_Nesta quinta-feira (8), Salvador será palco de um ato público em homenagem ao Mestre Moa do Katendê, oito anos após sua morte. A programação terá concentração às 17h, no Monumento a Moa, no Dique do Tororó, seguida de caminhada até o Bar do João, local onde o mestre foi assassinado._
A iniciativa pretende transformar a data em um momento de memória, cultura, resistência e defesa da democracia, além de lembrar uma das mortes mais emblemáticas da violência política brasileira recente.
Moa do Katendê, nome pelo qual era conhecido Romualdo Rosário da Costa, mestre de capoeira, compositor, percussionista, artesão e educador, foi morto a facadas em Salvador após uma discussão política no contexto das eleições de 2018. Segundo relatos publicados à época, Moa havia declarado apoio a Fernando Haddad, enquanto o agressor defendia Jair Bolsonaro.
Para a ativista Camila Ribeiro, o ato também representa uma convocação para que a sociedade não permita que a violência política e a intolerância sejam naturalizadas.
“Esse pode ser o nosso primeiro ato público, a nossa partida coletiva, para a vitória de Lula e para a sua reeleição, fazendo uma justa homenagem ao primeiro brasileiro que teve sua vida ceifada pela sanha assassina de um bolsonarista. Eles não passarão.”
Camila afirma que a intenção é realizar um grande ato popular e ampliar sua repercussão para além das ruas, mobilizando redes sociais, grupos de amigos e veículos de imprensa.
“Vamos fazer a amplificação nas mídias sociais, nos grupos de amigos e buscar a repercussão nos jornais, rádios e TVs. Moa não pode ser esquecido. Sua história, sua cultura e sua luta precisam permanecer vivas.”
A homenagem resgata também o legado cultural de Moa, reconhecido como uma importante referência da capoeira, da cultura afro-brasileira e da luta contra a intolerância.
Em 2018, seu assassinato provocou comoção em Salvador e repercussão nacional.
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