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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Morre Irmã Leonília ex-secretária de Educação de Jequié

Irmã Leonília é a primeira da esquerda para a direita na foto; Que consta do Padre Jesus e irmã Rosa e outra pessoa que não identificamos.

Recebemos informações da professora Ângela Menezes (@angellamenezzes-13) por meio de sua página no Instagram "Acabei de receber a notícia que Irmã Leonília, carinhosamente chamada por Léo por nós, fez sua passagem da Páscoa Definitiva. Em minha memória afetiva muitas lembranças. Lembranças de uma época em que a Paróquia N. Sra das Graças estava em expansão, N. Sra Aparecida estava nascendo...e ela ali juntamente com as Irmãs Rosa e Marinete nesta construção", disse.

A freira foi secretária de Educação de Jequié, na gestão do ex-prefeito Luiz Amaral. 

"Ah, Léo! Tenho certeza que seu lugar no céu está garantido. Vc sempre foi um ser de luz nesta Terra.Vá em paz! Continue cuidando de nós, aí no céu", profetizou. 

Comentários 

*Zé, tive a possibilidade de convívio com esse quarteto, nos anos finais de 80/inícios dos 90. Época de muita aprendizagem, estudos, princípios, catequese, movimentos Eclesiais de Base, participação em diversos conselhos, semana social da igreja, e debate, muito debate Político, e a nossa entrada onde hoje estou, na esquerda, em sala de aula, mas, tbm no piso da rua. Irmã Leonília, era uma espécie de guardian das consciências de jovens, que por ali, na Paróquia das Graças, acorria. Crescemos ali, em meio a este grande debate político, primeiro na Igreja Católica Apóstolica Romana que se diz, ou se dizia do Cristo, depois no movimento estudantil secundarista, depois universitário, e finalmente no movimento social, e político. A irmã Leonília, ali, próximo a nós! De onde me encontro, desejo que essa mentora espiritual de muita gente, descanse/esteja em paz! Fez a sua passagem!*🎙️💡🌻

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*Joilson Bergher, professor!*⏳

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A palestina será obras dos palestinos

 


Embora a premissa de que os interesses de Israel e dos EUA não se alinham perfeitamente com os de toda a região seja um ponto de partida válido para a análise, a realidade geopolítica do Oriente Médio é mais complexa, envolvendo alianças mutáveis e interesses que, por vezes, convergem. 

_Os conflitos fundamentais são profundos e de múltiplas dimensões ou pilares dos conflitos de interesses no Oriente Médio._

A instabilidade na região é frequentemente explicada pela intersecção de vários fatores históricos, religiosos e geopolíticos com atores envolvidos pela hegemonia regional entre as duas principais correntes do Islã, explorada politicamente. Arábia Saudita (liderança sunita) vs. Irã (liderança xiita) contando, por exemplo, com a atuação por procuração em Síria, Iêmen, Líbano em meio a esse conflito nacionalista e territorial central na política regional desde a criação de Israel em 1948. Símbolo de identidade e causa unificadora para árabes e muçulmanos. Israel vs. Palestinos. EUA são aliado crucial de Israel; potências regionais apoiam causa palestina.

Nesse imbloglio é visível ao longo da história a Interferência de nações externas a história desses lugares por recursos naturais (petróleo) e influência estratégica. Fronteiras artificiais traçadas por potências coloniais (ex: Acordo Sykes-Picot) ignoraram realidades étnicas e religiosas. 

EUA e Rússia são atores principais, e a China atua como mediadora e investidora no entorno do petróleo e gás, hoje uma  prioridade a China e não mais apenas para EUA e seus aliados ocidentais. 

_O Cenário em Transformação e a Questão Palestina._

A ideia de que a guerra não resolverá a questão de "quem é dono da Palestina" encontra eco na comunidade internacional. A solução de dois Estados, com a coexistência de Israel e um Estado Palestino independente, permanece como a proposta mais amplamente reconhecida, apoiada por mais de 140 países membros da ONU. No entanto, sua implementação esbarra em questões de segurança, fronteiras e no próprio reconhecimento mútuo.

A dinâmica de poder na região também está em transformação. Acordos recentes, como a reconciliação entre Arábia Saudita e Irã mediada pela China, e a pressão de monarquias árabes sobre os EUA para conter ações israelenses, indicam que os países locais estão buscando maior autonomia e redefinindo suas alianças, contestando a antiga hegemonia inconteste dos EUA.

Esse panorama de interesses irreconciliáveis, mas em um tabuleiro geopolítico em constante mudança, confirma a complexidade de se encontrar uma solução duradoura.


Espero que este texto tenha fornecido um panorama claro e útil aos leitores do Blog sobre os detalhes do processo de paz israelense-palestino nesta parte explosiva do mundo.

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Joilson Bergher. Produtor de Conhecimento nas áreas de África, Filosofia, História e Metodologia do Conhecimento Científico.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Olá amigos!


Ancap é uma sigla para Anarcocapitalismo, um sistema político e econômico que defende a abolição do estado e a substituição das funções estatais por agências de segurança privadas, cortes de justiça privadas e outras instituições de mercado.

​Em tese, diz ser sistema que se baseia na crença de que os indivíduos são capazes de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa e próspera sem a necessidade de um governo central. Seus princípios incluem a propriedade privada, o livre mercado e a não agressão, um conceito que afirma que ninguém tem o direito de iniciar a força física contra outra pessoa ou sua propriedade.

​Karl Marx (1818-1883)

​Se estivesse vivo, Karl Marx teria uma visão crítica e provavelmente consideraria o anarcocapitalismo como uma utopia burguesa, uma contradição em termos. Para ele, o capitalismo é o sistema que cria as desigualdades sociais, a exploração do trabalhador e a miséria da classe operária.

​Marx argumentaria que, sem um estado para regular o mercado e proteger os direitos dos trabalhadores, o anarcocapitalismo levaria a uma exploração ainda maior da classe trabalhadora.

