quinta-feira, 17 de julho de 2025
Hospital Regional da Chapada realiza cirurgia com monitoramento avançado de anestesia
quarta-feira, 16 de julho de 2025
CEE-BA promove Tertúlia Dialógica e reafirma a História da Bahia como eixo curricular
terça-feira, 15 de julho de 2025
A delicada arte de viver muito
por Mário Donato D’Angelo
Viver muito sempre foi, por séculos, uma raridade quase mítica. Era coisa de avó centenária que conhecia a cura das doenças no cheiro do mato, ou de personagem de romance russo, desses que morriam em São Petersburgo, sob a neve, citando Aristóteles em voz embargada. Longevidade era exceção. Agora virou estatística.
Vivemos mais. Isso é fato. A medicina avançou, os antibióticos viraram gente da casa, o colesterol passou a ser vigiado como se fosse um criminoso reincidente. A expectativa de vida subiu, e com ela a ideia, quase ingênua, de que bastaria durar para que tudo desse certo. Mas viver muito não é a mesma coisa que viver bem. E é aí que começa a grande arte.
Porque a verdade é que a longevidade chegou antes do manual de instruções. Achávamos que envelhecer seria como alcançar um mirante: olhar para trás com serenidade, cruzar os braços sobre o próprio legado, saborear os frutos de uma vida bem vivida. Mas a velhice, como a infância, exige cuidados diários, e também alguma poesia.
O corpo, esse velho cúmplice, começa a dar sinais de que o tempo passou. As juntas rangem como portas de armário antigo, os reflexos hesitam, os músculos se retraem. Mas não é só o corpo que envelhece: às vezes o mundo ao redor também se torna estranho, distante. Os amigos partem, os filhos se dispersam, as calçadas ganham degraus invisíveis. E de repente, o que mais dói não é o quadril, é o silêncio.
E então vem ela: a queda.
Não só a queda literal, essa que acontece no banheiro, no degrau da padaria, na pressa inocente de atravessar a rua. Mas a queda simbólica: do entusiasmo, da autonomia, da autoconfiança. A queda de uma imagem de si mesmo que antes era firme, decidida, ágil. A queda de um modo de viver que não se encaixa mais no corpo que agora abriga a alma com mais cuidado.
A Organização Mundial da Saúde diz que um terço dos idosos sofre uma queda por ano. E essa queda pode ser o primeiro passo de uma jornada difícil: fraturas, cirurgias, internações, perdas, de mobilidade, de independência, de ânimo. Mas veja bem: não se trata de um alerta sombrio. Trata-se, aqui, de um chamado amoroso à reinvenção.
Porque o envelhecimento também pode ser reinício. E preparar-se para ele é como preparar um jardim: exige tempo, presença, escolhas. É preciso cultivar força, sim, não para carregar sacos de cimento, mas para levantar-se da cadeira com leveza e poder abraçar um neto sem receio de tombar. É preciso elasticidade, não só nos músculos, mas nas ideias. E é preciso algo ainda mais raro: gentileza consigo mesmo.
Não se trata de negar a velhice. Ela chega, queira-se ou não, com suas rugas e suas lentidões, com seus esquecimentos charmosos e suas manias de repetir histórias. Mas há velhices e velhices. E há aquelas que florescem, porque foram cuidadas, porque tiveram sol e sombra, porque foram vividas com afeto, com liberdade, com algum humor.
Sim, o humor. Ele é, talvez, o músculo mais importante a ser mantido. Porque rir de si mesmo, das gafes, das perdas de memória, do tropeço nas palavras, é um jeito de desarmar o tempo. O velho ranzinza é um clichê injusto, há velhos encantadores, que dançam bolero na sala com o ventilador ligado e o cachorro olhando desconfiado. Que tomam vinho com moderação e sorvete sem culpa. Que, aos oitenta, aprendem a usar o celular, e ainda erram, mas riem do erro.
A longevidade, quando bem-vivida, é como uma tarde longa e luminosa. Daquelas em que o sol demora a ir embora e o tempo parece suspenso entre uma lembrança e outra. Não é preciso correr. Nem competir. Basta estar inteiro: corpo e alma em compasso.
É isso que propomos aqui: um olhar amoroso para o futuro que já chegou. A velhice não precisa ser sinônimo de decadência. Pode ser plenitude.
E envelhecer bem não é luxo, nem sorte, é construção diária. Com passos firmes, com gestos suaves, com a força das pernas e o riso no rosto. Com o cuidado do corpo, sim, mas também com a ternura da memória.
Porque o segredo não é apenas viver muito.
