Com o passar dos anos, a gente aprendeu a desconfiar do discurso político tradicional. Mas, sem perceber, aprendemos a confiar cegamente em influenciadores e criadores de conteúdo. E sabe o que aconteceu quando o sistema percebeu isso? O político virou creator.
A gente costumava eleger representantes para gerir a sociedade e buscar o bem comum. Hoje, o que temos no poder são verdadeiras empresas de mídia, especializadas em vender histórias. A persuasão não é mais baseada em propostas; ela ficou agressiva, hipereditada e desenhada sob medida para o algoritmo.
Virou uma guerra profissional de narrativas. Entramos de cabeça na era dos "políticos pop stars": figuras cercadas de fama, dinheiro, ferramentas de produção de ponta e, o que é mais perigoso, exércitos de fãs. Porque o eleitor cobra, questiona e fiscaliza. O fã apenas defende, justifica e engaja.
Quando a política vira entretenimento, a gestão pública vira cenário. E o cidadão deixa de ser representado para virar apenas audiência de um espetáculo que ele mesmo financia. Até quando a gente vai aceitar trocar propostas por engajamento?
@israelferssant
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Um comentário:
Um texto para nossa reflexão. Parabéns Israel !
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