Ele diria que o sistema não acabaria com as desigualdades, mas apenas as aprofundaria, pois os capitalistas teriam total liberdade para oprimir os trabalhadores sem a interferência de qualquer autoridade.

​Ele também questionaria a ideia de que a propriedade privada é um direito natural. Para Marx, a propriedade privada é a origem das desigualdades e da luta de classes. Em um sistema sem estado, essa luta se intensificaria e os mais fracos seriam esmagados pelos mais fortes.

Já para ​Che Guevara  (1928-1967) em nossa abstração, ​Che Guevara, um revolucionário marxista, não hesitaria em chamar o anarcocapitalismo de uma farsa. Che Guevara defendia a luta armada e a revolução como meio para alcançar o socialismo, um sistema que, na sua visão, acabaria com a opressão e a exploração. Para ele, o anarcocapitalismo é a manifestação máxima do imperialismo e da dominação de um país sobre o outro. O sistema não protegeria a soberania nacional e abriria as portas para a exploração estrangeira e a dominação econômica.

​Ele também diria que a ideia de que o indivíduo é capaz de se auto-organizar e de criar uma sociedade justa sem a necessidade de um estado é uma ilusão. Na sua visão, o estado é uma ferramenta para a organização social e para a proteção dos direitos do povo.

Ah, e ​Diógenes de Sínope (412 a.C.-323 a.C.) - que diria? ​Diógenes de Sínope, um filósofo grego que não acreditava em nenhum tipo de autoridade, nem mesmo no estado. Ele vivia de forma simples, em um barril, e não se preocupava com as convenções sociais, as riquezas, as honras ou o poder.

​Diógenes provavelmente teria um profundo desprezo pelo anarcocapitalismo, não por ser de direita ou de esquerda, mas porque é um sistema que se baseia na busca da riqueza e do poder, que ele tanto criticava. Ele argumentaria que o sistema não é capaz de trazer a felicidade ou a liberdade, pois se concentra em bens materiais e na competição. ​Diógenes não acreditava que a sociedade humana pudesse ser justa ou igualitária. 

Na sua visão, a única forma de ser livre é viver de forma simples e de não se preocupar com as convenções sociais e com as riquezas. ​Ele provavelmente diria que o anarcocapitalismo é apenas mais uma forma de escravidão, pois as pessoas seriam escravas de suas próprias ambições e de suas próprias posses.

​É importante lembrar que esses pensamentos são uma interpretação pessoal do que eles diriam, com base em suas filosofias e em seus escritos. Agora é com você: qual a perspectiva mais interessante? A de Marx, Che ou Diógenes? 

Ah, quase me esqueço: no momento em que escrevo este texto, vejo uma notinha na imprensa envergonhada Brasileira que na Argentina, a crise capitalista avança, empobrecendo aquele país, e o seu presidente anarchy-capitalism perdendo as eleições legislativas para o peronismo!


Fontes de consultas.

Karl Marx. ​O Capital, Livro I: O Processo de Produção do Capital.1867.

​Manifesto do Partido Comunista. Karl Marx e Friedrich Engels.1848

​Guerra de Guerrilhas. Ernesto "Che" Guevara. 1960.

​Diógenes de Sínope

​Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Diógenes Laércio. Século III d.C.

​​Uma Breve História da Filosofia Cínica. Luis E. Navia. 1996.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

"Não gosto de você, Papai Noel! Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia.

 Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade,  jogavam pedras nessa fantasia! Você talvez nem se recorde mais.  Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer no entanto o que passou. 

Fiz-lhe bilhete pedindo um presente, a noite inteira eu esperei contente, chegou o sol e você não chegou. Dias depois, meu pobre pai cansado trouxe um trenzinho velho, empoeirado, que me entregou com certa hesitação. 

Fechou os olhos e balbuciou: “É pra você… Papai Noel mandou…” E se esquivou contendo a emoção. Alegre e inocente nesse caso, pensei que meu bilhete com atraso chegara às suas mãos no fim do mês. 

Limpei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas, meu pai sorriu e me abraçou pela última vez. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade. 

Meu pai chegou um dia e disse, a medo: “Onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade”. Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar,  e como quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem,  disse medroso: “Eu só queria ele…

Não quero outro brinquedo, quero aquele. E por favor, não vá levar meu trem”. Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que eu ainda creio,  tão puro e santo, só Jesus chorou. 

Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou. Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai e sem brinquedos. Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal! 

Meu pobre pai doente, mal vestido, pra não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão: num gesto nobre, humano, decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo,  roubando o trem do filho do patrão. 

Pensei que viajara. No entanto depois de grande, minha mãe, em pranto, contou que fora preso. E como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia. Foi definhando, até que Deus um dia  entrou na cela e o libertou pro céu!"


Por Joilson Bergher 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Intolerância religiosa no Brasil

 Olá amigos.,


Há um dia contra a intolerância religiosa no Brasil. “Não evoca não apenas a memória da Iyalorixá baiana Mãe Gilda, mas também nos coloca diante da triste realidade que persiste: a intolerância religiosa ainda é uma chaga em nossa sociedade. Instituída pela Lei Federal nº 11.635/2007, a data nos convida à reflexão sobre a necessidade urgente de promovermos respeito e convivência pacífica entre as diversas manifestações de fé”.

A imagem acima, me fora enviada por um educador, um militante social, que diz de como a intolerância religiosa, odiosa, onde o terror religioso se faz vivo neste lugar onde a discriminação contra o outro está na origem da grafia dessa cidade, "Vitória da Conquista", mas que curiosamente inventaram um outro termo vulgar, "a Suìcé-Baianè", porque não sei, até porque aqui, estamos no sertão da ressaca, lugar seco e árido, apesar de alguns períodos frios.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

A tragédia anunciada de uma tarifinha contra um país gigante!

_O Brasil escapou do "tarifão" do Trump e seus minguados 40% em alguns produtos. Que decepção para quem esperava ver a economia nacional ruir sob o peso de castanhas-do-brasil, polpa de laranja e minério de ferro! O "decadente que emergiu do esgoto estadunidense" realmente mostrou seu poder ao poupar nossa mica bruta e nosso precioso gás natural. Ah, e os insumos para papel? Intocados! Parece que o apocalipse econômico verde e amarelo vai ter que esperar, porque até agora, o que temos é só uma lista de itens que, aparentemente, nem o "tarifaço" do Trump teve coragem de encostar. Choremos, então, a ausência do caos prometido!_

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Joilson Bergher!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Divergir, convergir, e compreender o modelo da política

 


Olá amigos e leitores.

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Dizem, dizem, dizem que na essência da política é importante, divergir, convergir, e compreender o modelo da política, que se pratica no Brasil, onde nos 200 anos da república, desde de sempre houve isso que se conhece de centrão..., salvo se aqui, por exemplo, fosse uma ditadura do proletariado, ou se além dos parlamentares do PT, PC do B, Psol, PSB, mais uns 280 do PCB, PCBR, PCO, PSTU, UP, OT, MTM, aí, sim, nada disso, estaria acontecendo, obviamente, muito menos essas alianças que muitos aqui, julgam desnecessárias!

Mas, compreendo que a existência de um "centrão" permanente, pode atuar como uma força de equilíbrio para uns, e para outros, de barganha dentro do sistema republicano. Aliás, é no presidencialismo de coalizão, característica do nosso modelo, que exige-se negociações e alianças para garantir governabilidade, que é o quê se vive no Brasil, faz é tempo.

Sinalizo que quando governos de esquerda chegam ou chegaram ao poder, tiveram que compor com esse bloco para aprovar projetos e evitar paralisações institucionais, é o que sempre aponto ou pontuo. Seria bem provável que numa mudança estrutural profunda – como uma ditadura do proletariado ou uma expressiva maioria parlamentar revolucionária – poderia eliminar essa dinâmica. Mas, no cenário atual, em que a correlação de forças não permite tal hegemonia, as alianças tornam-se inevitáveis.

A questão é: há como avançar no projeto de mudanças sem depender excessivamente desses arranjos? Esse é o dilema que as forças progressistas enfrentam constantemente. Daí eu dizer dessa aposta de um outro projeto coletivo.

Pra mim é claro que a aproximação da direita com o governo do presidente Lula reflete exatamente o pragmatismo do sistema político brasileiro. O "centrão", enquanto força de sustentação parlamentar, busca manter sua relevância independentemente de quem esteja no Executivo. No fim das contas, trata-se de uma relação de conveniência mútua: o governo precisa de votos para aprovar projetos, enquanto os partidos do centrão buscam acesso a recursos, cargos e influência.

E a retórica de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, ecoando discursos de inclusão, desenvolvimento e democracia, é um sinal dessa adaptação estratégica. No entanto, vale questionar até que ponto essa "harmonia institucional" se traduzirá em avanços concretos para a população, e não apenas em um arranjo para manter o status quo.

A esquerda ou parte dela que critica essas alianças deve sempre ponderar: sem elas, há governabilidade? E, com elas, há avanço real nas pautas progressistas ou apenas concessões para manter o governo de pé? Esse é o eterno dilema da política brasileira nos seus 200 anos de república..., para poucos!

Mas há muitas  preocupações na base de esquerda do governo e que a meu juízo faz muito sentido, pois o resultado dessas eleições internas do Congresso reflete a correlação de forças no parlamento e pode influenciar a agenda política do país. A vitória de Hugo Motta (Republicanos) na Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil) no Senado demonstra que os partidos do chamado “centrão” continuam sendo peças-chave no jogo político.

Embora os discursos tenham enfatizado a democracia, na prática, esses resultados mostram que a esquerda e os setores mais progressistas não conseguiram articular força suficiente para conquistar o comando de nenhuma das Casas. Isso significa que as pautas mais alinhadas ao governo do presidente Lula poderão enfrentar dificuldades, especialmente diante de um Congresso mais conservador e pragmático.

O Republicanos, partido de Hugo Motta, tem forte ligação com a base evangélica e setores mais alinhados à direita. Já Davi Alcolumbre, apesar de ter boa relação com o Planalto, representa um partido que transita entre diferentes espectros ideológicos dependendo da conveniência política.

Portanto, o governo sabe e vive todos esses riscos de forma diária, pois a disputa pelo controle do Congresso afeta diretamente as votações de temas importantes como orçamento, reformas e até eventuais pedidos de impeachment. Mesmo com discursos de defesa da democracia, a prática política pode ser outra. Será necessário um trabalho intenso de articulação do governo para garantir governabilidade e aprovar pautas prioritárias a nosso favor ou a favor do Brasil!

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Joilson Bergher.

Anti-Fascista!

sábado, 14 de setembro de 2019

[Educar Para Libertar] Por Joilson Bergher, Professor da Área de Humanidades.