É fazer da longevidade uma arte íntima, uma coordenação delicada entre o tempo e o desejo.
E que, ao final, quando chegar a noite, a gente possa dizer, com lucidez e com alegria — “Foi bom ter vivido tanto. Mas foi melhor ainda ter vivido bem.”🙏♥️☀️🙌🏼😍🌻
segunda-feira, 14 de julho de 2025
VEM AI A FEC 22 – A FEIRA QUE IMPULSIONA O TRABALHO CRIATIVO!
Criada pelo produtor e gestor cultural Alysson Andrade, a FEC 22 é um evento que envolve as dimensões artística, social e econômica da cultura, promovendo o talento e a criatividade dos agentes e empreendedores culturais que atuam nos municípios do território Médio Rio das Contas (Território 22).
Com a inclusão de produtos variados, a primeira Feira de Economia Criativa do Médio Rio das Contas (FEC-22) incentiva o empreendedorismo e a formação de rede para compartilhar informações, experiências e conhecimentos a partir da realização de exposições, shows musicais, palestras, apresentações de espetáculos, exibições audiovisuais, entre outras expressões da economia criativa territorial, gerando valor econômico e social.
Com a disponibilização de infraestrutura adequada, a FEC 22 está prevista para ser realizada de 28 a 30 de novembro de 2025 (sexta, sábado e domingo), na área do estacionamento do Centro de Cultura de Jequié, com acesso livre.
Os municípios do território poderão acessar o perfil oficial da FEC 22, na plataforma do Instagram (@fec__22), e assim realizarem seus credenciamentos através de formulário on-line que estará disponível na Bio, a partir de 1º de agosto deste ano.
O projeto conta com acessibilidade, a exemplo de intérprete de Língua Brasileira de Sinais – Libras, durante a execução da programação.
A FEC 22 conta, ainda, com a parceria das prefeituras locais, além do Colegiado de Desenvolvimento Territorial Médio Rio das Contas (CODETER) e outras entidades. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.
Uma nova versão para o acidente na região do Residencial Eldorado

Uma tragédia ocorreu na manhã desta segunda-feira, 14 de julho, em Jequié, no Médio Rio das Contas. O motorista de uma van escolar perdeu o controle do veículo na Avenida Existente 1, próximo ao Residencial Eldorado, região da Vovó Camila, bairro Jequiezinho. O acidente aconteceu por volta das 8h10 e resultou na morte do condutor.
De acordo com relatos, o motorista percebeu falha nos freios, enquanto descia a rua e tentou direcionar a van para uma estrutura para evitar um desastre maior. No entanto, o veículo acabou colidindo com a parede de uma residência. A força do impacto foi tão grande que o motorista João Lino de Matos não resistiu e morreu no local. Segundo informações, João é filho de Paulão proprietário de uma escola infantil no Eldorado.
Segundo o blog www.marcoscangussu.com.br (@marcoscangussuoficialnews), felizmente, a van não estava transportando alunos no momento do acidente, o que poderia ter resultado em conseqüências ainda mais trágicas. A avenida onde ocorreu o acidente dá acesso à BR 330, e outros veículos, incluindo um ônibus, passavam pelo local naquele momento. A presença de outros veículos na via pode ter contribuído para que o acidente não fosse ainda mais grave.
As autoridades locais estão investigando as causas do acidente e trabalhando para determinar as circunstâncias do acidente.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Praça Ruy Barbosa em Jequié
Deputado Patrick Lopes acompanha obras da Embasa em Aiquara e Ipiaú
O deputado estadual Patrick Lopes realizou visitas técnicas às obras da Embasa nos municípios de Aiquara e Ipiaú, destacando seu compromisso com o desenvolvimento regional e o bem-estar da população.
Em Aiquara, as intervenções garantirão a ampliação do sistema de abastecimento, atendendo uma demanda histórica da comunidade e assegurando mais saúde e qualidade de vida para os moradores. Já em Ipiaú, a expansão do sistema permitirá aumentar a capacidade de fornecimento de água no município e beneficiará também o vizinho município de Ibirataia.
Durante as visitas, Patrick Lopes ressaltou a importância desses investimentos para a segurança hídrica e destacou a parceria com o Governo do Estado para assegurar soluções estruturantes no interior do estado. “São obras que transformam vidas e geram dignidade. Nosso mandato segue atento e atuante para garantir que esses avanços cheguem a todas as regiões”, afirmou o parlamentar.
A atuação do deputado reforça seu compromisso com políticas públicas eficazes e com a melhoria da infraestrutura essencial para os baianos.

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