![]() |
Mudança entra em vigor no Brasil em 2027 e vai impactar a economia criativa, incluindo setores como cinema. Evento “O Legado Contábil” debaterá este e outros temas |
O filme “Homem-Aranha: Um novo dia” garantiu o lugar de terceira maior bilheteria global da história do cinema, após seu quarto fim de semana de exibição. O longa já ultrapassou a marca de US$ 2,22 bilhões em arrecadação mundial. A partir de 2027, quando entra em vigor no Brasil a Reforma Tributária, exibir um filme no escurinho do cinema terá consequências em tributos, como por exemplo em direitos autorais, relacionados diferentemente a produções nacionais e internacionais. Questões como esta, observadas pelo viés da economia criativa, serão debatidas durante o encontro “O Legado Contábil”, que reunirá 21 palestrantes e painelistas no CECBA, nos dias 4 e 5 de setembro (sexta-feira e sábado), das 8h às 19h.
O evento idealizado pela contadora e empresária Joseane Portugal e realizado pelo Clube de Carreiras abordará a Reforma Tributária e outros temas que interessam à sociedade, como Inteligência Artificial, Gestão nos desafios e adaptação de empresas e profissionais ao novo cenário. O evento terá mais de 15 horas de conteúdo, além de feira de negócios, experiências e networking. A programação também incluirá discussões sobre inteligência artificial, gestão, inovação e crescimento dos negócios contábeis.
A discussão sobre a cultura ganha relevância diante do peso econômico do setor. Dados do Observatório Itaú Cultural apontam que a Economia da Cultura e das Indústrias Criativas movimentou R$ 230,14 bilhões em 2020, o equivalente a 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 5,9 milhões de pessoas ocupadas no setor cultural em 2024.
No mesmo ano, 44,6% das pessoas ocupadas no setor cultural estavam em situação de informalidade, índice superior aos 40,6% registrados no conjunto da economia.
O cenário evidencia a importância da profissionalização, da organização financeira e da adequação dos sistemas de gestão para empresas e profissionais que atuam em áreas como música, audiovisual, literatura, design, moda, eventos e artes. A Reforma Tributária do consumo, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada, entre outras normas, pela Lei Complementar nº 214/2025, prevê tratamento tributário favorecido para determinadas operações relacionadas à cultura e ao audiovisual.

.png)