Em Brumado está uma beleza, uma maravilha. Aqui o lema da atual gestão pública municipal é: ´Educar para Libertar”. Mas veja, veja, veja, “Enquanto RHI Magnesita doa robô de última geração para colégio dos Estados Unidos, escola de Brumado terá que ser desativada por falta de apoio da empresa...” Essa manchete está no Blog – Brumado Urgente da cidade de Brumado, acessado por mim hoje, dando conta que essa empresa citada na manchete faz para os Estadunidenses o que teoricamente deveria fazer por essa cidade. Segundo o blog -, “Ao longo de sua história empregou gerações de famílias, o que foi uma das principais vertentes para o crescimento da cidade nos idos dos anos 70 e 80, tanto que era apelidada de “mãezita”. Só que com as mudanças substanciais que foram ocorrendo no mercado internacional após a Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0), a empresa foi vendida e adquirida por grandes grupos de acionistas internacionais, o que mudou o conceito e fez vingar o modelo altamente capitalista. Atualmente a RHI Magnesita contribui com o município com o pagamento dos impostos e royalties da mineração, além de ajudar em algumas causas sociais e médicas, mas, para a grande maioria dos brumadenses, isso ainda é muito pouco, já que a extração mineral que é proporcionada pelo solo brumadense rendeu e rende milhões ou quem sabe até bilhões de lucros à empresa.” O tal robô segundo o blog será doado para o Centro de Tecnologia da New Oxford High School...para no final o mesmo blog lançar a pergunta: “será que a RHI Magnesita não poderia contribuir muito mais para o futuro de Brumado, pelo menos na área educacional?” Não sabemos que logica existe nessa parceria dessa empresa com uma escola estadunidense, mas essa pergunta é alvissareira, pois, revela uma outra lógica perversa, a de investir em centros que nada dizem respeito a nós. Qual a política social dessa empresa para Brumado? Qual é a política empreendedora dessa empresa para dotar o jovem brumadense de alguma possibilidade nessa área de minérios para competir num mercado de quase 20 milhões de desempregados? De 1939 a 2019, portanto 80 anos depois, o prêmio é esse? Fechar uma escola por falta de apoios? É isso mesmo? O atual senhor gestor municipal muito cuidadoso com essa cidade, nos parece ter sido um dos vários trabalhadores a ajudar, a contribuir com seus braços fortes essa empresa ser grande, a ser um referencial no mundo em seu setor produtivo. Precisaria se movimentar, vir a público dar a sua palavra, a sua lavra, a sua opinião, exatamente nesse momento em que estamos num grande debate sobre o “Educar para libertar” o Ser de suas amarras. Quem sabe com a palavra do senhor gestor, com seu convencimento, essa empresa não resolva deixar por aqui mesmo esse robô...só de olhar esse magnifico equipamento, o belo-robô, os nossos alunos ficariam felizes, neh?

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Aí fico vendo — aliás, não os vi!

 

Aí fico vendo — aliás, não os vi: cadê a extrema-esquerda que usa a retórica da extrema direita para atacar o PT, Lula, Jerônimo, atacar tudo e todos? Cadê esse povo que vive dizendo que Lula é de direita, que é contra a revolução, que traiu não sei quem, que se vendeu não sei a quê?

Porque, pelo que parece, para essa gente fazer política e “revolução” é só apertar o dedinho na rede social, disparar palavras de ordem vazias, lacrar no comentário e achar que está tudo resolvido. Militância reduzida a post, a thread, a xingamento — e depois a pose de pureza ideológica.

Mas quando foi preciso estar nas ruas, ocupar espaço, defender a democracia, enfrentar o fascismo real, nós estávamos lá. E eles? Ninguém os vê em canto nenhum. Cadê vocês todos que a gente não vê?

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_Joilson Bergher!_

_Rede M-Coeso!_

sábado, 25 de outubro de 2025

Jequié, 128 anos ou a força no Coração do Sertão

 

Neste dia 25 de outubro, Jequié, a "Cidade Sol", celebra seus 128 anos de emancipação política, um marco que ressoa com a força e a resiliência de um povo encravado no Sudoeste da Bahia, na transição entre a caatinga e a mata, na histórica região do Médio Rio de Contas. 

É um aniversário que, no campo do pertencimento, nos convida a uma reflexão filo-histórico-pedagógica sobre o que significa ser jequieense e construir, dia após dia, a identidade dessa urbe pujante.

_Filosofia do Pertencimento._

Jequié não é apenas um ponto no mapa; é um universo de experiências, moldado pela travessia, pelo comércio e pela hospitalidade. O pertencimento à "Cidade Sol" nasce da superação, da capacidade de florescer mesmo sob o sol inclemente do sertão. 

O próprio nome, que remete tanto à "onça" (força e bravura) quanto ao "jequi" (objeto de pesca indígena no Rio de Contas, simbolizando a subsistência e a união), carrega em si a dualidade de uma terra que exige luta, mas que também oferece sustento. 

Pertencer a Jequié é abraçar essa história de encontros: a do tropeiro, a do imigrante (notavelmente a forte colônia italiana, além de sírios, libaneses, judeus e espanhóis, que moldaram seu comércio e economia), a do ribeirinho e a do sertanejo. 

É ter o orgulho de uma cidade que, na década de 1930, chegou a ser a quarta economia da Bahia, um reflexo do dinamismo de sua gente.

_Legado histórico._

A história de Jequié é uma lição de persistência. Nascida de uma fazenda, a Borda da Mata, e desenvolvida a partir de uma movimentada feira livre no final do século XIX, a cidade se emancipou de Maracás em 1897, tornando-se cidade em 1910. 

Ela se forjou como um importante entreposto comercial, um "porto de terra" fundamental para o escoamento de safras, como a do cacau, através da Estrada de Ferro Nazaré.

Contudo, a história também registra os desafios, como a grande enchente que a marcou, gerando o apelido de "Chicago Baiana" – uma alusão à reconstrução após a destruição. Esse episódio, embora doloroso, é uma metáfora poderosa: Jequié não apenas resistiu, mas se reergueu com a garra de seus habitantes, transformando a adversidade em um novo impulso para o progresso. 

A trajetória de Jequié, com seus desmembramentos municipais (como Aiquara, Itagi e Jitaúna), mostra o papel de matriz e polo de desenvolvimento regional que sempre exerceu.

_Dimensão pedagógica para o futuro._

Os 128 anos de Jequié oferecem um rico material pedagógico. A cidade, com suas escolas e centros de educação sendo continuamente inaugurados e reformados, reafirma seu compromisso com o futuro. A celebração de hoje, marcada por inaugurações de obras em infraestrutura, educação e saúde, não é apenas uma contagem de tempo, mas um investimento na próxima geração.

A lição que Jequié ensina é a do empreendedorismo cultural e social. Ela é um polo regional que atrai e irradia, reconhecida por eventos como o São João, que resgatam e celebram a cultura nordestina. A diversidade de sua origem, com as contribuições indígenas, sertanejas e de múltiplas etnias de imigrantes, é um modelo de convivência e miscigenação que enriquece o tecido social.

