O Governo Federal projeta um salto na infraestrutura logística com um cronograma de oito leilões ferroviários até 2027, visando atrair R$ 140 bilhões em investimentos privados. Após um longo período focado apenas na renovação de contratos antigos, a nova agenda prioriza a expansão da malha em corredores estratégicos, como o Minas-Rio e a Ferrogrão. O objetivo central é aumentar a competitividade do escoamento de safras e minérios, conectando novas frentes produtoras a trechos já operacionais e portos, o que garante uma demanda mais previsível para os futuros concessionários.
Apesar do otimismo do Ministério dos Transportes, que se baseia no sucesso das recentes concessões rodoviárias, a viabilização desses projetos enfrenta gargalos históricos. Especialistas alertam que o setor ferroviário exige uma engenharia financeira mais sofisticada e prazos de retorno mais longos, demandando máxima segurança jurídica e celeridade nos processos de licenciamento ambiental. Para que os 9 mil quilômetros previstos saiam do papel e não fiquem restritos aos editais, será fundamental uma articulação eficiente entre o poder público e investidores para mitigar os altos riscos técnicos e regulatórios inerentes à modalidade.

.png)


Nenhum comentário:
Postar um comentário