quinta-feira, 9 de abril de 2026

Rosemberg sobe o tom, chama Zé Cocá de ‘pós-graduado em traição’ e manda recado para ACM Neto


O clima político esquentou de vez com o líder do governo na Alba, Rosemberg Pinto (PT), disparando artilharia pesada contra o ex-prefeito de Jequié. Durante entrevista à rádio Baiana FM nesta quarta-feira (8), o petista não poupou palavras ao classificar Zé Cocá (PP), atual pré-candidato a vice na chapa de ACM Neto, como um especialista em romper alianças. Rosemberg relembrou os tempos em que Cocá desfrutava de total prestígio no Palácio de Ondina e ironizou a mudança de lado, cravando que o novo aliado de Neto tem uma "pós-graduação" em abandonar quem estendeu a mão.

A resposta de Rosemberg veio como um contragolpe às declarações de Zé Cocá, que tem tentado se desvencilhar do rótulo de traidor colado pelo grupo governista. O prefeito licenciado de Jequié afirma que não confunde gratidão com submissão e garante que seu capital político em 2020 foi conquistado por mérito próprio, e não por "apadrinhamento" de Rui Costa. Cocá bateu o pé dizendo que detesta o papel de "puxa-saco" e que sua decisão de mudar de rumo foi baseada em independência política, rebatendo a narrativa de que deve sua ascensão exclusivamente ao PT.

No meio desse fogo cruzado, Rosemberg Pinto aproveitou para lançar uma semente de desconfiança no grupo de oposição, provocando diretamente ACM Neto com a previsão de que ele será a próxima vítima do "estilo Cocá" de fazer política. Com Jequié no centro do debate estadual, o embate deixa claro que a disputa pela vice-governadoria em 2026 será marcada por lembranças de antigas amizades que viraram rivalidade, elevando a voltagem das articulações no interior e na capital.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas lideram infrações nas rodovias federais da Bahia



Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia registrou, entre janeiro e março de 2026, um conjunto de infrações que evidencia a permanência de comportamentos de risco nas rodovias federais do estado. A análise comparativa com o mesmo período de 2025 mostra que as principais irregularidades continuam sendo as mesmas, com destaque para excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas.

O excesso de velocidade segue como a infração mais recorrente. No primeiro trimestre de 2026, foram registradas 5.668 autuações por velocidade até 20% acima do limite permitido e 1.186 infrações por velocidade entre 20% e 50% acima do permitido. Os números são praticamente os mesmos verificados em 2025, indicando a persistência desse tipo de conduta nas rodovias.

Além disso, 95 motoristas foram flagrados em 2026 trafegando com velocidade superior a 50% do limite — infração considerada gravíssima e diretamente associada a sinistros de alta letalidade.

As ultrapassagens perigosas também seguem entre os principais problemas. Em 2026, foram contabilizadas 7.107 autuações por ultrapassagem pela contramão em faixa contínua. Esse tipo de infração já figurava entre as mais registradas em 2025, reforçando o padrão de risco associado a colisões frontais.

No grupo das irregularidades veiculares, os dados também demonstram continuidade entre os anos. Em 2026, destacam-se:3.488 autuações por veículo não licenciado
3.120 por alterações irregulares no sistema de iluminação
2.221 por mau estado de conservação
2.060 por equipamentos obrigatórios em desacordo

Ação da PRF - Jequié recupera dois veículos clonados na BR-420 em uma tarde.


Na tarde da última segunda-feira (06), o Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da PRF de Jequié (BA) recuperou dois automóveis com registro de roubo e furto durante ações de combate ao crime na BR-420.

1ª Ocorrência (Jaguaquara): Por volta das 15h30, no km 338, a equipe inspecionou um Renault/Sandero vermelho e, em uma análise avançada de identificação, revelou que o carro era clonado e possuía queixa de roubo registrada no Rio de Janeiro (RJ) desde setembro de 2015. O veículo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Jaguaquara.

 2ª Ocorrência (Itaquara): Duas horas depois, às 17h30, no km 334, os policiais abordaram um VW/T-Cross prata. Os procedimentos de identificação constataram que se tratava de um veículo furtado em Salvador (BA) em janeiro de 2024. O condutor alegou ter adquirido o carro há cerca de dois meses, pagando R$ 87 mil a um terceiro. Ele foi detido e conduzido, junto com o veículo, para a Delegacia de Polícia Civil de Jequié.


