanece como gesto. E gestos culturais têm longa duração.


A grandeza de uma agremiação não se mede apenas pela colocação final, mas pela capacidade de transformar a avenida em narrativa viva do país. Quando o samba ecoa memória, ele ultrapassa a competição e entra na história.


Se há disputa, que seja no campo das ideias. Se há divergência, que seja no terreno democrático. Mas que a cultura jamais seja encolhida pelo medo.


Porque, quando a avenida se torna espelho do Brasil, o que desfila não é apenas fantasia.


É identidade.

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Joilson Bergher/Professor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse verme ladrão de 9 dedos tinha que ficar inelegível, não só pq já tá velho caducando mais pq é um bandido, desde que assumiu a presidência só ver escando de corrupção... é uma vergonha