quinta-feira, 25 de junho de 2026

Tragédia em Maracás: Três adultos morrem após naufrágio em barragem na zona rural


Uma tarde de lazer familiar transformou-se em tragédia nesta quarta-feira (24) na Barragem da Lagoa do Barro, localizada na região de Capivaras, zona rural de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. O naufrágio de uma embarcação de pequeno porte resultou na morte de três adultos da mesma família — dois homens e uma mulher. O incidente ocorreu por motivos ainda desconhecidos enquanto o grupo realizava um passeio pelo reservatório, gerando profunda comoção entre os moradores da localidade.

O drama familiar se intensificou quando uma criança caiu na água, motivando uma tentativa desesperada de resgate por parte dos parentes. No esforço de salvar o menor, três adultos acabaram submergindo. A criança foi retirada da água com vida e imediatamente encaminhada ao Hospital Municipal Álvaro Bezerra, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Uma das mulheres do grupo chegou a sair da barragem por conta própria, mas infelizmente não resistiu e faleceu ainda às margens do reservatório.

Os outros dois desaparecidos, identificados preliminarmente como os irmãos Dinho e Cleidinho, sumiram nas águas logo após o naufrágio. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e confirmou o óbito da primeira vítima, enquanto as buscas pelos corpos dos irmãos foram programadas para serem retomadas na manhã desta quinta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil assumiu o caso e abrirá um inquérito para investigar a dinâmica e as circunstâncias do acidente.

Dia Nacional do Diabetes vai além da prevenção e do diagnóstico

Receber o diagnóstico de diabetes ainda é, para muitas pessoas, uma sensação de despedida de alguns pratos típicos nordestinos. No entanto, especialistas reforçam que controlar a glicemia não significa abandonar a identidade cultural e nem transformar a alimentação em uma rotina sem prazer.

Celebrado em 26 de junho, o Dia Nacional do Diabetes vai além da prevenção e do diagnóstico. Para Hanna Andrade Amorim, professora da Afya Salvador e endocrinologista, a data abre espaço para escolhas alimentares simples, acessíveis, regionais e que contribuem para o controle glicêmico, sem exigir dietas mirabolantes ou fora da realidade econômica e cultural dos baianos.

“É totalmente possível controlar a glicemia sem abrir mão da culinária nordestina, desde que exista equilíbrio, planejamento e individualização alimentar. Alimentos tradicionais como feijão, aipim, cuscuz, inhame e frutas regionais podem fazer parte da rotina do paciente, respeitando quantidades, combinações e contexto da refeição. O mais importante é evitar excessos, priorizar alimentos in natura e associar carboidratos a fibras, proteínas e gorduras boas, o que ajuda a reduzir os picos glicêmicos. O tratamento do diabetes precisa ser sustentável e compatível com a cultura alimentar do paciente”, destaca.
Estima-se que, atualmente, no Brasil, 16,6 milhões de pessoas adultas vivem com diabetes. Desses, 1,2 milhão são baianos. O dado coloca o país, segundo o Atlas Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF 2025), na sexta posição do ranking mundial em número de casos.

O Ministério da Saúde também alerta que o percentual de adultos brasileiros com diabetes cresceu 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No entanto, aproximadamente 40% das pessoas desconhecem o próprio diagnóstico.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

CAMAROTE OCUPA METADE DA FRENTE DO PALCO NO SÃO JOÃO DE JEQUIÉ E GERA CRÍTICAS


A estrutura do São João 2026 de Jequié, realizado de 19 a 24 de junho na Praça da Bandeira, gerou insatisfação por causa da instalação de um camarote. Segundo ouvintes, uma área de 400m² na frente do palco foi isolada por gradil e seguranças, reservada a pessoas com maior poder aquisitivo. A medida deixou o público geral afastado da região frontal, tradicionalmente mais disputada durante os shows.

A Praça da Bandeira tem capacidade estimada segundo a Polícia Militar de cerca de 30 mil pessoas em dias de grandes atrações. A queixa de parte da população é de que uma festa financiada com recursos públicos esteja funcionando como evento particular. Há relatos de que o caso está sendo levado ao Ministério Público e ao governo federal, com receio de que a prática se repita nos próximos anos.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Por Israel Ferssant: Qual é a frequência que estamos escolhendo ouvir?

