O prefeito de Jequié encarna um tipo recorrente da política brasileira: o gestor que não sabe exatamente onde pisa, mas sabe muito bem onde quer chegar. A adesão e a desadesão viram método, não convicção.
O problema é que esse vaivém cobra seu preço. Jequié hoje é uma cidade maquiada, sustentada por marketing e discurso, mas sem produção política estruturante que seja, de fato, fruto da Prefeitura. O que existe de concreto, durável e transformador em Jequié nascem de políticas de Estado — aquelas que independem do humor do prefeito e sobrevivem às suas oscilações.
Enquanto o governo do Estado e o governo federal operam com obras, planejamento e legado — campus universitário federal, estradas, escolas de tempo integral, a requalificação do Hospital Prado Valadares e o fortalecimento da rede hospitalar regional —, o prefeito se especializou em colher sem plantar. Foi aliado do PT, rompeu para uma oposição estéril que nada trouxe para Jequié e, agora, retorna como adesista crítico, tensionando de forma inoportuna quem efetivamente entrega. É o cinismo clássico: quer o bônus das obras alheias, mas posa de independente para não pagar o ônus político da coerência.
_Conclusão!_
A história, no entanto, não costuma ser gentil com quem tenta enganá-la. No momento em que pesquisas apontam Lula com ampla vantagem nacional — bem à frente do concorrente mais próximo —, atacar ou minimizar esse projeto é andar na contramão do tempo e dos fatos.
Prefeitos passam, políticas estruturantes ficam. E Jequié, se quiser voltar a ser grande, precisará menos de maquiagem e mais de alinhamento estratégico com quem constrói o futuro, não com quem apenas tenta aparecer bem na foto.
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_Joilson Bergher é de Jequié!_

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