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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

DEAM JEQUIÉ:CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO PREVENTIVA

A POLÍCIA CIVIL DA BAHIA, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – DEAM/JEQUIÉ - na manhã de 20/02/2026, aproximadamente às 09h00, deu fiel cumprimento ao Mandado de Prisão Preventiva expedido pelo Poder Judiciário, após Representação da Autoridade Policial, em desfavor do nacional R.N.S.

O aprisionamento cautelar fundamentou-se na existência de indícios concretos do cometimento dos crimes previstos no artigo 24-A, Lei  11.340/2006, e artigos 140 e 147, majorados em virtude de sua prática contra mulher por razões do sexo feminino. 

A Polícia Civil identificou que, horas após a concessão judicial de sua liberdade provisória, dada mediante pagamento de fiança e imposição de medidas protetivas de urgência, R.N.S. enviou mensagens via Instagram de cunho ameaçador e ofensivo à honra da vítima, a despeito de todas as limitações judiciais.  

O investigado apresentou-se espontaneamente nesta Unidade Policial, acompanhado de sua advogada, ocasião em que foi cientificado da ordem judicial e de seus direitos constitucionais, sendo formalizada a prisão preventiva conforme determinação judicial.

Após a adoção das medidas legais cabíveis, o custodiado permanece à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil, assim, reafirma seu compromisso inafastável na defesa das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e de gênero.

Obra Inacabada em Jequié: Mais de R$ 2 milhões investidos, mas moradores continuam à mercê da lama e poeira

 



Moradores do Vila Aeroporto, em Jequié, estão indignados com uma obra inacabada há dois anos, que deveria ter melhorado a infraestrutura do bairro. A falta de conclusão da obra tem causado transtornos, como lama, poeira e buracos, afetando a qualidade de vida dos moradores.

A situação é ainda mais grave considerando que os recursos federais foram liberados e uma placa no local exibe os valores investidos. As autoridades municipais são chamadas a se manifestar e concluir a obra. Os vereadores e outras autoridades competentes são instados a cobrar respostas e soluções para a comunidade. 😔 #Jequié #ObrasInacabadas #DireitoDosMoradores

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

_Por Joilson Bergher. Quando a avenida vira história: a coragem cultural de Niterói e a memória viva de um Povo.

 

O Brasil é um país de permanências e disputas. Há mais de quatro décadas, desde a fundação do Partido dos Trabalhadores, um projeto político nascido do chão das fábricas, das comunidades e dos movimentos sociais passou a ocupar o centro do debate nacional. Não foi um processo linear, tampouco pacífico. Foi — e continua sendo — tensionado por forças históricas que resistem à ampliação de direitos e à democratização simbólica do poder.

Quando uma escola de samba decide homenagear Luiz Inácio Lula da Silva, não está apenas celebrando uma figura institucional. Está evocando uma narrativa social: a do retirante que se tornou operário, do operário que se tornou líder sindical, do líder sindical que chegou à Presidência. Para muitos brasileiros, essa trajetória não é apenas biografia — é metáfora de mobilidade e reconhecimento.

O Carnaval, enquanto expressão cultural, nunca foi neutro. Ele nasceu como espaço de inversão, de crítica, de dramatização das contradições sociais. Ao longo da história, escolas de samba denunciaram injustiças, exaltaram personagens populares e confrontaram versões oficiais do Brasil. Quando a Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo que dialoga com a memória política recente, fez o que o samba sempre fez: [ interpretou o país].

A reação conservadora a gestos culturais como esse revela algo mais profundo do que divergência estética. Revela o incômodo diante da disputa simbólica. Porque cultura é poder. Quem define o que pode ser celebrado? Quem decide quais narrativas merecem aplauso e quais devem ser silenciadas? Quando setores mais tradicionais da sociedade reagem com indignação à presença de um líder popular na avenida, não estão apenas discutindo notas de jurados — estão disputando sentidos.

É legítimo discordar politicamente de Lula. É legítimo criticar governos, políticas públicas e escolhas administrativas. O que não parece saudável para a democracia é a tentativa de interditar a expressão cultural por afinidade ideológica. A avenida não é tribunal; é palco. E palco é lugar de representação, não de unanimidade.

O Brasil vive, sim, uma intensa disputa cultural. Após anos de esvaziamento e ataques a políticas culturais — especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro — o campo simbólico tornou-se ainda mais sensível. A cultura passou a ser vista por alguns como território a ser controlado, não celebrado em sua pluralidade.

Ao homenagear Lula, a escola afirmou algo simples e poderoso: há um presidente que já está inscrito na memória coletiva de milhões. Concorde-se ou não com ele, sua presença histórica é inegável. Ignorar isso seria negar um capítulo central da história contemporânea brasileira.

