texto rotativo

Acesse o canal do Blog no whatsaap 73 9 88160375 e receba os links em tempo real

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 




 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A falsa neutralidade da imprensa “patriótica"

 ​


Até quando a imprensa "patriota" vai ignorar o autoritarismo do decadente presidente dos EUA? Criticar a esquerda é fácil, mas por que o silêncio sobre o sanguinário comportamento político de Trump na OEA e no cenário global? ​Ele não é um democrata; é um ditador decadente que usa a força para sequestrar o debate público. Vitória da Conquista precisa acordar: quem defende Trump não defende a liberdade, defende apenas o autoritarismo do seu próprio lado.

____

Capa gerada por IA. Grok, Janeiro/2026.



_Por Joilson Bergher. Jornalismo de vassalagem: a Imprensa brasileira e a traição à soberania Latino-Americana._


_Resumo._


O presente artigo analisa criticamente a atuação de segmentos da imprensa brasileira que, sob o rótulo de “patriótica”, atacam o Governo Federal por denunciar, em organismos multilaterais como a CELAC, a OEA e a ONU, as agressões sofridas pela Venezuela e por seu presidente, Nicolás Maduro. Sustenta-se que tal postura midiática não se ancora em princípios democráticos ou éticos do jornalismo, mas em uma lógica de subserviência ideológica aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Ao reproduzir narrativas imperialistas e silenciar sobre sanções, bloqueios e intervenções, essa imprensa contribui para a deslegitimação da soberania latino-americana e para o enfraquecimento de uma política externa independente do Brasil. Conclui-se que esse comportamento configura uma forma de traição simbólica ao interesse nacional e à autodeterminação dos povos.


Palavras-chave.


Imprensa brasileira; Soberania nacional; Imperialismo; Venezuela; Manipulação midiática.


_A falsa neutralidade da imprensa “patriótica”._


A reação de parte da imprensa brasileira à posição do Governo Federal em fóruns internacionais revela um padrão recorrente de alinhamento automático às narrativas produzidas pelo poder hegemônico global. Ao criticar o Brasil por afirmar que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi sequestrado e agredido, e que seu país sofre um processo contínuo de destruição econômica e institucional, esses veículos demonstram menos compromisso com a apuração dos fatos e mais fidelidade a uma cartilha ideológica estrangeira. Sob o discurso da defesa da democracia, ocultam-se as práticas históricas de intervenção, sabotagem e violência promovidas pelos Estados Unidos na América Latina, convertendo o agressor em referência moral e a vítima em vilã política (ABRAMO, 2016).


_Manipulação midiática e legitimação da violência imperial._


Essa imprensa não apenas omite o contexto das sanções econômicas e do cerco financeiro impostos à Venezuela, como também desqualifica qualquer tentativa de denúncia dessas práticas no plano internacional. Tal conduta corresponde aos padrões clássicos de manipulação midiática, nos quais a seleção, a ênfase e o silenciamento de informações operam como mecanismos de controle simbólico. Ao naturalizar a violência imperial e rotular como “ditadura” todo projeto político que não se submete aos interesses estadunidenses, o jornalismo abandona sua função social e transforma-se em instrumento de propaganda, legitimando golpes, intervenções e guerras sob o verniz da democracia liberal (CHOMSKY, 2014).


_A traição ao interesse nacional e à integração latino-americana._


O aspecto mais grave dessa postura reside em seu caráter abertamente antinacional. Quando a imprensa brasileira ataca seu próprio governo por defender a soberania de um país vizinho em organismos multilaterais, ela rompe com qualquer noção de compromisso com o Brasil enquanto nação autônoma. Em vez de fortalecer uma política externa soberana e solidária com a América Latina, prefere atuar como imprensa de “quarta categoria”, submissa ao olhar do centro imperial e hostil a qualquer projeto de integração regional. Trata-se de uma mídia que não informa nem questiona: vigia, disciplina e constrange, operando como força auxiliar de um império em decadência.


_Conclusão._


A análise desenvolvida demonstra que a chamada imprensa “patriota”, ao atacar o Governo Federal por denunciar as agressões sofridas pela Venezuela, abdica de sua função democrática e assume um papel de vassalagem ideológica aos Estados Unidos. Esse comportamento não apenas falseia a realidade internacional, mas compromete a imagem do Brasil e enfraquece sua soberania política. Ao optar pela subserviência em lugar da crítica honesta, essa imprensa trai o interesse nacional, legitima a violência imperial e contribui para a manutenção de uma ordem global fundada na coerção, na hipocrisia e na negação do direito dos povos à autodeterminação.


_Referências._


ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2016.


CHOMSKY, Noam. Mídia: propaganda política e manipulação. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2014.

____

Joilson Bergher/Educador Brasileiro.

Nenhum comentário: