A celebração dos 15 anos da Santa Casa de Jequié vem marcada por muitos desafios e pela responsabilidade de absorver as demandas reprimidas da saúde básica no município. Ao longo desse período, um verdadeiro complexo de saúde tomou forma. Tudo começou com a maternidade e, hoje, a estrutura conta com centro oncológico, núcleo de oftalmologia, núcleo de fisioterapia e um centro voltado para questões sociais, que será entregue à população nesta sexta-feira (12/06/2026).
A pedra fundamental foi colocada pelo então prefeito Luiz Amaral, com o aval do ex-prefeito Waldomiro Borges, do deputado federal Antonio Britto e da ex-coordenadora Leila Brito. O momento era de muita esperança para resolver o déficit no atendimento a uma população de 150 mil habitantes, que contava apenas com o Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) — na época, ainda denominado Hospital Regional.
O terreno foi doado por Nice Aguiar, proprietária do Loteamento São Judas Tadeu. Em uma visão estratégica, ela valorizou suas terras com a chegada desse grande equipamento de saúde pública. O projeto ganhou ainda mais impulso com a gestão do coordenador Alexandre Iossef, que somou esforços a várias equipes multidisciplinares da saúde para atender às demandas de Jequié e de sua microrregião.
A Santa Casa São Judas Tadeu — denominação dada pela Fundação José Silveira a essa importante unidade — vem conquistando novas especialidades, que serão gradativamente integradas às instalações do complexo.
Nesses 15 anos, o BZM acompanhou etapa por etapa, registrando cada avanço em suas páginas. Somos testemunhas de que a saúde em Jequié tem sido um tema constante nos debates da população. A demanda reprimida costuma deixar as pessoas de menor poder aquisitivo desassistidas de consultas e exames que o município não consegue oferecer a todos.
Poucos exames de alta complexidade são realizados na cidade por clínicas e unidades de saúde, o que obriga a maioria dos pacientes a recorrer ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), do governo federal. Apesar dos investimentos do governo do estado, com a construção da Policlínica e de novos equipamentos implantados no HGPV, a atenção básica — que é de responsabilidade do município — ainda não consegue acompanhar as necessidades da população. Há relatos de pacientes que aguardam exames para fechar diagnósticos há mais de dois anos.


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