Escolas sobem e descem. Títulos vêm e vão. Mas a coragem estética de assumir um enredo politicamente marcado permanece como gesto. E gestos culturais têm longa duração.

A grandeza de uma agremiação não se mede apenas pela colocação final, mas pela capacidade de transformar a avenida em narrativa viva do país. Quando o samba ecoa memória, ele ultrapassa a competição e entra na história.

Se há disputa, que seja no campo das ideias. Se há divergência, que seja no terreno democrático. Mas que a cultura jamais seja encolhida pelo medo. Porque, quando a avenida se torna espelho do Brasil, o que desfila não é apenas fantasia.



É identidade.

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Joilson Bergher/Professor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Advogado explica diferenças entre reajustes de aposentadorias estaduais em 2026

 

O novo ano chegou e, com ele, aquele ritual conhecido por milhões de brasileiros: conferir o contracheque, calcular se o dinheiro vai render até o fim do mês, reorganizar o orçamento doméstico. Para aposentados e pensionistas, essa revisão ganha contornos ainda mais delicados quando os números insistem em não fechar. Há quem note um pequeno aumento — tímido, mas presente. Há quem espere em vão por uma mudança que não virá. Entre uns e outros, ergue-se uma divisão invisível, mas determinante: a paridade de remuneração.

De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário e mestre em direito econômico e desenvolvimento do Azi e Torres Associados, Victor Campelo, “o sistema previdenciário dos servidores públicos estaduais da Bahia opera sob duas lógicas distintas, e compreender essa diferença é essencial para que o aposentado saiba exatamente o que esperar do seu benefício em 2026. Não se trata de privilégio ou arbitrariedade, mas de regimes jurídicos diferentes que geram efeitos práticos bastante concretos no bolso de cada um”.

Essa divisão entre categorias reflete-se diretamente no reajuste — ou na ausência dele. E aqui reside uma peculiaridade que merece ser compreendida pelo leitor comum, pois explica, em grande parte, por que alguns aposentados veem seus proventos subirem automaticamente enquanto outros permanecem estagnados.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Mais de R$ 140 bilhões para modernizar 9 mil km de ferrovias até 2027


O Governo Federal projeta um salto na infraestrutura logística com um cronograma de oito leilões ferroviários até 2027, visando atrair R$ 140 bilhões em investimentos privados. Após um longo período focado apenas na renovação de contratos antigos, a nova agenda prioriza a expansão da malha em corredores estratégicos, como o Minas-Rio e a Ferrogrão. O objetivo central é aumentar a competitividade do escoamento de safras e minérios, conectando novas frentes produtoras a trechos já operacionais e portos, o que garante uma demanda mais previsível para os futuros concessionários.

Apesar do otimismo do Ministério dos Transportes, que se baseia no sucesso das recentes concessões rodoviárias, a viabilização desses projetos enfrenta gargalos históricos. Especialistas alertam que o setor ferroviário exige uma engenharia financeira mais sofisticada e prazos de retorno mais longos, demandando máxima segurança jurídica e celeridade nos processos de licenciamento ambiental. Para que os 9 mil quilômetros previstos saiam do papel e não fiquem restritos aos editais, será fundamental uma articulação eficiente entre o poder público e investidores para mitigar os altos riscos técnicos e regulatórios inerentes à modalidade.

Ilê Aiyê brilha e desfila beleza negra com autoridade


Elegância, brilho e poder. Assim o Ilê Aiyê desfilou pela segunda vez no Circuito Osmar, na noite desta segunda-feira (16). O público presente no Campo Grande assistiu a uma passagem marcada por beleza, autoridade e charme.

Responsável por mudar a concepção do belo na sociedade baiana, o bloco afro mais antigo do Brasil mostrou, mais uma vez, sua força. Turbantes que coroam a autoridade, maquiagens marcantes e sorrisos inesquecíveis: não houve quem não ficasse radiante ao ver o Ilê Aiyê.
Homens e mulheres, de cabeça erguida, exibiam sua beleza. Cada um com sua individualidade, a multidão compunha um mar de gente pronta para reafirmar a revolução estética protagonizada pela instituição no Carnaval de Salvador e, de maneira mais ampla, em toda a sociedade brasileira.