Celebrar Jequié é, portanto, celebrar o espírito indomável do brasileiro, capaz de construir progresso e beleza em terras desafiadoras. É reconhecer que, mesmo "encravada no sertão", sua luz é a de um Sol que irradia desenvolvimento, cultura e a incessante busca por um futuro mais justo e próspero para todos os jequieenses. Parabéns, Jequié, pelos seus 128 anos de história, luta e dignidade!

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Joilson Bergher, é de Jequié, professor e torcedor do AD-Jequié e do Vitoria!_

sábado, 3 de janeiro de 2026

A ferida aberta e o escudo necessário: uma análise da geopolítica de resistência._

A soberania, sob a ótica de uma América Latina que desperta, deixa de ser um conceito jurídico estático para tornar-se uma práxis de resistência. Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil retoma seu papel histórico não como um [hegemon] impositivo, mas como o fiel da balança de um projeto de autonomia regional. 

A compreensão de que o destino de Brasília está intrinsecamente ligado ao de Caracas, Bogotá e Buenos Aires é o que define a nova doutrina brasileira: uma soberania compartilhada que entende que nenhum país do Sul Global será plenamente livre enquanto seus vizinhos estiverem sob o jugo da desestabilização externa.

Neste cenário, o Brasil se posiciona como o guardião de um patrimônio que ultrapassa as fronteiras geográficas: a dignidade do povo latino-americano e a proteção de suas riquezas naturais. A liderança de Lula atua como um escudo diplomático e político contra as investidas de potências que enxergam o continente apenas como um almoxarifado de matérias-primas e uma fonte de mão de obra precarizada.

Ao fortalecer instituições como a UNASUL e priorizar o diálogo multilateral, o governo brasileiro sinaliza que a era das intervenções unilaterais e dos golpes orquestrados encontrará no gigante sul-americano uma barreira intransigente de legalidade e autodeterminação.

O enfrentamento a essa política decadente de exploração exige uma clareza filosófica sobre o que significa ser uma nação no século XXI. Não há soberania real sem o controle sobre a própria matriz energética, alimentar e tecnológica. O projeto liderado por Lula busca precisamente romper com a "ferida colonial" que insiste em sangrar a América Latina através de dívidas impagáveis e sabotagens institucionais. 

Ser o guardião da América significa, portanto, liderar a transição para um modelo de desenvolvimento que coloque o trabalho acima do capital especulativo e a vontade popular acima das ordens emanadas dos centros de poder do Norte Global.

A caminhada rumo a 2026 apresenta-se como a prova de fogo para a democracia continental. O Brasil, sob a égide do PT e de suas frentes amplas, é o alvo principal porque sua estabilidade garante a viabilidade de governos progressistas em toda a região, como o de Gustavo Petro na Colômbia. Manter a liderança de Lula é assegurar que a América Latina não retroceda ao status de colônia. 

A consciência histórica nos ensina que a liberdade é uma conquista diária; e a soberania brasileira, neste momento, é a garantia de que o sonho de uma pátria grande, justiça e altiva permanece vivo e combativo frente às sombras do passado que tentam retornar.

Conclui-se, portanto, que a vigilância deve ser a gramática fundamental das forças populares para o próximo período. A tentativa de retomar o controle sobre os destinos latino-americanos não passará se a unidade entre os povos do Sul Global for forjada na consciência de que a nossa maior riqueza não é o que brota do solo, mas a nossa capacidade de autodeterminação política. 

Diante do império que agoniza em sua própria decadência, cabe ao Brasil, sob a guia de Lula, consolidar-se como o polo propositivo da resistência, transformando a esperança em uma barreira inexpugnável contra qualquer tentativa de golpe ou retrocesso, reafirmando que a América Latina não é mais um quintal, mas um território livre, soberano e dono de sua própria história.

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Joilson Bergher/Professor no Brasil!

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Segurança Pública em Jequié

 


1

A segurança pública, em sua essência, transcende a mera equação de "bandido bom é bandido preso". Embora a firmeza no combate ao crime organizado, como propõe o governador Jerônimo Rodrigues ao focar em inteligência e na máxima do encarceramento, seja uma resposta política imediata e necessária diante da crise que assola o Brasil e a Bahia, especialmente em cidades como Jequié, a questão filosófica da segurança reside na complexidade da ordem social e na busca por uma "paz justa".

2.

A solicitação de mais investimento em inteligência junto ao Governo Federal, em vez do apelo direto à Força Nacional para Jequié, revela uma preferência estratégica por um combate menos ostensivo e mais estrutural ao crime. A Força Nacional, por sua natureza de intervenção, é uma resposta de choque, de controle de crise pontual, que oferece um alívio temporário. Contudo, a inteligência é a ferramenta que, filosoficamente, busca entender a gênese do caos, a cartografia do mal, para desarticular as raízes do crime organizado que se nutrem da desigualdade e da exclusão social. É uma aposta na epistemologia da segurança: o conhecimento profundo como chave para a transformação duradoura. 

3.

A persistente violência em Jequié, que se afigura entre as mais críticas do estado, clama por uma reflexão sobre a justiça distributiva e a segurança cidadã. Por que não a Força Nacional? Talvez a resposta esteja na busca por soluções endógenas e sustentáveis. O governador, mesmo com a reputação de bom gestor no espectro do PT pode estar ciente de que a presença da Força Nacional em Jequié poderia mascarar a fragilidade crônica das instituições estaduais e municipais. Será isso!?

4.

A verdadeira segurança não se impõe apenas pela força policial, mas se constrói pela cidadania plena. O clamor por segurança em Jequié é, na verdade, um grito por presença estatal em suas múltiplas dimensões: educação, saúde, emprego, cultura e, finalmente, polícia bem equipada e treinada. 

5.

