quinta-feira, 10 de setembro de 2026

VANUZA DO CACAU: QUANDO UMA CANDIDATURA SE TORNA UMA CAUSA

Por Wilson Midlej*




Vanuza do Cacau ganha destaque em todo o interior da Bahia, recebe
menções em jornais da capital e amplia significativamente sua
presença nos meios de comunicação do estado. Sua ligação com
Ângelo Coronel e Sandro Régis fortalece ainda mais a causa que
representa. Vanuza está “voando” ...
O partido dela é o cacau
Num cenário político marcado por rótulos, disputas partidárias e
alianças de conveniência, Vanuza apresenta uma proposta quase fora
da curva: sua candidatura não nasce de uma preferência partidária,
mas de uma causa.
Ela própria costuma resumir essa posição numa frase: “O nosso
partido é o cacau.”
E isso, no atual ambiente político — ou mesmo em meio à festa da
indústria —, soa como uma espécie de rebeldia. Uma rebeldia
amplificada por um simbólico megafone: atitude corajosa e
determinada que, para o cacau é emblemática e pode ser muito
produtiva.
Vanuza defende o produtor rural, especialmente o pequeno produtor,
que sustenta boa parte da economia de dezenas de municípios, gera
emprego e renda, preserva o meio ambiente e mantém viva uma das
atividades agrícolas mais tradicionais da Bahia.
Estamos falando de um setor que reúne mais de 60 mil produtores e
impacta diretamente centenas de milhares de pessoas.
Não é pouca coisa. É uma cadeia econômica viva — e uma força
social que, apesar de sua importância histórica, nem sempre
encontrou representação política à altura.
Uma candidatura que legitima ações
Vanuza não surge como candidata de gabinete, nem como uma
aposta fabricada para uma eleição.
Sua candidatura é consequência de uma trajetória.
Ela chega apresentando trabalho, enfrentando velhos vícios e
trazendo história real, resultados comprovados, base social


construída e reconhecimento dentro de um dos setores mais
tradicionais da economia baiana.
E isso pesa. E contabiliza arrobas.
Sua candidatura a deputada federal nasce como continuidade de uma
luta que ela já trava há anos. A diferença é que, agora, essa luta
pode deixar de bater às portas do Congresso para passar a ter voz lá
dentro.
E há muito o que fazer:
Revitalizar a região cacaueira, reestruturando a Ceplac. Indiscutível
vetor de expansão, formação e tecnologia dos produtos cacau e
chocolate;
Combater o odioso deságio imposto ao produtor;
Previsão de safras;
Defender critérios racionais para a importação de cacau, protegendo
a produção nacional sem ignorar as necessidades do mercado;
Garantir teores dignos de cacau nos chocolates, valorizando o
produto verdadeiro e combatendo as falsas guloseimas vendidas
como chocolate;
Estimular o cooperativismo, fortalecendo os produtores na
comercialização do cacau e agregando valor por meio da produção de
chocolate.
Não são bandeiras inventadas para uma eleição. São questões que já
fazem parte da luta.
As perspectivas de vitória são enormes.
Vanuza reúne três elementos importantes para uma candidatura
competitiva: coerência de trajetória, representatividade e uma causa
concreta.
O grande desafio é transformar essa força social — e a enorme
visibilidade já conquistada — em força eleitoral.
Vanuza tem uma multidão de apoiadores bastante heterogênea. São
trabalhadores das roças, fazendeiros, produtores de cacau e de
chocolate, comerciantes... Pessoas de diferentes ideologias, crenças,
níveis econômicos e de escolaridade, que precisam estar unidas em


torno da mesma bandeira. É um trabalho delicado e, no mínimo,
desafiador.
Se conseguir fazer com que os produtores de cacau compreendam
que essa candidatura não pertence apenas a Vanuza, mas à própria
atividade que representam, poderá transformar uma cadeia produtiva
dispersa em um projeto político coletivo — capaz, inclusive, de se
ampliar em futuros embates municipais.
E esse projeto tem um horizonte ainda maior: contribuir para que o
cacau volte a ocupar o lugar de grande matriz econômica da região,
gerando riqueza, emprego e desenvolvimento, como fez durante
décadas.
Então, Vanuza poderá sair das lavouras rumo a Brasília levando
consigo não apenas uma bandeira, mas a voz de milhares de
trabalhadores que produziram riqueza para a Bahia e para o Brasil
sem contar, na mesma proporção, com representação própria no
Congresso.
Talvez esteja justamente aí o ponto mais forte dessa história:
Vanuza não precisa entrar na política para construir uma causa. A
causa veio primeiro.
A candidatura veio depois.
E o mandato, que virá, será consequência.
“Da força da terra, o poder do cacau.”

*Wilson Midlej é jornalista e coordenador da campanha de Vanuza Barroso.

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