 Vivemos em um tempo em que ser mulher ainda significa enfrentar riscos que jamais deveriam fazer parte da rotina de ninguém. Basta abrir os noticiários. Todos os dias, novas manchetes relatam casos de violência, abuso, assédio e feminicídio. Crimes que não acontecem por acaso, mas que são reflexo de uma cultura que, muitas vezes, continua tratando a mulher como objeto, como mercadoria ou como personagem secundária da própria história.

É justamente por isso que algumas escolhas feitas pelo poder público precisam ser debatidas.

Em Jequié, uma das atrações contratadas para os festejos juninos foi o cantor Victor, da dupla Victor & Leo. A contratação gerou debates e repercussão nas redes sociais e nos veículos de comunicação locais. Independentemente da opinião de cada um sobre o artista, a situação levanta uma pergunta importante: quais são os critérios utilizados para definir as atrações de uma das festas mais tradicionais do município?

O São João é, antes de tudo, uma manifestação cultural nordestina. É uma celebração construída sobre as bases do forró, das quadrilhas, das tradições populares e da identidade de um povo. Quando artistas sem relação direta com essa cultura ocupam espaço na programação, é natural que surjam questionamentos. Afinal, quem define o perfil da festa? O público? A tradição? Ou apenas a vontade da gestão de ocasião?

Mas a discussão vai além da música.

O que incomoda não é apenas quem sobe ao palco. O que incomoda é a mensagem que se transmite quando determinadas escolhas são feitas sem sensibilidade para questões que afetam diretamente a sociedade. Em uma cidade onde as mulheres ainda enfrentam desafios para ocupar espaços de poder, basta observar que, entre 19 vereadores, apenas duas são mulheres, é legítimo esperar que a administração pública demonstre maior cuidado com os símbolos que ajuda a promover.

Porque música não é apenas entretenimento. Música também é mensagem. É comportamento. É frequência.

E qual tem sido a frequência sintonizada para a nossa gente?

A frequência da valorização da cultura nordestina ou a da descaracterização dos nossos festejos?

A frequência da inclusão ou a da exclusividade?

Porque enquanto milhares enfrentam horas em pé no chamado "miolo do cão", os melhores espaços parecem reservados para poucos privilegiados, protegidos pelos camarotes, próximos ao palco, próximos ao poder e distantes da realidade da maioria que financia a festa com seus impostos.

O São João deveria ser a celebração do encontro. Mas, muitas vezes, acaba se transformando na vitrine da separação.

Há quem diga que isso é detalhe. Não é.


Os símbolos importam. As escolhas importam. As mensagens importam.

Quando uma gestão pública escolhe quem ocupa o palco principal de uma festa popular, ela também escolhe quais valores deseja amplificar. E essa talvez seja a reflexão mais importante de todas.

Porque festas acabam. Os shows terminam. As luzes se apagam.

Mas a frequência que uma sociedade escolhe ouvir continua ecoando muito depois que o último acorde silencia.

E se continuarmos normalizando decisões que ignoram a cultura local, desconsideram debates legítimos da sociedade e tratam a população apenas como espectadora de um espetáculo montado para poucos, a pergunta que fica é inevitável:

O que estaremos aplaudindo no próximo ano?

Teatro Castro Alves é reaberto com padrão internacional e preservação do patrimônio cultural

Acessibilidade, restauro, segurança, atualização tecnológica e sustentabilidade são pilares do Teatro da Bahia

O Teatro Castro Alves (TCA), que retoma seu funcionamento no dia 1º de julho, volta a integrar a lista de teatros mais importantes do país, dessa vez em um patamar mais elevado com estrutura que segue padrões internacionais e elementos que evidenciam, simultaneamente, modernização e preservação das características históricas do prédio.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 2014, como importante exemplar da arquitetura brasileira do século XX, a reforma do TCA foi pautada por cinco eixos: acessibilidade, restauro, segurança, atualização tecnológica e sustentabilidade.