PRF: Inteligência e técnica no combate ao crime nas rodovias.


_Fonte: BDCOM/PRF/Jequié_

Vereador Neres Costa Luta por Transporte Acessível para Crianças com Autismo e Síndrome de Down em Jitaúna

 

A legislação brasileira garante o direito ao transporte público gratuito para pessoas com deficiência, incluindo autismo e síndrome de Down. No entanto, a falta de veículos adaptados e equipados pode ser um obstáculo para o acesso a serviços essenciais, como escolas e centros de terapia ¹ ².

O micro-ônibus solicitado pelo vereador Neres Costa poderá fazer uma grande diferença na vida dessas crianças e suas famílias, proporcionando mais autonomia e independência. É um passo importante para promover a inclusão e garantir os direitos dessas pessoas.

A Câmara Municipal de Jitaúna agora aguarda a resposta das autoridades competentes sobre o requerimento apresentado pelo vereador Neres Costa.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Por Joilson Bergher: A economia no mundo


*_Por Joilson Bergher.

 Impopularidade política: a derrocada dessa insanidade política

1. Introdução.

A análise dos índices de aprovação de lideranças políticas constitui instrumento relevante para compreender o grau de legitimidade e sustentação social de um governo. No caso dessa insanidade, os dados recentes indicam um cenário de desaprovação majoritária, revelando tensões estruturais entre governo e sociedade. Este texto propõe uma leitura pedagógica, no campo das ciências humanas e sociais, articulando elementos econômicos, políticos e geopolíticos.

2. Desenvolvimento. 

A queda nos índices de aprovação pode ser interpretada a partir de múltiplos fatores interligados. Primeiramente, destaca-se a percepção de um governo que se distancia das demandas concretas da população, priorizando agendas restritas ou interesses específicos. Tal movimento compromete o princípio fundamental da governabilidade democrática, que exige responsividade às necessidades sociais.

No plano econômico, elementos como aumento do custo de vida, insegurança no mercado de trabalho e desigualdade social tendem a impactar diretamente a avaliação popular. A literatura da ciência política aponta que crises econômicas são determinantes centrais na erosão da legitimidade governamental (SANTOS, 2019; SILVA, 2021).

Além disso, a atuação internacional baseada em conflitos e tensões geopolíticas contribui para ampliar a percepção negativa. Investimentos elevados em ações militares ou intervenções externas, quando contrastados com carências internas, produzem um sentimento de desconexão entre Estado e sociedade. Essa dinâmica reforça a ideia de um governo voltado para fora, enquanto problemas domésticos permanecem sem soluções adequadas

Outro aspecto relevante é o ambiente de polarização política. A existência de uma base fiel de apoio não é suficiente para compensar níveis elevados de rejeição, sobretudo em sistemas democráticos que dependem da construção de maiorias sociais e institucionais.

3. ConsideraçõeAnalíticas


Do ponto de vista pedagógico, este cenário permite compreender três dimensões fundamentais:Crise de legitimidade: a maioria da população desaprova o governo, sua capacidade de político é enfraquecida, baixa; Descompasso interno: políticas externas não podem se sobrepor às necessidades internas sem gerar desgaste; Limites da polarização: governar exige ampliar consensos, não apenas mobilizar apoiadores.

4. Conclusão.

Este texto trás a superfície uma evidencia: a impopularidade de um presidente sem apoio popular e política diretamente relacionada à incapacidade de responder às demandas sociais, à condução de políticas econômicas eficazes e ao equilíbrio entre atuação interna e externa demonstrando como a perda de legitimidade pode emergir de um conjunto de fatores estruturais e conjunturais.

Na interpretação crítica à luz da razão  "Diógenes de Sinope”, busca-se iluminar a essência do fenômeno: não se trata apenas de números de aprovação, mas da revelação de uma contradição profunda entre poder e povo. Quando o governante se distancia da realidade social e aposta em estratégias que ampliam tensões — internas ou externas —, ele próprio constrói as condições de sua rejeição.