O combate ao crime organizado exige mais do que prender: exige descapitalizar as facções, desmantelar suas redes de influência e reconstruir o tecido social nas áreas mais vulneráveis. A retórica de "Bandido bom é bandido preso" satisfaz a sede por punição, mas a filosofia da segurança exige ir além, questionando o que faz o bandido. 

6.

O foco em inteligência e investimento, como solicitado à União, pode ser lido como um passo tático mais maduro, que reconhece que a guerra contra o crime organizado é, na verdade, uma guerra de informação e de desenvolvimento humano. É um reconhecimento implícito de que a solução não virá apenas de fora (a Força Nacional), mas da capacidade interna de um Estado que se empenha em reverter a violência, transformando o "bandido" de hoje em um "cidadão" de amanhã, através de políticas que ofereçam alternativas à marginalidade. O desafio de Jequié, portanto, é menos de força e mais de sabedoria na gestão da ordem e da vida.

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Joilson Bergher/Educador Brasileiro!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Feira Literária de Mucugê - Fligê


Na Fligê!
Por Joilson Bergher.
Professor de Filosofia/ História e Metodologia do Conhecimento Superior.
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Fiz a minha estréia na Feira Literária de Mucugê - Fligê. Em 2018, concluí mais uma Graduação, dessa vez no curso de Filosofia/UESB, escrevendo uma Monografia sobre uma obra fílmica difícil do cineasta sertanejo de Vitória da Conquista, Glauber Rocha, [Der Leone Have Sept Cabezas...] Tal qual Glauber Rocha, essa Fligê, eh uma usina de pensares, de performances, livros, bate-papos, trilhas, cachoeiras, gentes da Bahia, do Brasil, de fora do Brasil, os amigos de Jequié, Brumado, Salvador, Vitória da Conquista, todos a celebrando todas formas das letras. Falou-se de tudo, de economia, política, da juventude, dos idosos, do turismo auto-sustentável...os jovens da escola pública ousados no sentido de assumir o seu protagonismo declamando Castro Alves, mas também gritando Lula-livre, declamando seus cordéis exigindo quê a Morte da Marielle, seja devidamente esclarecida. A juventude mesmo com o frio intenso se mostrou ousada! Mas a Fligê também é/foi uma usina de afetos, de amores, de lançamentos de livros, autógrafos, de encontros, cinema, de bebidas, todas elas, de músicas, de crianças entretidas num teatro mágico feito só para elas. Eh uma lição contemporânea quê trás a discussão sobre os modos atuais de subjetivação, onde tudo acontece ao mesmo tempo! Talvez a Feira de Literatura de Mucugê trate do sujeito como a grande busca desenfreada de algo que confirme a existência do [Ser] contra as injustiças do presente! Aos organizadores da Fligê -2019, exalto os caminhos que vocês traçaram recuperando Freud -, "Criar não é chorar o que se perdeu e que não se pode recuperar, mas substituí-lo por uma obra que ao reconstruí-la, se reconstrói a si próprio." Fica a expectativa de voltar para casa, para de novo tudo começar... é isso, "fazer é pensar", o "homem que faz" e o "homem que pensa".

sexta-feira, 29 de março de 2019

22 de Março de 2019 - Foi o ensaio pra Greve Geral no Brasil!




By Joilson Bergher

Está na história -, desde 1996, não há uma greve consistente no Brasil, de grandes proporções. Marcante o fato de a primeira greve geral do país, ter se dado há mais 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias. Em junho de 1917, décadas antes da consolidação das leis trabalhistas no Brasil, cerca de 400 operários - em sua maioria mulheres - da fábrica têxtil Cotonifício Crespi na Mooca, em São Paulo, paralisaram suas atividades. “Eles pediam, entre outras coisas, aumento de salários e redução das jornadas de trabalho, que até então não eram garantidos por lei. Em algumas semanas, a greve se espalharia por diversos setores da economia, por todo o Estado de São Paulo e, em seguida, para o Rio de Janeiro e Porto Alegre. Era a primeira "greve geral" no país”. Mas uma das principais diferenças entre aquela e a greve geral convocada para esta sexta-feira, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, é que, em 1917, ela não foi anunciada como tal, disse à BBC Brasil o historiador Claudio Batalha, da Unicamp”. É importante esse recorte da história para aproximar da nossa história atual, principalmente, no campo da educação.

terça-feira, 4 de março de 2025

Primeiro Baile Gay do carnaval de Jequié em 1991

 

Click na imagem e assista o vídeo

Amigo Zenilton Meira, Jequié é uma cidade que sempre esteve na vanguarda dos grandes movimentos nos da diversidade brasileira. Anos mostrando assim que essa cidade, pulsa, sempre pulsou. Os anos 80 no Brasil foram um período de grandes transformações políticas, sociais e culturais. Redemocratização política,  fortalecimento de diversos movimentos sociais incluindo o movimento dos trabalhadores, feminista e LGBTQIA+. A música popular brasileira (MPB) floresceu nesse período, com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Legião Urbana e Titãs ganhando destaque. O rock brasileiro também teve seu auge, com bandas como Barão Vermelho e Os Paralamas do Sucesso se tornando ícones da época. O gênero "música do Brasil" começou a mesclar influências internacionais com a cultura local. A tentativa de estabilizar a economia. Surgimento de novas mídias, como a televisão e o videoclipe da MTV. E a luta pelos direitos humanos. Os anos 80 foram um tempo de esperança...

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Joilson Bergher, professor!

quarta-feira, 2 de julho de 2025

A independência do Brasil foi um processo coletivo

Foto: Tuane Maria/GOVBA

 Amigo Zenilton Meira, Ola!

A pretensa Independência do Brasil, em tese, não deveria está associada apenas a Dom Pedro I e ao famoso "Grito do Ipiranga". Essa é uma visão simplificada e, de certa forma, eurocêntrica de um processo complexo, onde a Bahia desempenhou um papel central e muitas vezes subestimado.