Todos os eixos se relacionam com parâmetros técnicos de preservação e as intervenções feitas durante as obras foram vinculadas à obrigatoriedade de manter características arquitetônicas que fundamentaram a proteção histórica.

“A reforma e o restauro de patrimônios exigem a conciliação entre a preservação dos valores estéticos e históricos com a atualização funcional e tecnológica exigida nos dias de hoje. Além da memória que o espaço físico carrega, trabalhamos com grande respeito à carga simbólica de um equipamento referencial da arte e cultura brasileira”, explicou o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro.

“Entregaremos um teatro que pode ser considerado o mais moderno do Brasil, com muitos elementos novos, ao mesmo tempo que preserva a excelência que marca quase 60 anos de história”, acrescentou.

Neste sentido, as obras do TCA tiveram especial atenção com a memória e significado da edificação para a cultura nacional. Do ponto de vista da preservação do patrimônio, destacam-se ações que seguem parâmetros técnicos e princípios relacionados à preservação do patrimônio material.

Restauro das fachadas com superfícies em pastilha e em concreto aparente;
Restauração das poltronas da plateia da sala principal;
Restauração das superfícies de mármore do Foyer.

A sustentabilidade foi também um elemento diferencial da obra, que englobou um conjunto de práticas voltada a otimizar o uso de recursos. Todo o madeiramento retirado da sala principal foi guardado e, parte dele, reutilizado em diversos espaços do teatro com o melhor aproveitamento possível.

A captação de águas pluviais foi feita no edifício principal, com a finalidade de armazenar em reservatório para uso no sistema de limpeza em áreas externas e na manutenção dos jardins. Além disso, houve substituição da iluminação por lâmpadas de LED, que consomem menos energia que as lâmpadas convencionais.

“Ao combinar preservação histórica, inovação tecnológica, acessibilidade e sustentabilidade, o TCA reafirma sua vocação como espaço de excelência para a criação, formação e difusão das artes, preparado para dialogar com os desafios e as demandas do nosso tempo, sem abrir mão da identidade que o tornou um dos mais importantes símbolos da cultura brasileira. Trata-se da renovação de um patrimônio que atravessa gerações e ocupa um lugar central na memória afetiva, artística e cultural da Bahia e do Brasil”, explica Sara Prado, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

O TCA será reaberto com estrutura requalificada em funcionamento e seguirá até o final do ano em uma fase de operação teste, período tecnicamente chamado de "operação assistida". Em obras de equipamentos teatrais, sobretudo de grandes proporções como as do TCA, esta é uma etapa que compõe a sequência de eventos necessários ao pleno funcionamento do edifício. Nesta fase, são realizados ajustes técnicos e alinhamentos operacionais essenciais, que não impedem a realização de programação artística e das ações previstas após sua reabertura.

A volta do TCA é resultado do compromisso do Governo da Bahia e do governador Jerônimo Rodrigues com a preservação e modernização do mais importante equipamento cultural do Nordeste e Norte do Brasil.

sábado, 20 de junho de 2026

Residencial Segredo - Solicitação de limpeza





A prefeitura realizou o trabalho de patrolamento com máquina no Residencial Segredo, porém um trecho da rua ficou sem passar a máquina. Solicito a conclusão do serviço no local para evitar acúmulo de mato e proliferação de animais peçonhentos, garantindo mais segurança aos moradores. 


Desde já, agradeço.

Boa noite.

PÉROLA BULHÕES ENCANTA JEQUIÉ AO ACOMPANHAR JOÃO GOMES NA ABERTURA DO SÃO JOÃO 2026



O São João de Jequié teve um dos momentos mais emocionantes da abertura no dia 19 com a apresentação da sanfoneira mirim Pérola Bulhões ao lado de João Gomes. O cantor, último a se apresentar na noite de abertura oficial dos festejos, surpreendeu o público ao dividir o palco com a menina, que fez o acompanhamento na sanfona.

A performance arrancou aplausos da multidão na Praça da Bandeira. Pérola, que começou tocando escaleta e hoje usa uma sanfona de 120 baixos reduzida, já domina clássicos juninos. A participação com João Gomes reforçou o resgate das raízes do forró e projetou a jovem como uma das promessas do São João de Jequié.