A prova dessa descrição apareceu no relato de Elisângela Dantas, moradora do Matatu. Ainda na concentração do bloco, no Campo Grande, a operadora de processos petroquímicos se emocionou ao falar do Ilê Aiyê, mostrando o braço arrepiado. Na ocasião, foi firme e direta ao afirmar que se sente linda.
“Primeiramente, eu me sinto linda. Eu me sinto muito bem no meio de tanta gente bonita, de tantos pretos e pretas organizados, perfumados, gente que trabalha o ano todo para viver esse momento, em que as pessoas param para nos ver, para tirar uma foto e dizer: ‘Nossa, você está linda’. Eu fico muito feliz por poder viver essa sensação”, disse Elisângela.
Sozinhos, com amigos ou em família, a espera dava ainda mais charme aos associados concentrados ao redor do trio. De forma impactante, chegou o casal Miguel Catarino, de Cajazeiras, e Natalie Kelly, de Marechal Rondon. Juntos, relataram a importância da instituição em suas vidas.
“A gente está aqui para representar essa beleza, a minha ancestralidade negra. Eu trago o Ilê como uma herança de família. Minha mãe sempre desfilou no Ilê. Hoje, meu pai e meus irmãos também estão aqui. Já é uma tradição familiar. O Ilê é empoderamento, valoriza a cultura e promove o fortalecimento do povo negro”, disse Miguel.
Desfilando pela primeira vez, Natalie revelou que vive a realização de um sonho. Desde pequena, ao ver a mãe sair no bloco, admirava e cantava todas as músicas. Ela também destacou o sentimento singular de vestir a fantasia e acompanhar a saída do Ilê, no Curuzu, realizada no sábado (14).
“Eu fico muito emocionada, porque é o meu primeiro ano desfilando no Ilê. Estou muito feliz. Nunca tinha vindo para a avenida; sempre acompanhava pela televisão. Na primeira oportunidade que tive de ir à saída do Ilê e ver aquilo, senti o corpo arrepiar e o coração estremecer, como se percebesse que pertenço a isso. Eu sabia que precisava estar aqui e viver esse momento com o meu povo preto”, contou Natalie, com os olhos marejados.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Jequié: Complexo Poliesportivo Educacional Aníbal Brito



O Complexo Poliesportivo Educacional Aníbal Brito, em Jequié, se consolida como um dos principais espaços de promoção da saúde, do esporte e da inclusão social no Território do Médio Rio de Contas, ao articular ações voltadas a estudantes das redes municipais e estadual de ensino e à comunidade em geral. Anexo ao Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) da mesma cidade, o equipamento funciona no contraturno escolar por meio do Programa Educa Mais Bahia, iniciativa da Secretaria da Educação do Estado (SEC) que amplia a jornada formativa dos alunos com atividades educativas, esportivas e culturais.

Com uma estrutura ampla e diversificada, que inclui quadra poliesportiva, campo society, piscina, pista de atletismo, quadra de areia, sala de lutas e academia ao ar livre, o complexo possibilita o acesso regular a modalidades como capoeira, judô, jiu-jitsu, karatê, basquete, futsal, vôlei, natação e hidroginástica. As atividades atendem crianças, adolescentes e adultos, promovendo hábitos saudáveis, fortalecimento físico e convivência comunitária, sempre com acompanhamento profissional.

A proposta do equipamento vai além da prática esportiva e reafirma o esporte como política pública de cuidado e formação. “Atendemos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, além da comunidade, com atividades que fortalecem o processo de ensino e aprendizagem e ampliam o acesso a práticas que não existem em outros órgãos públicos. A hidroginástica e a natação para adultos surgem justamente dessa necessidade de cuidar das pessoas, especialmente das que vivem em situação de vulnerabilidade”, explica o diretor do CJCC de Jequié, Saú da Silva Souza.

Hidroginástica: cuidado, acolhimento e qualidade de vida
Entre as ações ofertadas, a hidroginástica se destaca pela grande procura e pelo impacto direto na saúde dos participantes. Atualmente, o curso conta com seis turmas e já registra uma fila de espera com 67 pessoas. A vendedora de roupa Olindeuza Brito, aluna da modalidade, resume a experiência vivenciada no complexo. “A hidroginástica tem sido uma experiência muito positiva. Para mim, é uma verdadeira bênção, porque tem fortalecido meu joelho e minha coluna, nos quais enfrento problemas”.

A emoção de quem participa das atividades revela o alcance social da iniciativa. “Sou muito feliz por fazer parte dessas aulas, duas vezes por semana. Sou grata a Deus e aos professores pelo carinho, pela dedicação, pontualidade e compromisso. Este projeto tem sido muito importante para a nossa saúde e só tenho a agradecer por esse cuidado que o Governo do Estado oferece à comunidade”, complementou Dilce Freitas, estudante do projeto e gestora escolar, evidenciando o papel do complexo como espaço de transformação e bem-estar.

Tita Moura – Ascom/SEC
Fotos: acervo pessoal