Dizer que os méritos vão apenas para Dom Pedro é ignorar a intensa luta popular, as diversas revoltas e a resistência ferrenha que ocorreram em solo baiano e em outras partes do Brasil. Enquanto Dom Pedro I declarava a independência às margens do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, a Bahia já fervilhava em conflitos. 

As Guerras de Independência na Bahia se estenderam por mais de um ano, de 1822 a 1823, e foram marcadas por confrontos sangrentos entre as tropas portuguesas, fiéis à Coroa, e as forças brasileiras, compostas por um mosaico de voluntários, milícias, e até mesmo escravizados e libertos que lutavam pela causa da autonomia.

Foi a bravura do povo baiano, com figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, que verdadeiramente consolidou a independência na região. A vitória dos brasileiros na Bahia em 2 de julho de 1823, data que é celebrada como a Independência da Bahia, foi um marco decisivo. 

Essa vitória não foi um presente da Coroa, mas sim uma conquista árdua, obtida com sangue, suor e uma resistência implacável contra as tropas lusitanas..A ideia de que Dom Pedro I "concedeu" a independência ao Brasil desconsidera a pressão popular, as tensões internas e a necessidade de se criar uma identidade nacional que fosse além dos interesses da elite. 

Ele, na verdade, agiu em um contexto de intensa agitação política e social, e sua declaração foi, em grande parte, uma resposta à inevitabilidade da separação de Portugal, impulsionada por movimentos emancipacionistas em diversas províncias. Portanto, é fundamental desconstruir essa visão "torpe" que centraliza a independência em uma única figura e um único evento. 

A independência do Brasil foi um processo coletivo, com a Bahia e seu povo atuando como vanguarda na luta contra o domínio português. Reconhecer isso não diminui a importância histórica de Dom Pedro I, mas sim resgata e valoriza a contribuição de milhares de brasileiros que, com suas vidas, construíram a nação que somos hoje.

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Joilson Bergher!

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

"Por que essa onda de crimes usando metanol no Brasil!?"

 


Nos fizeram essa pergunta: "mas professor, porque essa onda de crimes usando metanol no Brasil?" Confesso ter sido uma boa [premissa] de um estudante Brasileiro feita a mim, em meio a crise do capitalismo, que não mede esforços em se reinventar, eliminando pessoas, inclusive!*_A  premissa do estudante, é extremamente pertinente e lança luz sobre como a lógica do lucro capitalista pode se manifestar em tragédias sociais. A onda recente de intoxicações e mortes por metanol em bebidas adulteradas no Brasil pode ser entendida como um sintoma claro e brutal das contradições e crises do sistema capitalista.

O Metanol, a meu juízo, é a síntese da crise capitalista no crime, que parece não ter qualquer controle, seja no Brasil ou na Ucrânia, por exemplo. O metanol, um produto químico que custa muito menos que o etanol (álcool etílico) e é altamente tóxico, torna-se a matéria-prima ideal para a expansão de um mercado ilegal de altíssimo lucro e baixíssimo escrúpulo.

A tragédia não é apenas um ato criminoso isolado; é um reflexo sistêmico de fatores interligados. No cerne do capitalismo está a busca incessante pela maximização do lucro ($$$) e pela redução dos custos de produção ($$). O mercado ilegal aplica essa lógica de forma perversa:

O metanol é significativamente mais barato que o etanol. Ao substituí-lo na produção de bebidas alcoólicas, os falsificadores elevam drasticamente sua margem de lucro. Eles estão, literalmente, vendendo veneno por preço de bebida. Na ponta, o mercado de bebidas falsificadas, que no Brasil atinge proporções alarmantes (chegando a estimativas de que uma em cada cinco garrafas de vodka, por exemplo, possa ser falsificada), é impulsionado por uma parcela da população que busca produtos a preços muito abaixo do valor de mercado. 

A desigualdade social e a precarização levam o consumidor a ser atraído pelo preço baixo, tornando-se, sem saber, o alvo final dessa lógica predatória. Investigações recentes sugerem uma ligação direta entre o metanol usado nas bebidas e o metanol, o importado ilegalmente, por exemplo, para adulterar combustíveis (gasolina). O metanol é usado para aumentar o volume do combustível, burlando a fiscalização e gerando lucros bilionários para o crime organizado.

Quando operações policiais fecham distribuidoras ou formuladoras ligadas ao crime que faziam essa fraude em combustíveis, o que acontece com o estoque de metanol? Em uma lógica capitalista, o crime organizado precisa "desovar" essa matéria-prima, transformando o "prejuízo" em uma nova linha de lucro. O crime se "reestrutura" (ou se "reinventa", e o metanol é canalizado para a falsificação de bebidas, transferindo o risco e a morte para o consumidor final.

A intensidade dessa crise está diretamente relacionada à fragilidade dos mecanismos de controle do Estado, uma fragilidade que muitas vezes beneficia, indiretamente, o capital ilegal: Em tese, a fiscalização robusta é vista, na lógica do Estado Mínimo (ou do ajuste fiscal permanente), como um custo a ser minimizado. A falta de controle efetivo na cadeia de distribuição de produtos químicos e bebidas, bem como a ausência de rastreabilidade (como a retirada da obrigatoriedade de selos de controle em certos momentos), cria um ambiente propício para a fraude.

Esta não é a primeira onda de intoxicações por metanol no Brasil. Casos semelhantes ocorreram no passado, como na Bahia em 1999. A recorrência indica que o problema não foi tratado em sua raiz estrutural, o que demonstra uma falha crônica do Estado em proteger a saúde pública frente à ganância do mercado ilegal.

Portanto, ou por fim, essa onda de crimes com metanol é um exemplo trágico de como o imperativo do lucro, a qualquer custo, se manifesta em uma sociedade com profunda desigualdade e falhas de fiscalização. A vida do consumidor torna-se apenas uma externalidade negativa (um dano colateral) aceitável na contabilidade macabra do capital criminoso. É uma tragédia ao vivo, e que precisa ser banida de nosso meio.