Nesse sentido, mais do que prever desfechos pessoais ou políticos, a minha análise aponta para um princípio universal da política: governos que negligenciam seu povo tendem a perder sustentação. Em um mundo interdependente, marcado por sensibilidades culturais e conflitos históricos, a responsabilidade política exige prudência, diálogo e compromisso com a vida — valores indispensáveis para evitar escaladas de violência e instabilidade global.

Referências. 

SANTOS, Boaventura de Sousa. A difícil democracia. São Paulo: Boitempo, 2019.

SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros, 2021.


Joilson Bergher/Analista Crítico Social!_

Robson Machado requer reforma da quadra de esporte da praça em frente ao Estádio Municipal

A adoção de medidas para a realização da reforma da quadra de esporte localizada na praça em frente ao Estádio Municipal foi proposta, na Câmara Municipal, pelo vereador Robson Machado, justificando pela necessidade de requalificação do espaço, pois o mesmo apresenta sinais de desgaste estrutural, como piso danificado e equipamentos esportivos comprometidos.

O vereador frisa que a reforma do equipamento proporcionará melhores condições para a realização de atividades esportivas e recreativas, incentivando a convivência comunitária e contribuindo para a valorização da área pública.

Doença de Parkinson: desafio para a saúde pública



 Por Josalto Alves (*)


Enfermidade neurológica crônica, progressiva, incapacitante, e sem cura, mas tratável, a Doença de Parkinson exige tratamento contínuo e afeta milhões de pessoas no mundo. 

No Brasil, estima-se que cerca de 250 mil pessoas estejam acometidas, número subdimensionado diante da ausência de um sistema nacional de registro epidemiológico.

A doença afeta a população idosa, com crescimento significativo em razão do envelhecimento demográfico. A maioria dos casos ocorre após os 60 anos, vez que o cérebro fica mais vulnerável.

Em Salvador, mais de 700 pacientes são acompanhados no Centro de Referência do Idoso (Creasi), mas na Bahia, embora existam iniciativas relevantes, como o acompanhamento de pacientes em centros especializados, a realidade epidemiológica é a mesma. Não há estatística confiável, por causa da subnotificação.  

A principal causa da doença é a morte de neurônios que produzem dopamina, neurotransmissor essencial que atua no cérebro transmitindo sinais, regulando o sistema de recompensa, motivação, prazer, atenção e controle motor. É essencial para controlar os movimentos, em uma região do cérebro chamada substância negra.

Caracterizada por tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e déficits cognitivos, a doença também apresenta manifestações não motoras, como depressão, distúrbios do sono e comprometimento cognitivo.

Os sinais iniciais são dificuldade para abotoar roupa, escrever, levantar da cadeira, sensação de corpo duro, e dores musculares sem causa aparente. Não existe registro nacional confiável e muitos casos não são identificados precocemente.

O acesso ao tratamento é desigual porque faltam neurologistas em várias regiões do estado.

O impacto social e econômico é muito forte. Gera a necessidade de cuidador, causa aposentadorias precoces e aumento dos custos tanto para as famílias quanto para o sistema público de saúde.

Embora o SUS forneça medicamentos essenciais, o cuidado integral exige abordagem além da farmacoterapia, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.

Diante desse cenário, torna-se urgente a implementação de políticas públicas estruturadas e permanentes.  

A criação de uma política estadual específica representaria um passo fundamental para organizar a rede de atenção, promover o diagnóstico precoce, ampliar o acesso ao tratamento e garantir suporte adequado aos pacientes.

No Nordeste e, particularmente, na Bahia, há menor concentração de serviços especializados e profissionais neurologistas, ampliando as barreiras de acesso ao diagnóstico e tratamento.

A ausência de ações coordenadas resulta no agravamento das condições clínicas, aumento das internações e sobrecarrega financeiramente o sistema de saúde.

Dar visibilidade a essa condição, ampliar o acesso ao cuidado e estruturar políticas públicas eficazes são medidas essenciais para garantir qualidade de vida a milhares de brasileiros, entre os quais eu me incluo.

O momento exige ação. A construção de uma política sólida é o caminho para transformar a realidade de quem convive com essa doença.

O enfrentamento da Doença de Parkinson é mais do que ação de saúde pública.  

É um compromisso com a dignidade humana.


(*) Josalto Alves é jornalista e advogado, diagnosticado com Doença de Parkinson.  josaltoalvesadv@gmail.com