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_Joilson Bergher/Educador Brasileiro!_

terça-feira, 6 de outubro de 2020

ESPAÇO DO LEITOR | Reflexões sobre a segunda pesquisa de intenção de voto em Vitória da Conquista


Na última narrativa que fizemos na rede, nessa blogosfera, afirmei que - “Quando vemos os dados na própria pesquisa, são os pobres que têm sido eleitores cativos do PT ao longo de várias eleições. Aqui, tentaram fazer do atual gestor alguém como seu protetor...só que em quatro anos investiu uma estrutura nababesca numa parte pequena da cidade.

E os pobres? Hoje, de maneira fortuita, descobriram que o uso deletério do populismo local para garimpar voto na pobreza…não deu certo, a pesquisa nos dá essa amostra, afinal, governar para apenas 100 mil pessoas num universo de 400 mil, é uma conta de difícil equação.

Ao estudar os dados divulgados pelo Instituto Hoje.In.Data de Vitoria da Conquista, de 3 de outubro, 2020 num universo de 928 eleitores aptos ao voto, percebo que os detalhes da pesquisa apontam “a consolidação da minha leitura de que, a Princípio, Sêo-Zé vence e Dona-Luciana vence”!

Alguns dados compilados por nós no blog do Paulo Nunes ao mesmo tempo, mostram que os eleitores sentem-se frustrados com o desempenho efetivo dos políticos e o modo pelo qual as instituições políticas funcionam no país.

Assim, registra-se o crescimento do interesse dos eleitores, em todos os seus seguimentos, pela política mas esse interesse e, mesmo, o desejo de influir ou de participar da vida pública são acompanhados de um sentimento de indignação moral que, frequentemente, traduz-se em um voto de protesto que pune, precisamente, governos e partidos que se mostram incapazes de cumprir as expectativas que eles próprios geraram publicamente sobre si mesmos.

Ao lado dos partidos de esquerda, no caso de Vitória da Conquista, a meu juízo há uma alternativa organizacional com opções programáticas parecendo ser responsáveis por um enraizamento societário mais definido, algo não só captado pela pesquisa, mas que inclusive tende a provocar reações nos adversários conservadores da campanha do petista Sêo Zé e da comunista Dona Luciana na corrida à prefeitura...os dados são implacáveis a favor desses dois. “Segundo o levantamento, o petista tem 38,68% das intenções de voto, contra 29,63% do candidato emedebista. Herzem Gusmão Pereira”.

Os dados divulgados pela pesquisa do Hoje In.Data, me dão boas razões para entender aquilo contra o que o eleitor votou em 2016. Porem em minha leitura não explica a motivação negativa desse voto, isto é, a favor do que, precisamente, o eleitor se manifestou.

Por outras palavras, não explica a relação que existe entre a rejeição de certos estilos e certos conteúdos da vida política e as aspirações do eleitor me dão pela política mas esse interesse e, mesmo, o desejo de influir ou de participar da vida pública são acompanhados de um sentimento de indignação moral que, frequentemente, traduz-se em um voto de protesto que pune, precisamente, governos e partidos que se mostram incapazes de cumprir as expectativas que eles próprios geraram publicamente sobre si mesmos.

Os dados da Pesquisa talvez me dêem, a devida razão, talvez me ajudem a responder à essa questão, às aspirações do eleitor, veja: “Dos entrevistados, 14% afirmaram não saber em quem votar e 7,65% disseram que irão votar em branco ou anular. Quanto à rejeição, 37,6% dos entrevistados responderam que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados; 30,6% responderam que rejeitam o candidato Herzem Gusmão; 12,82% responderam que rejeitam o candidato Zé Raimundo; 11,74 rejeitam David Salomão; 2,80% rejeitam Maristela Schiavo, 2,37% rejeitam o Cabo Herling, 1,40% rejeitam Ferdinand Martins, Romilson filho é rejeitado por 1,47%. 0,64% dos entrevistados disseram que rejeita todos”

Importante: Geralmente os institutos escolhem uma amostra da população brasileira com base nos dados do último censo: número de homens e mulheres, faixa etária, grau de escolaridade, nível de renda e distribuição geográfica. O universo dos entrevistados deve replicar o perfil demográfico da população.

“Se em uma cidade o censo registra que há cinco mulheres para cada quatro homens, a pesquisa ali terá que trabalhar com a mesma proporção de entrevistados dos dois sexos. Definida a amostra, os pesquisadores saem à rua em busca de um grupo de eleitores que se encaixem naquele perfil. Para que não haja questionamentos a posteriori, o Hoje In.Data no blog do Paulo Nunes traz a informação que “para cada área geográfica, os respondentes são selecionados respeitando-se quotas proporcionais controladas por região geográfica, sexo e faixa etária, de acordo com o perfil da população em estudo e obedecendo ao regime de quotas do TSE de 2020”, e ponderando quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado; intervalo de confiança e margem de erro: Você pode conferir tais dados no Blog do Paulo Nunes, de Vitória da Conquista.

Por fim: Essa tendência de voto manifestado nas eleições que seriam hoje 04 de outubro de 2020, reforça as evidências de que há uma insatisfação latente da população com os rumos da vida política em Vitória da Conquista, sob a ótica de pessoas que não foram alcançadas pela gestão publica municipal de Vitória da Conquista...a pesquisa do Hoje In.Data Nova apenas clarifica uma forma da cidade se expressar. Maquiavel, foi, há seu tempo, um dos primeiros a pensar na utilização da opinião pública como manutenção e meio de alcançar o poder, pois, sugere que “a opinião pública pode ser manipulada, mas nunca ignorada” (MAQUIAVEL, 1997 apud CERVI, 2006, p.109) … mas muito provavelmente nos tempos atuais “a opinião pública começa a assumir outras conotações. Passa a ser sinônimo de exercício da democracia e o canal de transmissão dos cidadãos para manifestar suas opiniões e reflexões”. | Bergher, Joilson. Professor de História, Filosofia e Metodologia do Conhecimento Superior.